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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Qual era a sua média escolar?

por Gabriella Gilmore

Hoje logo pela manhã fui filosofar com uma garota que inexplicavelmente me inspira a criar personagens incríveis e reflexões tão boas quanto.
E o papo de hoje foi sobre notas escolares.
Como bem sabem, estou passando sufoco para compor meu TCC, e depois que fiz uma postagem anterior sobre meu desabafo, eu tenho trocado ideias com algumas pessoas que também caminharam/caminham com essa pesada cruz.
Ela disse que tirou 9. E completou dizendo que foi um “depressivo 9” quando se podia ter tirado 10.
Logo eu assustei!
Assustei com medo de passar longe desses 9, porque eu sempre fui aluna mediana no ensino médio. Só passava de raspão. Se concentrar sempre foi muito difícil para mim que tenho alguns probleminhas aqui e ali, mas beleza.
Eu virei para ela e perguntei: O que significa tirar nota 10 no mundo de hoje?
Ela simplesmente respondeu: Significa excelência.
O pau quebrou. Precisei chamar Cláudia para sentar.
- Escute bem o que vou te perguntar: O que você fez com essa nota 9 até agora? Essa nota 9 te levou para o patamar pós faculdade que você esperava? Então do que adiantou tirar os 9? Que para mim é um notão!?
Ela ficou em silêncio, mas nós duas entendemos o que ela respondeu mentalmente.
O “nada” ecoava alto na nossa atmosfera.
Cláudia não estava atuando na sua área de formação.
- Para finalizar meu sermão matinal, escute mais uma coisinha, você estava se cobrando uma nota 10 apenas para esfregar na cara da sociedade e na cara de seus amigos. Talvez essa nota de “excelência” não significasse nada para você. Então conquistar uma nota 10 te mostraria exatamente o quê? Iria fazer o quê com o sonhado 10?
Não deixe que notas digam para onde você vai ou quem você é. Apenas seja você e continue em movimento para que as coisas possam de fato significar algo na sua vida e na vida das pessoas ao seu redor, que para muitos você já é a nota dez!

#reflexão #textomotivacional #façadiferença

Instagram: @gabygilmoreofficial

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Tempo de recomeçar!




Tempo de recomeçar!                   
 Por Gabriella Gilmore
27/12/2007







O tempo passa, e muitas pessoas não tem a sensibilidade de perceber isto, fazendo com que nada de bom pudessem usufruir deste grande “professor”.
     Você já parou para analisar que se não errássemos, ou ao menos se quer, não expuséssemos nossos pensamentos, estaríamos matando um filósofo que há dentro de nós?
Ninguém é tão irracional ao ponto de não passar algo de bom para alguém. Às vezes nos menosprezamos por falta de percepção própria, por falta de coragem de expor algum raciocínio, porque seria inusitado ou não tão coerente para alguns. Mas será que até o ser mais sábio do mundo foi 100% coerente?
Talvez ele tivesse que pisar torto muitas vezes para ter adquirido toda a bagagem que carrega. Nos erros construímos fortalezas cada vez mais altas, cada vez mais fortes, para que mais a frente, nada possa nos abalar.
Nosso castelo interior é feito de desejos, ideais, esperanças, e devemos também trabalhar nosso lado calejado, para que ele possa se curar, abrindo em nós, um caminho novo, um caminho de novas ideias, novos planos.
     Às vezes somos tão mesquinhos ao ponto de nos acharmos o dono da verdade, sendo que todos têm  a mesma capacidade de pensar e de sermos inteligentes. Não existem melhores ou piores, existem pessoas com autoestima baixa.
Nunca temos tempo para ouvir um pouco sobre o que se passa com nosso irmão, o avô, com os nossos pais. Às vezes é tão difícil conseguir um minuto se quer de atenção, e isso vai nos consumindo por dentro, levando o encanto que há na troca de experiências.
     O que está acontecendo com as famílias? Por que o respeito tem esfriado? O barulho lá fora tem sido mais suave do que as gritarias de dentro do nosso lar, e assim nosso mundo interno se fecha, entristece, e vai perdendo o contato.
O que fazer quando pensamos que não há voltas?
Às vezes murmuramos mais do que tentamos fazer de um modo diferente.
     Já parou para pensar que culpar os outros pelo desequilíbrio é muito mais sutil? Mas é injusto, e errado.
Muito das vezes o erro começa em nós, e assim acabamos projetando essas falhas nas pessoas, fazendo com que elas estivessem sempre erradas. Devemos nos analisar para depois poder cobrar algo de alguém.
Há muito que se aprender e muito pouco tempo para isso, e ainda existem pessoas que ignoram as oportunidades de crescer, gastando seus tempos com coisas fúteis, com conversas sem conteúdo e ainda acordam dizendo-se cansadas, de saco cheio da vida.
     Sempre repito um velho ditado “Cabeça vazia, oficina do diabo”, e é a mais pura verdade. Reclamar é tão simples! O difícil mesmo é saber agradecer por mais um dia acordado, com saúde. Nada surge do nada. Se você não fizer por onde, vai ficar nessa inércia eterna até um belo dia você acordar pra vida e ver que podia ter ouvido o murmúrio de teu pai, o clamor de tua mãe. “Filho, acorde! Nunca é tarde!!”
Não é todo o caso que podemos contar com o apoio de nossos pais, mas ainda assim não é motivo para desistir.
     Nunca parou para pensar que há alguém que se espelha em você? Pode ter certeza que você é exemplo para alguém sim. Então comece já a mostrar o seu valor e seja exemplo para as pessoas ao seu redor. A mudança para um mundo melhor começa em nós mesmos. Não devemos desistir. A batalha é longa, mas estaremos conscientes de que estamos fazendo a história de um mundo novo, de um novo recomeço.

