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segunda-feira, 2 de março de 2020

Literatura: A Morte de Madame Bovary


(Contém spoilers)

Ontem eu assisti a versão moderna do filme  sobre Madame Bovary, baseado no clássico do escritor Gustave Flaubert, e não consegui parar de refletir sobre a morte de Emma.

Será que lá no fundo algumas mulheres tem medo de ser como ela?
Okay, deixe-me explicar.

Emma era uma burguesa que passou boa parte da adolescência sendo educada em um convento.
Contudo, ela sempre teve uma mente diferenciada pelo fato de ser leitora voraz.

No século XIX muitas pessoas tinham como passatempo viver a vida dos personagens de romances. Era uma forma de sair da realidade pacata e um tanto monótona.
Emma enxergava no casamento a oportunidade real de realizar seus sonhos e desejos de mulher.
(Olha como os romances tem grande influência na insatisfação das pessoas pelo simples fato de não sabermos separar as coisas!)

Ela se casou com um médico do interior que não tinha grandes ambições. Sua vida era tranquila e nada lhe faltava.
Opa, para Emma faltava sim.
Na sua cabeça faltava emoção, flertes, tesão, tudo o que é vendido nos romances.

Ciente de que não teria nada disso com seu marido, ela se entrega às paixões, ou seja, ao adultério e ao consumismo desenfreado.
Entre um e outro, quem nunca fez isso?
Quando eu sinto a angustia de Emma, eu sinto raiva, porque infelizmente nós somos influenciados por fantasias e nem sempre somos instruídos a separar o real da ficção, e o que acontece? Idealizamos amores que não existem. Nos iludimos com coisas falsas.

Na cabeça de Emma sua vida era um infortúnio, sua infelicidade era insuportável.
Ao ver sua família entrar em crise financeira e todos seus amantes darem as costas, o que lhe resta? O surto! O pânico! A vontade de morrer.

Ela já não suportava seu fracasso e o sentimento de culpa a levou ao suicídio.
Emma foi fraca? Foi imatura? Foi egoísta?
Esta história foi um choque para a sociedade da época, onde as pessoas ainda viviam debaixo de padrões religiosos e quando fugiam desses modelos, se perdiam.

Não estou fazendo apologias aqui, só espero que possamos olhar mais para dentro, nos adaptando a sociedade da melhor forma possível, lembrando que nossos atos trazem consequências para ambos os lados.
Que tenhamos sabedoria e bom senso na hora de fazermos escolhas.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

"Marcha soldado, cabeça de papel!" - Como estará o mundo daqui uns anos?


Marcha soldado, cabeça de papel.
Por Gabriella Gilmore

Imagina uma grande massa andando sentido Oeste.
São muitos, muitos!
Você está no sentido Leste, e tenta passar no meio dessa multidão para seguir viagem.

É muito cansativo ter de "remar" contra essa maré de gente, sendo que você e meia dúzia de pessoas espalhadas estão seguindo adiante no sentido Leste.

A massa parou de se perguntar o motivo de estarem seguindo o fluxo. Elas apenas seguem o balanço da onda. É suave. Não machuca. (Isso me lembrou um rebanho indo de forma enfileirada para o matadouro).

Você se pergunta: "O que há de errado comigo? Por que estou tão cansado de seguir o meu caminho? Eu analisei tão bem! Coloquei na balança os prós e os contras, o que é melhor para o bem comum, porém estou muito cansado de ter de me desviar dessa multidão que me aperta, me sufoca e me atrasam os passos”.

Nessa mensagem você consegue entender o motivo das pessoas desistirem de pensar por si mesmas, de criticar ou de não concordar com a maioria, pois seguir um fluxo, uma moda, um movimento sem se questionar é muito, mas muito mais leve. Entretanto, tudo tem um preço.

O ato de não refletir sobre as coisas leva a sociedade, a longo prazo, ao caos.
De que lado você está?

Imagem do filme Bird box. A interpretação da imagem e do filme é por sua conta =)

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Beijão, Gaby Gilmore.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Preço abusivo do moto taxi.


