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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Gabriella Gilmore no Resenha Cast

Disponível na Amazon


Oláaaaaa pesssoal!

Passando para compartilhar uma novidade.

Eu tive o privilégio de falar sobre meu novo livro, A batalha de Dominique, no Resenha Cast do Jornalista Luiz Gusttavo.

Te convido a reservar 30 minutinhos para conhecer um pouco sobre minha história, assim como o enredo por trás da personagem Dominique. 😊


(2) Resenha cast com a escritora, Gabriella Gilmore - YouTube


segunda-feira, 2 de março de 2020

Literatura: A Morte de Madame Bovary


(Contém spoilers)

Ontem eu assisti a versão moderna do filme  sobre Madame Bovary, baseado no clássico do escritor Gustave Flaubert, e não consegui parar de refletir sobre a morte de Emma.

Será que lá no fundo algumas mulheres tem medo de ser como ela?
Okay, deixe-me explicar.

Emma era uma burguesa que passou boa parte da adolescência sendo educada em um convento.
Contudo, ela sempre teve uma mente diferenciada pelo fato de ser leitora voraz.

No século XIX muitas pessoas tinham como passatempo viver a vida dos personagens de romances. Era uma forma de sair da realidade pacata e um tanto monótona.
Emma enxergava no casamento a oportunidade real de realizar seus sonhos e desejos de mulher.
(Olha como os romances tem grande influência na insatisfação das pessoas pelo simples fato de não sabermos separar as coisas!)

Ela se casou com um médico do interior que não tinha grandes ambições. Sua vida era tranquila e nada lhe faltava.
Opa, para Emma faltava sim.
Na sua cabeça faltava emoção, flertes, tesão, tudo o que é vendido nos romances.

Ciente de que não teria nada disso com seu marido, ela se entrega às paixões, ou seja, ao adultério e ao consumismo desenfreado.
Entre um e outro, quem nunca fez isso?
Quando eu sinto a angustia de Emma, eu sinto raiva, porque infelizmente nós somos influenciados por fantasias e nem sempre somos instruídos a separar o real da ficção, e o que acontece? Idealizamos amores que não existem. Nos iludimos com coisas falsas.

Na cabeça de Emma sua vida era um infortúnio, sua infelicidade era insuportável.
Ao ver sua família entrar em crise financeira e todos seus amantes darem as costas, o que lhe resta? O surto! O pânico! A vontade de morrer.

Ela já não suportava seu fracasso e o sentimento de culpa a levou ao suicídio.
Emma foi fraca? Foi imatura? Foi egoísta?
Esta história foi um choque para a sociedade da época, onde as pessoas ainda viviam debaixo de padrões religiosos e quando fugiam desses modelos, se perdiam.

Não estou fazendo apologias aqui, só espero que possamos olhar mais para dentro, nos adaptando a sociedade da melhor forma possível, lembrando que nossos atos trazem consequências para ambos os lados.
Que tenhamos sabedoria e bom senso na hora de fazermos escolhas.

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Boa semana para vocês!!

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobre O problema do sofrimento



Comentando C.S.Lewis.
Texto publicado anteriormente no site Recanto das Letras
Por Gabriella Gilmore

Antes de tentarmos entender a questão do sofrimento, precisamos voltar em alguns assuntos como: Deus e a sua onipotência, sua bondade, a queda do homem, e outros links.
“Se Deus fosse bom, Ele desejaria tornar Suas criaturas perfeitamente felizes, e se fosse todo-poderoso, seria capaz de fazer o que quisesse. Mas as criaturas não são felizes.” C.S Lewis iniciando o pensamento sobre o nosso tema.
Às vezes penso que é um pouco difícil não concordar com esse pensamento, porém precisamos entender que Deus não nos criou para sermos robôs. Sendo assim, nos presenteou com o livre arbítrio. Uma vez li no facebook que “Deus não decide por nós, Ele age conforme a nossa decisão”. E isso afirma o quanto somos responsáveis pelos nossos atos, sem esquecer de que ele pode ter reflexo por diversas gerações.
Quando se fala que Deus é bom, muitos torcem o nariz. Mas se formos parar para listar o caráter de Deus, a bondade faz parte da natureza Dele, algo que nos difere do Onipotente. O ser humano será incapaz de compreender tamanha pureza, bondade, misericórdia que emana  do Criador. Ser bom, não é apenas agradar todo mundo. Vai além. Um pai quando priva o filho de algo que naquele momento não fará bem para a criança, ele não está sendo ruim, ele está sendo amoroso. As analogias entre Deus e o pai terreno são bem parecidas, porque quem ama de verdade sabe dizer não, sabe projetar uma atitude futura para trabalhar com a prevenção.
“Deus dá aquilo que tem, e não o que não tem. Ele dá à felicidade que existe, não a felicidade que não existe”. Portanto, Deus não nos dá o sofrimento porque isso não faz parte do Seu ser.
Muito se fala sobre a maldade humana, porém, o ser humano foi criado sem maldade, ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, contudo, com a desobediência, perdemos esses atributos, e passamos a carregar a selvageria dentro de nós, e consequentemente passamos a viver no prejuízo.