sábado, 18 de agosto de 2018

Responsabilidade educacional (Kant)

Esses dias eu estava lendo algumas coisas para a faculdade e achei muito interessante a visão de educação que Kant pensou uma vez.
Para ele, a "responsabilidade da educação infantil é dos adultos, que por meio da escola e da pedagogia proporcionam condições para a formação e o desenvolvimento das disposições naturais das crianças. Essa pedagogia se organizaria em: disciplina (controle dos instintos), cultura (instrução, conhecimento, habilidades, atividade física) e formação moral (prudência e civilidade)".

Como nossos filhos tem sido educado em casa? Já parou para refletir sobre isso?
Uma coisa que gosto de defender é o fato do professor não ter obrigação de educar os alunos, não necessariamente, por isso de antemão isso cabe aos pais faze-lo em casa, e eu ficaria aqui horas citando exemplos que justifique essa minha colocação, e uma delas é: você confiaria mesmo a educação de seu filho a um estranho?
Obviamente, o bom professor também é um grande inspirador e referência para seus alunos, mas não podemos atribuir mais esta responsabilidade para o docente.
Pense nisso! E use os caminhos que Kant deixou para nós há tanto tempo atrás: Disciplina, Cultura e Formação moral. O futuro seria muito melhor se aplicássemos essa pedagogia, o que me diz?

Abraços!!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Cuidado com o sistema!


Olá Introspectors!
Estava fazendo uma atualização nos meus textos publicados no RL e achei pertinente repostar este texto abaixo.
Estamos em um ano de eleições e precisamos nos colocar de pé sobre algo que realmente importa ao bem comum. Vote consciente.
O nosso futuro depende de você, de mim, de todos nós.




ATENÇÃO AO SISTEMA (?)  por Gabriella Gilmore 18/11/2008

... simplesmente, com um olhar vago e vazio, ele tira a arma do paletó e atira contra o peito; mas as pessoas desesperadas atrás de uma bolsa que não sabe se sobe ou se desce, não percebem que uma vida vale mais do que um mísero valor de um “pregão”.
Uma vez me questionaram se eu comia para viver, ou se eu vivia para comer, e confesso que foi a primeira frase filosófica que ouvi na vida, pois ela me fez parar tudo e refletir em uma resposta. Cheguei a uma conclusão, de que realmente estava vegetando. Eu acordava, lanchava, deitava em frente à tv, comia, voltava, dormia... Uma vida ridícula e sem sentido. Quando percebi, já estava com 20 kg acima do peso normal.
Pessoas se matando por pouco ou por felicidade momentânea. Uns tirando a vida do outro por dinheiro e outrem por falta dele. Uns trabalhando feito cão por uma merreca no fim do mês, outros fazendo quase nada e ainda ganham se vangloriando do salário pomposo, já outros roubam daqueles que pouco tem.
Sei que não vou comover ninguém aqui falando de justiça e pedindo por ela; talvez eu não possa fazer muito para melhorar esse sistema nojento e deturpado no qual estamos, mas sei que posso fazer algo para meu mundinho, para meu círculo de queridos; levando um pingo de otimismo, de luz, porque creio que somos regidos por forças, e tendo consciência disso, tento plantar fé e esperança no futuro, porque uma coisa eu tenho aprendido: nem o hoje me pertence por completo, quem dirá o amanhã.
A bolsa está caindo?
Cuide-se para não cair também.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Criançando com os verdadeiros filósofos

" Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir, e não se torna como criança, jamais será sábio". - Rubem Alves (Educador e Escritor)

Qual é a importância do filosofar, foi o tema do encontro da noite do dia 14 de outubro no #BibliotecaTremPraLer.
Por Gabriella Gilmore

Os maiores filósofos são as crianças. E sabe por que? Porque elas perguntam, elas questionam, elas buscam aprender sem medo de errar, falhar, e nós, os adultos, "matamos" esses filósofos quando dizemos: Ihh menino(a), chega de ficar perguntado o por que, por que, por que das coisas...!! Eu não sei tudo!!
Então é ai, que a criança começa a parar de perguntar e de buscar o significado das coisas e se torna mecânica, um alvo fácil para a sociedade manipular e fazer o que quiser com elas. E foi sobre este assunto que nós dialogamos com as crianças e adolescentes presentes no encontro daquela noite.
Foi fantástico ver o entusiasmo delas ao poder refletir e usar o seu conhecimento para definir as palavras que jogamos na roda.
Há alguns anos atrás, minha amiga Jamila Zgiet me presenteou com o livro de Javier Naranjo chamado "Casa das estrelas", onde ele seleciona várias palavras conceituadas por crianças de diversas idades. O livro é um mimo carinhoso, divertido e nos faz refletir o quanto as nossas crianças são presentes de Deus para a humanidade, para a família.
E me inspirando nesse seu projeto literário, eu usei a ideia para levar a atividade da noite no BTPL, e abaixo eu vou citar as frases dos nossos pequenos filósofos.
Espero que gostem.

TRISTEZA
A tristeza é uma coisa muito ruim e eu não gosto disso. (Diogo - 13 anos)
COMPANHEIRISMO
É a pessoa que fica com você como companheiro e é seu amigo. (Ana Luiza Souza - 10 anos)
ENERGIA
Significa luz, salvamente e segurança. (Edson Coelho - 11 anos)
MUSICA
Fazer som com ritmo. (Gabriel Corrêa - 11 anos)
ARREPENDIMENTO
É quando você se questiona por ter feito uma coisa e se arrepende. (Rafael Ribeiro - 14 anos)
SOBRENOME
Rhai Timóteo Vieira. (Rhai - 11 anos)
DOCE
Balas, bolos, tudo relacionado a açucar. (Rhaissa Timóteo - 16 anos)
Um alimento doce para satisfazer o prazer de doce. (Gabriel Corrêa - 11 anos)
ABRAÇO
Significa amor, carinho e muito amor. (Edson Coelho - 11 anos)
JUNTOS
Eu acho que juntos significa que a pessoa amiga gosta de você, só fica perto de você. Isso significa juntos. (Ana Luiza Souza - 10 anos)
DEUS
Deus para mim é o Pai, Filho e Espírito Santo. É uma coisa que você tem fé. Crê em uma coisa que não vê. (Rafael Ribeiro - 14 anos)
PALAVRAS
Toda palavra que tem a junção de letras, que tenha significado. (Rhaissa Timóteo - 16 anos)
LIBERDADE
Sentir-se desimpetida. (Brenda Pinto Borborema - 22 anos)
ESCURO
Sem luz. Preto. Apagão. (Rhaissa Timóteo - 16 anos)
DIARIO
É o livro que guarda o nosso segredo. (Diogo - 12 anos)

No final do encontro, houve o sorteio de dois exemplar do meu livro "O diário idiota de Rafaela".
Foi muito legal.

Amei conhecer cada um que estava presente, e o Rhai foi o que mais me marcou com seus eternos abraços.
Espero poder participar mais vezes desse projeto tão lindo e agradável.

Abaixo eu compartilho algumas fotos do momento.
Beijooosss!!







segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Qual é a importância do filosofar?


arte produzida por Layane Crispim.

Olá Introspectors!!