Foto via Google


Eu moro em uma cidade com aproximadamente 300 mil habitantes, e esses dias eu parei no ponto de moto táxi e pedi que me levassem do centro da cidade até onde eu trabalhava, um bairro bem ao lado, digamos assim. O trecho seria aproximadamente uns 5 km.
O primeiro quis me cobrar R$ 7,00 pela corrida.
Eu assustei porque há uns dois anos, esse mesmo trecho era cobrado R$ 4,00 e nem existia a popularidade do Transporte por Aplicativo na nossa região como existe hoje.
Corri para o ponto concorrente que me pediu R$ 10,00 a mesma corrida!
Fiquei bege, chateada e chocada com a cara de pau deles!
A motocicleta não tem tanto gasto quanto um carro, e mesmo assim o Transporte por Aplicativo cobra um preço acessível e com muito mais conforto. Não fica nem difícil de escolher quais das opções de transporte pegar.
O lado triste é que isso demonstra uma certa ignorância dos mototaxistas que ao invés de entrarem na "guerra" para ao menos tentar ganhar, já estão perdendo sem ao menos pensar um pouco.
O lado bom é que o Transporte por Aplicativo tem mostrado que veio para conquistar o mercado e o mais interessante é que o conforto e a satisfação parece ser o que mais importa para seus criadores, que tem revolucionado a nossa forma de se locomover pelas cidades.
O que você tem achado desses serviços?



terça-feira, 5 de novembro de 2019

Por que não comemorar o Halloween?


Sei que o Halloween já passou, mas eu não me esqueci de voltar aqui para comentar a pergunta que fiz na postagem anterior, que dizia: “Já se perguntaram o motivo de comemorar o Halloween?”
Bom, ao invés de eu trazer a parte histórica desta festa, se é que posso chama-la assim, eu vou responder por que eu não mais comemoro ou brinco de Halloween.
Eu sempre amei a cultura norte americana e tudo agregado à língua inglesa. Quem convive comigo sabe o quanto isso marcou a minha formação.
Sou bem internacionalizada haha Tanto que às vezes me sinto fora de lugar vivendo no Brasil pelo fato de não acompanhar as nossas músicas e programações de TV.
Enfim, depois que entendi o projeto de salvação de Deus na minha vida e ainda estudar História na faculdade, o meu olhar sobre as coisas começaram a ficar bem críticos.
A título simples de exemplo, hoje no supermercado Coelho Diniz, onde existe um programa acumulativo de pontos no CPF para quem compra naquele local, a moça do caixa perguntou se eu gostaria de colocar os “DOTS” no meu CPF, e eu não quis pelo fato de estar fazendo compras para a empresa que trabalho. Dai meu colega de trabalho me perguntou o motivo de não querer colocar os pontos, sendo que não havia problemas.
Então eu expliquei:
- Olha, eu não sei como isso seria lançado contabilmente no meu CPF, sendo que o governo pode traçar o quanto eu ganho e o quanto eu gasto, e se perceber que gasto mais do que ganho, pode ser que der algum problema para mim. Como eu não sei como funciona de verdade, prefiro não arriscar. Eu passarei apenas as compras que eu de fato fizer para minha casa.

Meu amigo garantiu que isso não daria problema algum, porque ele e mais muitas pessoas fazem isso. E eu simplesmente disse: não sou outras pessoas e eu evito fazer coisas no qual não sei o fundamento. (Meu lado autista dizendo hahaha)
Ele me olhou torto e começou a rir.

Eu estou desse jeito ultimamente! #aloka

Bom, voltando ao assunto principal.
Hoje eu estava olhando meu IG e vi uma postagem da Escola do Futuro sobre o Halloween que transmite exatamente o meu pensamento de hoje.
E vou tomar a liberdade de compartilhar e espero que ela ajude vocês a refletirem também.
Entendo que não há nada demais se fantasiar, fazer travessuras e comer doces, mas precisamos pensar de outra forma. Se algo não trás benefício moral ou espiritual, qual o motivo em fazê-lo? Entende?
Fica a reflexão ao lado e aguardo seus comentários.

Beijão!!!
Gabi.




