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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Se eu fosse FY


Oi oi oiii pessoal!!

Ainda falando sobre a série de pequenos textos chamados "Se eu fosse FY", me perguntaram no Instagram o que seria "FY".

Bom, o FY significa Fernanda Young, uma escritora incrível que faleceu ano passado.
Mas, eu gosto da ideia do FY no título porque os pensamentos são um pouco ácidos, então usando o trocadilho no inglês de "Fu#@ You" o título ganha um segundo sentido que também cabe neste contexto. Hahaha




Sobre julgamentos de imagem  - Se eu fosse FY


Acho que é culpa da sociedade robótica, medíocre, que tem essa tara em fazer com que todos nós sejamos iguais. Sermos diferentes, únicos e livres parece incomodar esses generais do politicamente correto. Preguiça! Eu tenho preguiça. 

Já reparou como que as pessoas “da moda” sempre andam iguaizinhas? Parecem até irmãs gêmeas. E o jeito de se maquiarem? No Instagram eu sempre preciso olhar a fotografia duas vezes para reconhecer quem é quem. E os estilos dos “looks”? Tudo igualzinho! Que tédio!! Parece que as pessoas perderam a identidade sem ao menos refletirem. 

Pois veja bem, elas acabam vestindo o que fica bem no outro e não exatamente como gostariam de se vestir. Elas querem ser o outro e não elas mesmas. Deve ser o tal efeito manada, só pode. Ou o problema sou eu que sou super antiquada e acabo vestindo algo que de fato seja eu, freak, exótica, sempre na contramão. Pode me julgar. Estou acostumada.


Eu amo óculos escuros. E meus amigos vivem elogiando meu bom gosto ao compra-los. Uma vez perguntei uma amiga porque que ela não usava óculos escuros já que ela os adorava. A mesma me respondeu dizendo que se sentia envergonhada. Hein? Vocês conseguem entender? Pois eu não.


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Já está seguindo o @introspectors no Instagram?

Te espero lá.

Beijos, Gaby.


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terça-feira, 14 de julho de 2020

Se eu fosse Fernanda Young


Mês que vem faz um ano em que Fernanda deixou este mundo para passar habitar no meu.

(Suspiro alto)

Ontem eu postei no meu Instagram @introspectors sobre uma série de pensamentos que estarei publicando, sob o nome: Se eu fosse FY.

Está ficando lindo!

Dá uma passada lá pra você conhecer e aproveita pra ficar, né?


Estou um pouco melancôlica para alongar esta postagem, mas eu só gostaria de dizer que se você não sabe quem é essa escritora, indico começar lendo o livro chamado "Pós-F. Para além do masculino e feminino".

Mas aposto que já assistiu o seriado brasileiro chamado "Os normais", né?
Ela era a roteirista junto com seu esposo Alexandre Machado.

Deixo abaixo a prévia do que será as postagens no Instagram.

Beijos!!


quinta-feira, 7 de maio de 2020

A concorrência é uma coisa boa?


Não sei vocês, mas quando decido refletir um pouco sobre ironias da vida, que às vezes nos envia pessoas aparentemente extraordinárias para nos ensinar coisas incríveis, por alguma razão elas se afastam de você.

Algumas vezes me pergunto o que faço de errado, e hoje eu fui impactada por um frase que apareceu em minha mente subitamente, como se fosse uma voz dizendo para mim: Gaby, se seus colegas de profissão estão se afastando de você é porque eles te vêem como concorrente, mas não se preocupe, querida! Isso significa que você está no caminho certo.

De repente essa voz se transformou em um rosto e piscou para mim.

Acho que preciso diminuir a dose de cafeína.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O via dolorosa do sucesso



por Gabriella Gilmore


Trilhar o caminho para o sucesso sozinho é doloroso, mas ainda bem que eu não ligo para companhias, senão eu estaria empacada na vida.



Estava hoje filosofando com a Naya sobre como é curioso a falta de incentivo quanto a jornada solitária que é, a busca pelo sucesso profissional. As pessoas normalmente só irão te reconhecer depois que você estiver lá no topo. Mas pouquíssimas pegam na suas mãos, te olham nos olhos dizendo palavras de encorajamento, quando você está passando pelo caminho doloroso dessa jornada.
Teve uma época na minha adolescência que eu carecia muito da aprovação e do amor das pessoas para saber que eu estava bem e que era amada.
Quando eu cresci, eu vi o quanto isso era errado e como as pessoas são más, e que às vezes é melhor andar só do que mal acompanhado. Então, comecei a olhar para dentro, para mim mesma, e descobri que sou uma boa companhia e que não preciso de aprovação externa para ser quem sou.
Sendo autocrítica, consigo me reescrever constantemente.  
Claro que nem todos tem essa capacidade de se reinventar. Eu acho que tive sorte. Por isso hoje eu gosto da solitude e preciso dela, e gosto também de ser independente financeiramente e emocionalmente. Sou quase uma rocha!