Como comentei sobre o projeto da Brenda Borborema, Biblioteca Trem Pra Ler nos últimos posts, dia 14 de outubro eu estarei levando a atividade da noite com o tema: Qual é a importância do filosofar?
O encontro começa as 19:30 na Praça Arnaldo Nick do Bairro Esperanças.
Leve seus filhos, sobrinhos, avós... será muito legal!!!

Te espero lá.
Um beijoooo.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trabalho, trabalho, não vivo.




Reflexão do dia.

É necessário mesmo trabalhar tanto para apenas acumular dinheiro sem ter tempo e vida para gastá-lo?

“Então, Lucílio, podes crer que terá a satisfação de ver como matas a fome com dois ases, de compreender que, para viver em segurança, não precisamos da fortuna para nada. Mesmo quando hostil, a fortuna não nos nega o que é estritamente necessário. Procedendo assim, de resto, não há razão para pensares que fazes uma grande coisa (fazes apenas o mesmo que muitos milhares de escravos, que muitos milhares de pobres)”. (Ep. Mor. 18, 07 – Sêneca)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Seu trabalho te deixa emocionalmente realizado?

photo extraída no google.

Reflexão do dia.

Sêneca afirmava: “O trabalho não é um bem em si mesmo. Por isso eu censuro toda a atividade vazia de sentido”. (Ep. Mor. 31, 04)

Resumindo: vale a pena você trabalhar em algum lugar onde você não sinta prazer e sentido de realização emocional?
Pense nisso.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Desconstruindo uma geração

Por Gabriella Gilmore

“Somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.” (Marina Melz)

Estive pensando como a sociedade está seguindo um fluxo imbecil.
Imbecil pelo fato de ser autodestrutivo, preguiçoso, e burro.
Uma sociedade que aceita tudo que é imposto sem questionar.
Seguem os outros porque é mais simples.
O perguntar o motivo assusta e te deixa exposto.
Exposto a quê? A verdade?
A verdade incomoda, não é mesmo?
Hoje em dia é natural você consumir sem precisar. É normal comer o que não agrega benefícios na saúde porque a televisão nos ensina o contrário com suas propagandas enganosas. É natural assistir comportamento rebelde e malicioso do filho e simplesmente dizer que é uma fase.
Que fase? Aquela fase de que você está alimentando um monstro serial killer em potencial dentro de casa?
Ninguém enxerga. Estão todos cegos pelo movimento condicionado do dia a dia.
Pessoas que cobram sem dar o exemplo.
Pessoas que adoram exibir uma falsa felicidade.
Pessoas que não sabem mais o que é ter um ideal.
Uma geração de meninos e meninas falidas. Quebradas pelo sistema burro, preguiçoso e autodestrutivo. (Sim, estou repetindo).
Uma geração de pais omissos, ludibriados pela correria obsessiva de fazer dinheiro. De comprar, de abusar, de iludir.
Apaixonados por uma ideia. Mas que ideia??
Assim, uma anomalia humana vem sido alimentada por nós mesmos, que enxergamos sem ver, que escutamos sem ouvir, que repetimos sem refletir,  lutando sem saber em que guerra entramos.
E ai, vamos continuar passivos nesse mundo, ou vamos morrer assistindo essa geração se desconstruir?
Boa pergunta.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobre O problema do sofrimento



Comentando C.S.Lewis.
Texto publicado anteriormente no site Recanto das Letras
Por Gabriella Gilmore

Antes de tentarmos entender a questão do sofrimento, precisamos voltar em alguns assuntos como: Deus e a sua onipotência, sua bondade, a queda do homem, e outros links.
“Se Deus fosse bom, Ele desejaria tornar Suas criaturas perfeitamente felizes, e se fosse todo-poderoso, seria capaz de fazer o que quisesse. Mas as criaturas não são felizes.” C.S Lewis iniciando o pensamento sobre o nosso tema.
Às vezes penso que é um pouco difícil não concordar com esse pensamento, porém precisamos entender que Deus não nos criou para sermos robôs. Sendo assim, nos presenteou com o livre arbítrio. Uma vez li no facebook que “Deus não decide por nós, Ele age conforme a nossa decisão”. E isso afirma o quanto somos responsáveis pelos nossos atos, sem esquecer de que ele pode ter reflexo por diversas gerações.
Quando se fala que Deus é bom, muitos torcem o nariz. Mas se formos parar para listar o caráter de Deus, a bondade faz parte da natureza Dele, algo que nos difere do Onipotente. O ser humano será incapaz de compreender tamanha pureza, bondade, misericórdia que emana  do Criador. Ser bom, não é apenas agradar todo mundo. Vai além. Um pai quando priva o filho de algo que naquele momento não fará bem para a criança, ele não está sendo ruim, ele está sendo amoroso. As analogias entre Deus e o pai terreno são bem parecidas, porque quem ama de verdade sabe dizer não, sabe projetar uma atitude futura para trabalhar com a prevenção.
“Deus dá aquilo que tem, e não o que não tem. Ele dá à felicidade que existe, não a felicidade que não existe”. Portanto, Deus não nos dá o sofrimento porque isso não faz parte do Seu ser.
Muito se fala sobre a maldade humana, porém, o ser humano foi criado sem maldade, ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, contudo, com a desobediência, perdemos esses atributos, e passamos a carregar a selvageria dentro de nós, e consequentemente passamos a viver no prejuízo.