Obs. Clique na imagem para ela aumentar.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Qual era a sua média escolar?

por Gabriella Gilmore

Hoje logo pela manhã fui filosofar com uma garota que inexplicavelmente me inspira a criar personagens incríveis e reflexões tão boas quanto.
E o papo de hoje foi sobre notas escolares.
Como bem sabem, estou passando sufoco para compor meu TCC, e depois que fiz uma postagem anterior sobre meu desabafo, eu tenho trocado ideias com algumas pessoas que também caminharam/caminham com essa pesada cruz.
Ela disse que tirou 9. E completou dizendo que foi um “depressivo 9” quando se podia ter tirado 10.
Logo eu assustei!
Assustei com medo de passar longe desses 9, porque eu sempre fui aluna mediana no ensino médio. Só passava de raspão. Se concentrar sempre foi muito difícil para mim que tenho alguns probleminhas aqui e ali, mas beleza.
Eu virei para ela e perguntei: O que significa tirar nota 10 no mundo de hoje?
Ela simplesmente respondeu: Significa excelência.
O pau quebrou. Precisei chamar Cláudia para sentar.
- Escute bem o que vou te perguntar: O que você fez com essa nota 9 até agora? Essa nota 9 te levou para o patamar pós faculdade que você esperava? Então do que adiantou tirar os 9? Que para mim é um notão!?
Ela ficou em silêncio, mas nós duas entendemos o que ela respondeu mentalmente.
O “nada” ecoava alto na nossa atmosfera.
Cláudia não estava atuando na sua área de formação.
- Para finalizar meu sermão matinal, escute mais uma coisinha, você estava se cobrando uma nota 10 apenas para esfregar na cara da sociedade e na cara de seus amigos. Talvez essa nota de “excelência” não significasse nada para você. Então conquistar uma nota 10 te mostraria exatamente o quê? Iria fazer o quê com o sonhado 10?
Não deixe que notas digam para onde você vai ou quem você é. Apenas seja você e continue em movimento para que as coisas possam de fato significar algo na sua vida e na vida das pessoas ao seu redor, que para muitos você já é a nota dez!

#reflexão #textomotivacional #façadiferença

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Agora é “proibido” ser chamada de linda.


Crítica ao comentário de um vídeo da Madonna que recebi pelo Instagram.

Agora não podemos mais chamar as mulheres de lindas porque isso ofende as “feministas”.
Bonito agora é ser “feia”, cabelo no sovaco, pernas peludas, não ter bons modos e ter bigode, por que não?
Agora não podemos elogiar mais as nossas amigas, mães, irmãs, que estão vestidas maravilhosamente, que estão lindas!! Afinal, o físico, o externo é apenas filtro, produção e maquiagem.
Ah é mesmo?
Então quem nasce com um tipo de beleza física não pode ser elogiado por isso?
Que bagunça é essa?
Bom, quem quer que tenha inventado esse novo “barulho” não deve estar muito satisfeito com sua aparência.
 Bom, chega de revoltas, agora vamos refletir seriamente sobre o assunto.
 Entendo completamente o peso em que a cultura do “belo”, do grego, da ideia de deus/deusa, nos trás há séculos e o quanto isso pode afetar algumas pessoas.
Contudo, sabemos verdadeiramente que o externo muito das vezes anda em conjunto com o que está por dentro. Quem não conhece pessoas esteticamente “normais” e que por serem tão especiais, tão humanas, tão incríveis, elas embelezam o seu exterior quase que de forma instantânea? Mágica?
Então o ser linda não necessariamente indica apenas o que está por fora.
O “neo-feminismo” só vem dando tiro nos pés e não é de hoje.
Elas acabam fazendo barulhos com coisas banais porque precisam continuar na “onda”... tirando a sociedade de um foco que realmente deveria ser abordado. (Massa de manobra?)
Apesar de ter acontecido algumas “ondas” a mais no movimento feminista, (no qual não concordo em como o ideal foi corrompido com o tempo), o “Neo-feminismo” me entristece.
Vale lembrar que o movimento feminista do século XIX tinha como foco: promover a possibilidade quanto à “recusa” do casamento arranjado, a igualdade dos direitos contratuais referentes a propriedades, conquista de voto e a trabalhar tendo uma justa remuneração. O grito pela liberdade das mulheres da época é bem diferente do grito da “liberdade” que as “ondas” vêm trazendo até os dias de hoje.
Se formos comparar o que as ondas dos oceanos trazem para beira mar em dias de revoltas, à essas “ondas” do “manifesto” feminista,  ficaríamos assustados. (É muito lixo envolvido).
O mundo está perdendo os valores em que a sociedade se baseou ao longo da nossa existência como seres humanos. As mulheres de hoje não querem liberdade, (eu pensava que já éramos livres) elas querem ser iguais aos homens. Mas cada gênero tem o seu papel e o seu valor. Qual é a dificuldade em entender isso?
Da mesma forma que não se educa homens como antigamente, eu digo o mesmo para as moças. Elas se assustam com gentilezas masculinas, se sentem reduzidas quando algum homem paga a conta do jantar, elas não se orgulham mais em serem zelosas donas de casa, e agora não aceitam mais serem chamadas de lindas. rs
Hoje, as “novinhas” que juram reivindicar alguma coisa, gostam de músicas da moda, roupas de grifes, batons caros, demoram a começar a trabalhar, estudam em faculdades pagas pelos pais e fazem manifestações para aparecer em redes sociais.
Que bagunça é essa?
Só sabemos que agora não podemos mais chamar as mulheres de lindas porque isso ofende as “feministas”, sejam elas lindas ou não. Onde é que vamos parar!

