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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Precisamos falar sobre Kevin


Resenha por Gabriella Gilmore

O filme conta a história de Eva, uma mulher de sucesso profissional, ativa, alegre e que se casa com um cara muito legal. Porém, com uma gravidez não desejada e um tanto assustadora, nasce Kevin, o primeiro filho do casal.
A história conta em forma de flashbacks, sobre um massacre escolar praticado pelo jovem de 16 anos, mas o foco do tema é saber o que realmente levou o rapaz a praticar tamanha violência. Com lembranças da mãe do garoto sobre a gestação e criação do bebe, vemos ali a importância da decisão dos pais quanto à decisão de ter um filho.
Desde o início o telespectador percebe o quão despreparada é a personagem. Uma mulher talentosa em seu trabalho, em amar seu parceiro, porém sem o dom da maternidade. Logo na gestação o feto já sente a rejeição, e nos primeiros anos de Kevin, o garoto sente a antipatia da mãe, e nisso é gerado nele alguns “atrasos” na fala e até mesmo o fato de largar as fraudas e poder defecar sozinho. Isso mostra claramente uma dependência proposital da criança, até então muito astuta, que usa esse artifício para escravizar a mãe e puni-la indiretamente. Com isso, é gerado uma repulsa da mãe sobre a rejeição do filho, e no mesmo é afirmado a falta de empatia pela mãe. 
Kevin, aparentemente gosta do pai, mas na verdade é só uma forma de fazer ciúmes na mãe, pois na verdade a criança não soube cultivar o amor dentro dela por falta de referencias amorosas dentro de casa, mesmo o pai sendo um tanto dedicado, mas era ausente por conta do trabalho corrido.
A situação ainda piora quando Kevin descobre que irá ganhar uma irmã, perdendo assim o seu posto de autoridade e atenção dentro de casa.
Por negligência da família em perceber os sinais e procurar ajuda psicológica, um monstro foi sendo cativado dentro de casa, e quando menos se espera, o ódio alimentado dentro daquele jovem é extravasado como forma de “prêmio” para sua mãe, matando assim alguns colegas, funcionários da escola, e seu pai e irmã. Kevin e sua mente doentia quiseram mais uma vez punir sua mãe pela falta de amor verdadeiro, e deixa claro para o telespectador o quão sério é a maternidade, pois na maioria das vezes um assassino não nasce assassino, ele se torna um. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Do filme Lucy



Um filme complexo e intenso, que nos deixa uma série de questionamentos. Mas é um filme para poucos. Posso dizer que apenas "iniciados" poderiam extrair alguma coisa válida nele.
Vou deixar um diálogo para reflexão hoje.

Como conseguiu acessar toda essa informação?
– Impulsos elétricos, cada célula conhece e conversa com todas as outras, elas trocam mil bits de informação por segundo entre si. As células se agrupam formando uma rede de comunicação entre si, gigantesca, que por sua vez forma a matéria. As células se reúnem, assumem uma forma, se deformam do jeito que quiser, não faz diferença, é tudo igual.
– Os humanos se consideram únicos, então basearam toda sua teoria de existência em sua singularidade, 1 é a sua unidade de medida, mas não é. Todos os sistemas sociais que criamos são apenas esboços, 1 + 1 = 2 é só o que apreendemos, mas 1 + 1 nunca foi igual a 2. Na verdade não existem números, nem letras, codificamos nossa existência para reduzi-la ao tamanho do homem, para deixa-la compreensível. Criamos uma medida para podermos esquecer sua insondável escala.
– Filmem um carro correndo em uma estrada, acelerem a velocidade da imagem infinitamente e o carro desaparece. Então que prova temos de sua existência? O tempo dá legitimidade a sua existência. O tempo é a única unidade real de medida. Ele é prova da existência da matéria. Sem o tempo não existimos.
– Todo esse conhecimento. Não sei se a humanidade está preparada para ele. Somos movidos pelo poder e o lucro. Diante da natureza humana, pode nos trazer apenas instabilidade e caos.

– A ignorância trás o caos, não o conhecimento.

Nunca deixe de ser um #Introspectors