A queda do homem
Com a desobediência do primeiro casal que é citado na Bíblia, todo e qualquer privilégio de criaturas perfeitas e tranquilas caíram por terra. O homem teve de aprender a trabalhar com sua força e suor para ganhar o seu “pão”, a mulher teve de ser submissa e sentir a dor do gerar outro ser, dentre outros juízos que vemos e sentimos por ai. Isso é natural, visto que houve abuso da liberdade. Tenho por mim, que pessoas sem limites e "donas" de si demonstram uma falsa felicidade. O homem é incapaz de cuidar de si próprio, afinal, ele tem um ser superior que zela por ele, independente da sua aceitação. Lembrando que isso não isenta os seus detrimentos ao fazer más escolhas e repetindo as palavras de C.S.Lewis “O homem como espécie arruinou a si mesmo”.
Acho que estamos quase lá quanto ao problema chamado “Sofrimento”.
“O sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”.
Muitos questionam o porquê de tantas guerras, desgraças e fomes, de preferencia nos países europeus e asiáticos.  Precisamos nos atentar que foi o ser humano, e não Deus, que produziu torturas, açoites, prisões, escravidão, armas, bombas... Como covardia, numa forma de “preservação”, nos isentamos da culpa colocando o Criador como o monstro do lago negro.
Quando Lucas escreve para os gregos sobre amar o próximo como a si mesmo, revela ali uma fórmula para se viver bem e sem guerras. Marcos escreve o mesmo, assim também Paulo, e o que é que a nossa natureza miserável preferiu fazer? Nem preciso dar a resposta. Por isso vem àquela questão de aceitar o Salvador como o norte. Pessoas sem direção conseguem fazer tudo errado.
Acho que vocês já perceberam como é difícil pensar em Deus quando tudo está ótimo. “Temos tudo o que queremos”, mas esse tudo não inclui o Criador. “Deus quer nos dar algo, mas não pode, porque nossas mãos estão cheias. Se Deus fosse orgulhoso, Ele dificilmente nos aceitaria em tais condições. Contudo, Ele não é, por isso se curva para conquistar e nos aceitar, mesmo que tenhamos demonstrado que preferíamos tudo exceto a Ele e que nos voltamos a Ele por não haver nada melhor à disposição”.
Fica claro que o problema real não é por que algumas pessoas humildes, piedosas e crédulas sofrem, mas sim o por que de algumas não sofrerem. Costumo dizer que o adversário de nossas almas não atormenta aquele que já o pertence. Muito pelo contrário. Quem está debaixo da lei de Deus, esse sim é perseguido.
O homem não foi o primeiro da criação a se rebelar contra o Criador, mas que algum ser mais antigo e mais forte se tornou apóstata e agora é o imperador das trevas, e mais uma vez o mal advém do abuso do livre-arbítrio.  Em algumas passagens no livro Sagrado fica explícito a atribuição das doenças em nós por Satanás. (Ver Lucas 13.16). E como é que uma pessoa dá uma abertura para o adversário tomar posse? Acho que eu também não preciso responder a esta questão.
Pois então, apesar de existir milhares de vertentes explicando o sofrimento, cabe a nós relacionar cronologicamente as bases, e assim fazer paralelos, conectando o que é do que não é coerente. Sigamos firmes e conscientes de que tudo tem uma explicação, sem nos esquecermos de que a maturidade espiritual é algo pessoal e que o tempo nos revelará todas as coisas.