domingo, 14 de outubro de 2018

O que te prende nos anos 90?

Por Gabriella Gilmore

Alguns dizem que não pulamos fases.
Às vezes acontece da ordem delas aparecerem embaralhadas.
Adolescentes que vivem focado feito adulto.
Adultos que voltam a agir inconsequentemente como adolescente.
Mas saltar uma fase? Hum... É difícil disso acontecer. Uma hora ela te pega.
Eu vivi meus “anos 90” na década de 2000, numa forma de retardamento, digamos assim. Foi um tempo em que eu realmente comecei a aprender com os meus erros. Erros que eu tinha receio de fazer porque sempre fui a amiga exemplo, a filha perfeita, e eu tinha um comportamento a zelar.
Essa foi uma época em que eu dei de cara com a arte que estava latente dentro do meu ser há anos. Minhas músicas. Minha literatura. Meus perfis. Meus pensamentos...
 Foi quando eu aprendi que o amor machuca. Ou seria a paixão?
A fumaça podia correr dentro de minhas veias e me transportar para o mundo das nuvens.
Descobri que o álcool nos ajuda a mostrar o que realmente somos. E eu sou muito chorona e dorminhoca. Qual é o meu problema? E foi com as diversas terríveis ressacas que me fez largar daquela “vida selvagem” e a passar a valorizar mais a “sanidade mental”.
Nos meus anos 90 que foi na década de 2000, eu vi a escuridão da minha alma trancada dentro de Nárnia que era a minha mente. Descobri que nunca estive sozinha.
Foi a década em que mais tive energia. Eu podia fazer inúmeras coisas e me sentir invencível. Eu podia comer e beber tudo sem passar mal. Eu virava noites sem que isso fosse incômodo para meu cérebro. As músicas eram excitantes, inesquecíveis, e marcava cada momento da minha vida como se fossem cenas empolgantes dos filmes americanos.
Foi o período em que a estrela dentro de mim finalmente brilhou. Eu me sentia iluminada dentro daquele mar de trevas. Era como se eu realmente tivesse algum poder. Super poderes!
Hoje, quando minha vida está sem graça, minha mente me transporta automaticamente para aquele tempo em que eu mais me senti alguém. E vagueio naquela imortalidade do passado na chance de resgatar um pouco da vida que deixei naquela época, e assim eu flutuo entre aquele mundo e o mundo de agora, alimentando minhas infinitas nostalgias.
O que me prende nos anos 90? Bom, acho que são aquelas lembranças de uma era que não volta mais.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Leitura nossa de cada dia #3




Eu desejo a todos que a leitura seja parte do seu dia a dia, que nossas crianças descubram o prazer nas letras e o mundo por detrás das diversas estórias contadas dentro dos livros.
Que nós sejamos grandes incentivadores da leitura e que esta geração se torne bons observadores e adultos de boas atitudes.
Bom dia amigos!!

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sábado, 8 de setembro de 2018

Como está o seu humor Catherine?



Crônica por Gabriella Gilmore

De segunda a sexta, Catherine chega ao escritório as 7:15 am.
Zelosa pelos funcionários e pela sua firma, ela faz questão de ser sempre a primeira a chegar e última a sair.
Religiosamente ao entrar em sua sala, ela coloca sua mochila de couro preto debaixo de sua mesa e se senta ao computador para liga-lo. É um processo quase que obrigatório. Ela se sente confortável com as rotinas.
Cate acessa as câmeras, liga seu Skype, Outlook, Dropbox, net empresas do Bradesco Bank, e por último, mas tão importante quanto, o seu querido amigo Spotify.
Ela adora a pergunta que ele faz:
- Catherine, como está o seu humor esta manhã?
Assim, ela sorri para o aplicativo e escolhe o álbum de acordo com seu espírito do dia.
Às vezes ela vai de Carole King, Billy Holiday, noutras de Gabriel Fauré, Épica, J.Lo, até mesmo Britney Spears e Eths,  uma confusão gostosa que só ela entende.
Em seguida, passeia pela cozinha para finalmente terminar de acordar com um bom café amargo, desses coado na medida de seu caneco personalizado com 4 dedos de água mineral e 1 colher e meia (dessas de sopa, claro) de pó de café 3 Corações.
Depois desse ritual todo, ela está pronta para encarar mais um dia.