A queda do homem
Com a desobediência do primeiro casal que é citado na Bíblia, todo e qualquer privilégio de criaturas perfeitas e tranquilas caíram por terra. O homem teve de aprender a trabalhar com sua força e suor para ganhar o seu “pão”, a mulher teve de ser submissa e sentir a dor do gerar outro ser, dentre outros juízos que vemos e sentimos por ai. Isso é natural, visto que houve abuso da liberdade. Tenho por mim, que pessoas sem limites e "donas" de si demonstram uma falsa felicidade. O homem é incapaz de cuidar de si próprio, afinal, ele tem um ser superior que zela por ele, independente da sua aceitação. Lembrando que isso não isenta os seus detrimentos ao fazer más escolhas e repetindo as palavras de C.S.Lewis “O homem como espécie arruinou a si mesmo”.
Acho que estamos quase lá quanto ao problema chamado “Sofrimento”.
“O sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”.
Muitos questionam o porquê de tantas guerras, desgraças e fomes, de preferencia nos países europeus e asiáticos.  Precisamos nos atentar que foi o ser humano, e não Deus, que produziu torturas, açoites, prisões, escravidão, armas, bombas... Como covardia, numa forma de “preservação”, nos isentamos da culpa colocando o Criador como o monstro do lago negro.
Quando Lucas escreve para os gregos sobre amar o próximo como a si mesmo, revela ali uma fórmula para se viver bem e sem guerras. Marcos escreve o mesmo, assim também Paulo, e o que é que a nossa natureza miserável preferiu fazer? Nem preciso dar a resposta. Por isso vem àquela questão de aceitar o Salvador como o norte. Pessoas sem direção conseguem fazer tudo errado.
Acho que vocês já perceberam como é difícil pensar em Deus quando tudo está ótimo. “Temos tudo o que queremos”, mas esse tudo não inclui o Criador. “Deus quer nos dar algo, mas não pode, porque nossas mãos estão cheias. Se Deus fosse orgulhoso, Ele dificilmente nos aceitaria em tais condições. Contudo, Ele não é, por isso se curva para conquistar e nos aceitar, mesmo que tenhamos demonstrado que preferíamos tudo exceto a Ele e que nos voltamos a Ele por não haver nada melhor à disposição”.
Fica claro que o problema real não é por que algumas pessoas humildes, piedosas e crédulas sofrem, mas sim o por que de algumas não sofrerem. Costumo dizer que o adversário de nossas almas não atormenta aquele que já o pertence. Muito pelo contrário. Quem está debaixo da lei de Deus, esse sim é perseguido.
O homem não foi o primeiro da criação a se rebelar contra o Criador, mas que algum ser mais antigo e mais forte se tornou apóstata e agora é o imperador das trevas, e mais uma vez o mal advém do abuso do livre-arbítrio.  Em algumas passagens no livro Sagrado fica explícito a atribuição das doenças em nós por Satanás. (Ver Lucas 13.16). E como é que uma pessoa dá uma abertura para o adversário tomar posse? Acho que eu também não preciso responder a esta questão.
Pois então, apesar de existir milhares de vertentes explicando o sofrimento, cabe a nós relacionar cronologicamente as bases, e assim fazer paralelos, conectando o que é do que não é coerente. Sigamos firmes e conscientes de que tudo tem uma explicação, sem nos esquecermos de que a maturidade espiritual é algo pessoal e que o tempo nos revelará todas as coisas.