Saúde!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Precisamos falar sobre Kevin


Resenha por Gabriella Gilmore

O filme conta a história de Eva, uma mulher de sucesso profissional, ativa, alegre e que se casa com um cara muito legal. Porém, com uma gravidez não desejada e um tanto assustadora, nasce Kevin, o primeiro filho do casal.
A história conta em forma de flashbacks, sobre um massacre escolar praticado pelo jovem de 16 anos, mas o foco do tema é saber o que realmente levou o rapaz a praticar tamanha violência. Com lembranças da mãe do garoto sobre a gestação e criação do bebe, vemos ali a importância da decisão dos pais quanto à decisão de ter um filho.
Desde o início o telespectador percebe o quão despreparada é a personagem. Uma mulher talentosa em seu trabalho, em amar seu parceiro, porém sem o dom da maternidade. Logo na gestação o feto já sente a rejeição, e nos primeiros anos de Kevin, o garoto sente a antipatia da mãe, e nisso é gerado nele alguns “atrasos” na fala e até mesmo o fato de largar as fraudas e poder defecar sozinho. Isso mostra claramente uma dependência proposital da criança, até então muito astuta, que usa esse artifício para escravizar a mãe e puni-la indiretamente. Com isso, é gerado uma repulsa da mãe sobre a rejeição do filho, e no mesmo é afirmado a falta de empatia pela mãe. 
Kevin, aparentemente gosta do pai, mas na verdade é só uma forma de fazer ciúmes na mãe, pois na verdade a criança não soube cultivar o amor dentro dela por falta de referencias amorosas dentro de casa, mesmo o pai sendo um tanto dedicado, mas era ausente por conta do trabalho corrido.
A situação ainda piora quando Kevin descobre que irá ganhar uma irmã, perdendo assim o seu posto de autoridade e atenção dentro de casa.
Por negligência da família em perceber os sinais e procurar ajuda psicológica, um monstro foi sendo cativado dentro de casa, e quando menos se espera, o ódio alimentado dentro daquele jovem é extravasado como forma de “prêmio” para sua mãe, matando assim alguns colegas, funcionários da escola, e seu pai e irmã. Kevin e sua mente doentia quiseram mais uma vez punir sua mãe pela falta de amor verdadeiro, e deixa claro para o telespectador o quão sério é a maternidade, pois na maioria das vezes um assassino não nasce assassino, ele se torna um. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Do filme Lucy



Um filme complexo e intenso, que nos deixa uma série de questionamentos. Mas é um filme para poucos. Posso dizer que apenas "iniciados" poderiam extrair alguma coisa válida nele.
Vou deixar um diálogo para reflexão hoje.

Como conseguiu acessar toda essa informação?
– Impulsos elétricos, cada célula conhece e conversa com todas as outras, elas trocam mil bits de informação por segundo entre si. As células se agrupam formando uma rede de comunicação entre si, gigantesca, que por sua vez forma a matéria. As células se reúnem, assumem uma forma, se deformam do jeito que quiser, não faz diferença, é tudo igual.
– Os humanos se consideram únicos, então basearam toda sua teoria de existência em sua singularidade, 1 é a sua unidade de medida, mas não é. Todos os sistemas sociais que criamos são apenas esboços, 1 + 1 = 2 é só o que apreendemos, mas 1 + 1 nunca foi igual a 2. Na verdade não existem números, nem letras, codificamos nossa existência para reduzi-la ao tamanho do homem, para deixa-la compreensível. Criamos uma medida para podermos esquecer sua insondável escala.
– Filmem um carro correndo em uma estrada, acelerem a velocidade da imagem infinitamente e o carro desaparece. Então que prova temos de sua existência? O tempo dá legitimidade a sua existência. O tempo é a única unidade real de medida. Ele é prova da existência da matéria. Sem o tempo não existimos.
– Todo esse conhecimento. Não sei se a humanidade está preparada para ele. Somos movidos pelo poder e o lucro. Diante da natureza humana, pode nos trazer apenas instabilidade e caos.

– A ignorância trás o caos, não o conhecimento.