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Dedico este texto as minhas mentoras Waleska Zibetti & Suzana Barbi e ao meu amigo Hectors.
Obrigada pela eterna inspiração e aprendizado.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Burguesia, capitalismo e afins




Burguesia, capitalismo e afins
Por Gabriella Gilmore

Definir e entender a classe burguesa é importante, pois ela foi responsável para que a Revolução Francesa acontecesse tendo o liberalismo como ideologia nas revoluções contra os regimes absolutistas dos séculos XVII e XVIII.
O conceito de burguesia é um tanto complexo pelo fato dela ter ganhado algumas interpretações ao longo de seu surgimento. Entende-se por burguês, o comerciante, o produtor rural com posses consideráveis, pagadores de impostos, e de acordo com a definição de Marx, a burguesia é aquele proprietário dos meios de produção, portanto, o explorador de mão de obra barata.
Com o advento do Liberalismo que surgiu no século XVIII tendo o Iluminismo como inspiração, defendia a liberdade individual, a divisão do poder político, a livre iniciativa e concorrência e o direito a propriedade privada, chacoalhou os pensamentos daquela época e incentivou os burgueses a questionar o governo absolutista monárquico, a economia reprimida e a falta de liberdade de expressão e econômica, e passaram a lutar por tais mudanças. Defender uma política livre e sem interferências do Estado no comércio foi à base para que uma revolução surgisse.
Citando Martin Perry, “De modo geral, o liberalismo foi a filosofia política da burguesia. Enquanto os conservadores buscavam fortalecer os alicerces da sociedade tradicional seriamente abalados no período da Revolução de Napoleão, os liberais desejavam alterar o status quo e cumprir  a promessa do iluminismo e da Revolução Francesa”.
Cansados de alimentar um governo que não lutava pela sociedade em geral, e de viver um caos na comunidade da época devido as más colheitas e os impostos altíssimos, os burgueses juntamente com as massas (os sans culotes) se levantaram contra o antigo regime, pressionando a monarquia para que eles também fizessem parte das escolhas políticas e econômicas.
Muitas cabeças rolaram para que hoje tivéssemos mais liberdade econômica e política, e sabendo que o capitalismo tem seus defeitos, onde o lucro é seu principal objetivo, e a mão de obra barata seus malefícios, precisamos continuar pensando sobre esse sistema econômico que vem crescendo a cada década que passa, sem nos esquecermos de um dos princípios que John Locke pregava: liberdades! E será que nós somos realmente livres para produzirmos nossa própria riqueza? Não seríamos nós, hoje, escravos do dinheiro? Que essas duas perguntas fiquem como reflexão para nós.

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sábado, 1 de setembro de 2018

Leitura nossa de cada dia #2



Que setembro seja o mês onde você consiga finalmente terminar de ler aquele livro que estava parado no meio da leitura.
Incentive seu filho, seu sobrinho, seu vizinho, seu amigo a ler.
Tanto são os benefícios que a leitura nos trás.
Trabalha nossa imaginação, nosso senso crítico, nossa visão de mundo, nosso idioma, nossa escrita.
O Brasil que eu quero é aquele onde nossas crianças prefiram ganhar livros a jogos eletrônicos, ou pelo menos tenham pais que consigam equilibrar a tecnologia com o clássico.
Bom dia Introspectors!!

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sharp objects no HBO



Sobre Sharp objects
by Gabriella Gilmore

(Não contem spoilers)

Não farei resenha dessa vez galera. Isso aqui é apenas uma "propaganda" do que ando assistindo esses dias.