E você, tem alguma história de superação para compartilhar?



O dia do lançamento do meu novo livro, "O divertido cotidiano vs. Murphy" está quase chegando.
Guarde a data 21 de setembro de 2019.
Acompanhe as notícias no meu IG: @gabygilmoreofficial
A programação tá massa!
Te encontro lá.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Você confia nele?



- E você confia nele?
- Não. Mas eu não tenho motivos para desconfiar dele.
- Nossa! Isso chega a ser chocante. Por que ainda está com ele se você não confia em sua pessoa?
- Bom, a resposta que dei é muito honesta, não acha? Eu tenho dificuldades de confiar nas pessoas sim, e a confiança é uma arma muito poderosa para você entregar a alguém. Pense nisso.

@gabygilmoreofficial

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A gente se gosta sem saber explicar



É coisa de “almas” passadas.
O lado teatral da vida fez com que a gente se esbarrasse.
A história que eu vendi, você comprou.
A sua persona transmitida através de seus pensamentos, eu amei.
O choque foi quase simultâneo.
Escondemo-nos para não errarmos.
Mas o tiro foi certeiro porque a gente se gosta sem saber explicar.
Que mal há?
Existem situações que conseguem ser maior que nós mesmos.
E esses fatos nos levam para longe um do outro.
Contudo, essas coisas nunca foram capazes de acalmar o frio na barriga que você me dá a cada aparecimento seu. Em hiatos, eu te quero cada vez mais.
A gente se gosta sem saber explicar.
“Isso daria um ótimo título”. Palavras suas.
Entretanto, já faz mais de três anos, e o único título que eu gostaria de receber é: ser dona do seu coração.

#gabriellagilmore
@gabygilmoreofficial

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Laço no tempo



Uma filósofa uma vez disse: "É melhor contar e se ferir, ou mentir para se poupar? Bom, acho que a resposta é, em primeiro lugar, não fazer nada disso".
Por que a gente nunca aceita as coisas como elas realmente são? Ou temos essa mania de complicá-las mais?
Ando tão tensa que não sei até quando meu corpo vai aguentar isso, porque da última vez, tive de fazer tratamento de choque.
Foi na época do segundo episódio, há uns anos atrás. Eu esqueci de tomar um dos remédios e estava tão agitada, irritada, que qualquer coisinha eu ficava emotiva e era motivo para drama. E se me repreendessem, seria pior.

Em O diário idiota de Rafaela pg. 30. Gabriella Gilmore

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Olhos de vidro



É como se ela não estivesse lá.
Suas falas são como se ela lesse um script.
A moça encara aquele circulo de pessoas.
Na verdade ela não está vendo ninguém.
Imersa num vazio existencial, ela tenta, com os olhos apertados, focar em algo.
Finalmente ela volta a si.
Mas e se... ?

Em "O diário idiota de Rafaela". Gabriella Gilmore

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Leitura nossa de cada dia #3




Eu desejo a todos que a leitura seja parte do seu dia a dia, que nossas crianças descubram o prazer nas letras e o mundo por detrás das diversas estórias contadas dentro dos livros.
Que nós sejamos grandes incentivadores da leitura e que esta geração se torne bons observadores e adultos de boas atitudes.
Bom dia amigos!!

Instagram @gabygilmoreofficial
Twitter @gabriellaclima

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Moça com estrelas nos olhos



Uma vez conheci uma moça arrogante que tinha estrelas nos olhos, e no coração, um desejo enorme de conhecer o mundo. Queria apenas curtir o lado mais radical da vida. Eu virei para ela e perguntei: Moça, até quando você acha que seu corpo será capaz de aguentar esse teu ritmo “quente”? Ela olhou para mim com desprezo e me deixou falando sozinha.
(Gabriella Gilmore)
Instagram: @gabygilmoreofficial
Twitter: @gabriellaclima

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Amor platônico

"Eu sempre tive a sensação de estar escrevendo para alguém que eu já conhecia, pois eu não tinha de me explicar muito.
Assim, incrivelmente tão poucas palavras me fizeram permanecer por tanto tempo, e todas aquelas cartas trocadas eram as únicas coisas reais que me mantinham conectada a você.
Eu estava contente com o pouco, mesmo desejando mais.
Acha que é possível sermos de alguém antes mesmo de conhecê-lo?"
(Gabriella Gilmore)

A série "Conversas do Outlook" postadas no site do Recanto das Letras ainda continua no ar.
Fica o convite para os amigos que quiserem acompanhar pequenos pensamentos e diálogos sobre diversos assunto, tendo sempre como plano de fundo o "amor platônico".
Te desafio a não se apaixonar.