Saúde!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Precisamos falar sobre Kevin


Resenha por Gabriella Gilmore

O filme conta a história de Eva, uma mulher de sucesso profissional, ativa, alegre e que se casa com um cara muito legal. Porém, com uma gravidez não desejada e um tanto assustadora, nasce Kevin, o primeiro filho do casal.
A história conta em forma de flashbacks, sobre um massacre escolar praticado pelo jovem de 16 anos, mas o foco do tema é saber o que realmente levou o rapaz a praticar tamanha violência. Com lembranças da mãe do garoto sobre a gestação e criação do bebe, vemos ali a importância da decisão dos pais quanto à decisão de ter um filho.
Desde o início o telespectador percebe o quão despreparada é a personagem. Uma mulher talentosa em seu trabalho, em amar seu parceiro, porém sem o dom da maternidade. Logo na gestação o feto já sente a rejeição, e nos primeiros anos de Kevin, o garoto sente a antipatia da mãe, e nisso é gerado nele alguns “atrasos” na fala e até mesmo o fato de largar as fraudas e poder defecar sozinho. Isso mostra claramente uma dependência proposital da criança, até então muito astuta, que usa esse artifício para escravizar a mãe e puni-la indiretamente. Com isso, é gerado uma repulsa da mãe sobre a rejeição do filho, e no mesmo é afirmado a falta de empatia pela mãe. 
Kevin, aparentemente gosta do pai, mas na verdade é só uma forma de fazer ciúmes na mãe, pois na verdade a criança não soube cultivar o amor dentro dela por falta de referencias amorosas dentro de casa, mesmo o pai sendo um tanto dedicado, mas era ausente por conta do trabalho corrido.
A situação ainda piora quando Kevin descobre que irá ganhar uma irmã, perdendo assim o seu posto de autoridade e atenção dentro de casa.
Por negligência da família em perceber os sinais e procurar ajuda psicológica, um monstro foi sendo cativado dentro de casa, e quando menos se espera, o ódio alimentado dentro daquele jovem é extravasado como forma de “prêmio” para sua mãe, matando assim alguns colegas, funcionários da escola, e seu pai e irmã. Kevin e sua mente doentia quiseram mais uma vez punir sua mãe pela falta de amor verdadeiro, e deixa claro para o telespectador o quão sério é a maternidade, pois na maioria das vezes um assassino não nasce assassino, ele se torna um. 

domingo, 21 de julho de 2013

Someday, someday, maybe.


GABI INDICA?

Someday, someday, maybe, é o livro de estreia da atriz Lauren Graham que protagonizou por anos na aclamada série Gilmore Girls, “Tal mãe tal filha”.  Ver post: http://introspectors.blogspot.com.br/2011/04/tal-mae-tal-filha-gilmore-girls.html
Sempre admirei muito os textos da criadora da série (Amy Sherman Palladino) e muito mais a atriz Graham por interpretar tão bem a faladeira, adorável e inspiradora personagem Lorelai Gilmore. Quando fiquei sabendo deste outro dote dela, eu precisei conferir.
O livro, ainda sem tradução em português, conta a história de Franny Banks, uma jovem iniciante atriz, que tenta sobre pressão própria, estipulando um prazo de três anos para sua ascensão, a carreira no teatro e televisão em Nova York. Ali você confere sua rotina de testes, trabalhos extras para conseguir se manter em NY, propostas de trabalhos que não era do seu perfil, e romances. Para quem tem sonhos com a Broadway ou estar estampado nas telinhas, a história pode te agradar.
Você tenta encontrar mais desafios que uma possível iniciante nessa carreira extremamente competitiva e muitas vezes “comprada”, pode deparar, mas a suavidade de Lauren deixa os primeiros capítulos bem chatinhos. Confesso que se não fosse por ela, eu não teria conseguido ir até o final da história.
Sabe quando você espera por algum suspense, curiosidade para que possa continuar sedenta por ler o capitulo seguinte? Pois bem. As primeiras páginas faltam combustíveis. Isso para amantes de leitura que buscam títulos sem se importar com o nome do autor chega a ser um grande perigo.
Com alguns clichés e personagens que me lembraram de personagens já existentes, o sonho de Franny bem adocicado, e a pegada autobiográfica, consegue nos segurar até o final. Quem não gostaria de conhecer o começo da carreira de seu ídolo recém-escritor?
Mesmo com grande falta de frases de efeito, dessas em que a gente acha genial e sublinha com marca texto, o seu debut é bem charmoso, e eu indico sim.