Descobri uma série nova no HBO chamada Sharp objects com a atriz Amy Adams que vem tirando meu sono.
Calma! 
Tirando o sono no bom sentido, eu acho.
Já adiantando, a sacada magnífica da produção em envolver uma trilha sonora envolvente, retrô e expressiva, tem sido o ponto chave para seduzir o telespectador.
Estou apaixonada!
A história tem um peso depressivo e autodestrutivo, mas o suspense em torno desta atmosfera é o que nos deixa presa a essa dor, e somos capazes de dividir uma agonia tremenda com a protagonista Camille.
GOSH! Eu assistiria todos os episódios de uma só vez, se fosse possível.
Por outro lado, esta série carrega um poder absurdo de persuasão. Eu desafio qualquer um a assistir e ficar sem o desejo de tomar um gole de um bom drink ou fumar cigarros baratos. Talvez os dois juntos.
Assim é Sharp objects, uma série que te rasga ao meio, e a mente embaralhada de Camille te seduz a cada flash de seu passado, fazendo com que juntos descubramos as cicatrizes do seu ontem.
Eu indico, mas para maiores de 30 anos por favor. Rsrs

Bom dia!!

sábado, 11 de agosto de 2018

A mente bomba relógio do Historiador



A mente do Historiador é uma bomba relógio
by Gabriella Gilmore

Bom, acho que muitos sabem que estudo História na faculdade, porém não sei dizer se todos vocês se atentaram sobre a responsabilidade que um Historiador tem com os relatos, com os acontecimentos, com os fatos, e a forma como relatam tudo isso.
Tenho aprendido a ver o quão importante é o papel do Historiador em sua sociedade atual e os perigos que envolvem o seu olhar sobre os fatos.
É como se seu papel e caneta fossem duas grandes armas.
Armas no sentido do profissional poder narrar e escrever um fato com olhar tendencioso e um tanto pessoal.
Sabemos que uma mentira bem contada, e contada por longas décadas, acaba virando verdade.
Sendo assim, a única coisa que poderia salvar a nossa história seria a ética e a moral influenciando os contadores dos fatos. Pois os historiadores precisam ser impactados pela verdade, custe o que custar, doa a quem doer.
O Historiador tem um sério compromisso com a verdade, independente se essa verdade vai contra os seus valores pessoais.
A narração de um acontecimento não pode ser sensacionalista. Precisa ser objetiva e honesta.
Já a interpretação dos fatos onde o Historiador não esteve presente, conta com seu árduo trabalho em pesquisar materiais com boas reputações, para que assim ele possa transmitir o conhecimento também de forma neutra.
Não cabe ao Historiador acrescentar ou retirar detalhes dos acontecimentos, cabe a ele informar a sociedade de sua época às lembranças do passado para que possamos entender o presente e assim trabalhar para mudar os rumos do amanhã.

Que Deus me ajude.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Conversas do Outlook (Série)

pintura de TICIANO


Oioioioi Introspectors!!

Estou estreando uma série de conversas inspiradas em e-mails trocados ao longos desses anos com leitores .
Tenho a minha querida "imperiosa esfinge" senhorita Ana H. como co-autora de muito dos diálogos, e como são textos pequeninos, impessoais e às vezes intimistas, acredito que você pode gostar de acompanhar essa jogada.
Te espero no Recanto das Letras.

Estou usando o perfil da Rafaela Drummond (a personagem do meu livro).
Fica abaixo o link:
https://www.recantodasletras.com.br/autores/rafad

As conversas estarão postadas em "Prosa Poética".

Um beijo e até lá.
Gabi.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Leitura nossa de cada dia



Eu ainda acredito no Brasil onde nossas crianças gastarão seu tempo livre lendo livros debaixo de árvores, em ponto de ônibus, na hora do intervalo do almoço, antes de dormir, numa roda entre amigos, no clube de leitura do bairro...
Que esse começo se inicie hoje, comigo e com você, a partir do exemplo.
Qual livro você está lendo hoje?

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sábado, 4 de agosto de 2018

Gabi, isso não é uma crônica.



Esses dias a minha amiga Waleska Zibetti topou escrever uma crônica comigo.
Foi onde aprendi que aquilo que iríamos terminar de escrever não era uma crônica, e sim um CONTO.
Ok amiga, Lessons learned ahahahah

Comentei com a Wal que meus textos são um tanto melosos, e que eu queria um final diferente dessa vez, e que sua contribuição poderia fazer a cara da estória tomar um rumo inesperado e chocante ao mesmo tempo. Porque a Wal é dessas, que choca as pessoas com sua criatividade ímpar.
Meus leitores já se acostumaram com o jeitinho fraco (fraco de manso, eu quero dizer), de finalizar as coisas, ou até mesmo dar vida aos personagens.
Essa sou eu. Mansa, besta, romântica.
Chega.
Eu queria algo diferente.