Fica o link convite: https://www.recantodasletras.com.br/autores/rafad

Até lá =)


Instagram: @gabygilmoreofficial
Twitter: @gabriellaclima

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Um novo recomeço para a Rafa




"Acordei cedo pensando no que escrever para abrir esta nova fase da minha vida, esta nova página que a pouco construí. Pensei em agradar muitos, pensei em poucos destruir; foi em vão.
Antes disso, custei a dormir, tive vertigens e cheguei até cair da cama. Fiz um chá amargo, daqueles de descer retirando todos os males até mesmo o da alma. Acendi um cigarro que a muito não fumava devido ao recente princípio de pneumonia. “Isso não está certo e é tampouco saudável.” Pensei. Olhei aquelas cinzas sendo tragadas pelo vento na mesma hora que eu expelia sua fumaça negra e eu podia ver rostos por entre aquelas névoas poluídas. Comecei a rabiscar. Eu riscava tudo. Pichei as paredes do meu terraço, o chão perto da máquina de lavar, pichei meu colchão vazio e como já não tinha mais o que sujar, comecei a desenhar no meu corpo e quando me dei por mim, já era cedo, me vesti e fui fazer minha caminhada matinal.
Lá eu encontrei as folhas dançando e aquele cheiro gostoso da natureza. Comecei a correr. Eu corria tanto, mas tanto... Na verdade eu corria de mim".
(Em O diário idiota de Rafaela)

Essa é uma das partes do Diário da Rafa que eu mais adoro.
É uma cena um tanto visual, psicodélica, e traduz muito bem como é a mente de uma pessoa inquieta, agitada, e às vezes artística.
Rafaela é isso, uma mistura singular do rápido, do hermético, da poesia.

Bom dia a todos!!!

sábado, 7 de julho de 2018

Amar em silêncio




A liberdade é apenas um ponto de vista.
Enquanto eu podia gritar meus amores para você escutar, ler, debater, eu seguia livre para te amar.
Agora fui coagida a ser presa nessa cela mental, e forçada a engolir todos os meus gritos.
Não sei amar em silêncio.
Se eu pudesse voltar atrás, nunca teria criado aquele avatar, se é que isso te consola.
A vida é uma comédia de mal gosto, não é mesmo?
E essa gargalhada de palhaço me assombrará para sempre.
Parabéns, você venceu.

(Em O diário idiota de Rafaela)


domingo, 17 de junho de 2018

V.I.D.A



V.I.D.A
Viva Intensamente Demoradamente o Amanhã.
Tudo que eu sei sobre você são apenas fragmentos seus.
Você nunca esteve completa em mim.
Como pode?
Você me enche de expectativas incertas.
Nunca poderei laçar o meu amanhã.
Você tem o poder de mudar o que acabei de fazer.
Mas você nunca esteve completa em mim.
Como consegue?
Mergulhada nos efeitos psicotrópicos.
A bipolaridade do meu cérebro se choca com o que vejo.
Um show de horrores clareia todas as mentiras.
O que seria da minha vida sem essas rachaduras?
O que seria de mim sem essa v.i.d.a?

(Em o Diário idiota de Rafaela)

Adquira sua cópia do livro no site do Clube de Autores
https://clubedeautores.com.br/book/148178--O_diario_idiota_de_Rafaela#.WxsVikgvzIU


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Despersonalização



Despersonalização
In O diário idiota de Rafaela

Eu separei um álbum de musicas de quando eu escutava por você.
Estou dissociando. Estou me perdendo mais uma vez.
Como pode uma melodia fazer a nossa mente ir tão longe? Para um longe tão perigoso!
Fico estática. Olhos de vidro. Mas a mente continua, ela nunca para. Incrível!
Sonhei com uma receita esta noite de uma bebida forte e amarga.
Tentei acordar para anotar o passo a passo, porém eu lutava contra o sono, ou eu levantava ou decorava os ingredientes. Quais opções eu tinha?
Acordei vazia. Não aprendi nada, pois não me recordo.
Contudo, o sal de Himalaia é a única coisa que tenho certeza que estava no meio daquela bebida forte.
O que isso tudo quer dizer?
Marcas de luta no sal, gotas de sangue no sal da terra.
Ela se despersonifica.