Nunca deixe de ser um #Introspectors 


sábado, 29 de novembro de 2014

UMA NOTA (Falas de uma quase misantropa)



É incrível como o ser humano consegue ser tão podre! Às vezes eu gostaria de ter nascido bicho.
Não sei dizer se a culpa é minha por estudar demais sobre comportamento humano e as sociedades, de como realmente deveriam se portar, e a cada dia que passa, a misantropia (ver abaixo) anda tomando conta do meu ser.
Ontem quando estive com alguns amigos no shopping para uma prosa agradável e frutífera, comentei que achei o shopping cheio, e Arnaldo discordou. Mas para mim, um bolo a mais de pessoas aglomeradas tem me dado arrepios. Foi quando comentei a atual batalha que tenho travado comigo mesma em lidar com gente dissimulada, mentalmente fraca, estúpida e da fala horrorosamente pobre.
Adotei indiretamente em entrar muda e sair calada do ambiente de trabalho. Até porque, pessoas que falam demais trabalham “de” menos. Por ser uma pessoa que julgam honesta e sociável, (eu era mais sociável, acreditem), só levei porrada na cara quando morei em Brasília por três anos. Lá eu tive de frente com vários demônios empresariais. Foi incrível aquela aula intensiva. Aprendi sobre muitas faces de como elas podem ser horrendas, e que no final, a melhor opção é realmente não se envolver.
Pessoas que falam mal de outras pessoas com você também te apunhalam pelas costas.
Pessoas que te ensinam coisas erradas só para ver sua queda estão com os dias contados.
Pessoas que são engessadas porque são preguiçosas em ajudar quem precisa, e que vivem dizendo “Não é minha função” deveriam estar em casa desempregadas. (Ponto final)
Pessoas que vão para o local de trabalho para fazer amigos deveriam tomar tento.
Bla bla bla bla bla
Hoje, na mesa do café da manhã, minha mãe comentou de um evento comemorativo de 40 anos de casamento, e disse que a pessoa comentou que gostaria que eu estivesse presente no culto etc. Acontece que a gente sabe quando te tratam com carinho e quando te tratam com falsidade/pena/dissimulação/que seja. Eu sei, e você também sabe.
Minha mãe disse que devemos amar uns aos outros, e sim eu concordo com ela, mas não estou dizendo que não amo essas vidas, só não compartilho com elas a mesma falsidade. Esse é um dos erros dos bípedes. Se toleram por pouca coisa.
Voltando ao assunto trabalho, eu sou a favor sim do trabalho em equipe. Só não sou a favor da fofoca e afins em equipe. As pessoas precisam aprender sobre dignidade, trabalho duro, e honra ao ambiente que lhe proporciona o sustento pessoal de cada dia ou simplesmente caia fora. Ninguém é obrigado estar onde está.
“Ah, mas se eu ensinar ela vai crescer na empresa antes de mim”.
ERRADO!
O crescimento dentro de uma empresa é mérito próprio. E mesmo você passando todo o conteúdo que sabe para terceiros, há muito mais dentro do pacote “promoção”, e o caráter é um deles.
Resumo: As pessoas estão aonde merecem estar e não aonde gostariam.
Então faça sempre o seu melhor, sem passar por cima de outras pessoas. Seja humilde em reconhecer que falhou, peça desculpas, saiba pedir ajuda, seja honesta consigo mesma antes de tudo. E para finalizar, POR FAVOR, não coloque nome de Deus em vão!! Talvez isso justifique aonde você chegou.



Misantropia  é a aversão ao humano e sua natureza.
O termo Misantropia  tem origem grega ao unir os termos gregos ódio e homem. Ou seja, seu significado é ódio ao homem ou ódio ao ser humano. É utilizado para indicar as pessoas que vivem sozinhas em função desse sentimento ou para representar uma posição de desconfiança de um indivíduo para com a humanidade ou ainda indicar a tendência para antipatizar com as outras pessoas.

Os misantropos são os indivíduos que assumem essa aversão ao ser humano. Em geral, possuem antipatia pela humanidade e pelas sociedades, mesmo que tenham relações normais com família, amigos e cônjuges. Por isso, a Misantropia  não indica necessariamente atitudes extremas. O misantropo não vive afastado do mundo ou é um assassino que mata para eliminar seu objeto de ódio, é apenas um indivíduo reservado, acostumado a desconfiar de todos que se aproximam. De hábitos mais restritos, não gostam de muita agitação, preferem ficar em casa a participar de festas e sofrem de variações de humor abruptas. Normalmente, são perfeccionistas no que fazem, por isso acabam se destacando. Principalmente porque dedicam grande parte do tempo ao trabalho.