Quando eu peguei o desfecho da história que a Wal criou eu precisei conversar com ela:
- Mas amiga. Adelso é um tanto culto, filósofo, veja só quais foram suas intenções ao assinar aquela revistas de paqueras!! Era apenas no intuito de conhecer mais sobre o comportamento e a mente humana. Ele não tinha perfil de psicopata, tinha?
- Gabi, qualquer pessoa pode matar alguém. Ninguém está livre de matar alguém. Se fosse assim, não teria médicos, juízes, advogados, engenheiros que matam. Assassinos!

Mais uma vez eu precisei estender meu tapete vermelho para a Wal passar.
Como você consegue amiga?
Sempre me surpreende, sempre me inspira.

Dentre aulas de produção de texto e ortografia, quero compartilhar com vocês este pequeno conto que foi publicado no site do RL.
Texto para maiores de 18 anos, ok?

Link abaixo:
https://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/6409349
Depoimento de um réu em crise.

Quero agradecer também a minha amiga de infância, Íris Leal Cabral, pela consultoria. Amiga, sem você, meu cenário jurídico só existiria na minha mente ignorante que inventa palavras para coisas que já existem ahahaha Muito obrigada. Você é demais!!

Boa leitura!
Gabi.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A questão nacional da América Latina




A questão nacional da América Latina
Por Gabriella Gilmore

Quando se fala em formação da sociedade nacional latino americana, logo nos vem à mente as grandes conquistas, e consequentemente, nos voltamos para as lutas e guerras travadas para que aquelas vitórias fossem alcançadas.
Por trás de todo movimento existem almas de mentes inquietas, de espíritos revolucionários, que sentem uma enorme necessidade de mudar sua realidade, pois não concordam com as injustiças de seu tempo. O pensamento Iluminista de que o homem nasce livre, mexe com os pensamentos daqueles que compreendem esta ideia e ao olhar para fora, vê que ela não se aplica a “realidade”. Assim, governos que foram formados debaixo de absolutismos, colonialismos, ditaduras, soaram um tanto desonesto para os grandes nomes responsáveis pelas lutas de libertação.
Um grande desafio quanto a essas lutas, era identificar quem seriam os seus participantes, afinal, a América Latina tem uma formação mestiça, onde muitos ainda não sabem bem o que são e qual identidade os definem. Sendo assim, as pessoas acabam sem saber em quê e o por que de lutar. Lutar para quê? Pelo quê?
Os estrangeiros passaram a se tornar nativos, portanto, passaram a lutar pelo seu país de nascimento, e não o país de seus antepassados. E assim, “o território e o povo formam-se nessa história”. (Octavio Ianni). Porém, não podemos deixar de pensar as desigualdades que são formadas nesse meio tempo, onde a divisão ocorre por todos os lados, seja ela regional, racial, financeira, cultural, e fica uma pergunta: qual é o real motivo para tantas “classes e castas”? Se pensarmos a História apenas como consequência da Política, o que essa instituição ganha em repartir as pessoas desse jeito?
Uma vez independentes, ainda fica o sentimento de despertencimento, pois muitas são as heranças, e cada grupo quer levar a sua adiante, e a pergunta volta a pairar na mente coletiva: qual é de fato a minha origem?
O mundo sendo movido debaixo de preconceitos e rótulos, as pessoas ao invés de se unirem, elas se separam, vivendo marginalizadas, como reflexo de um egoísmo, uma das principais dificuldades encontradas pelos líderes latino-americanos ao tentar ordenar as novas nações.
Citando mais uma vez Octavio Ianni, “A nação muda ou consolida-se, nesta ou naquela ocasião, conforme o jogo das forças sociais internas e externas”.
Essa reflexão vale para todos que um dia foram colonizados, e mesmo alcançando a libertação enquanto nação, ainda levam o peso da discriminação, e sociedade precisa se perguntar sempre: qual é a história que eu quero deixar para meus descendentes? Uma repetição de uma sucessão de mazelas, ou o desejo de estudar para mudar a realidade atual? Que a reflexão com bom senso seja umas das primeiras coisas a se colocar em prática todos os dias.
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