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domingo, 1 de setembro de 2019

Neurose e o transporte por aplicativo

Imagem extraída do google


Por Gabriella Gilmore

Era sábado de manhã, o sol já emitia sinais de que o dia seria um inferno de quente, e Catarina havia acabado de sair do salão, onde tirou a parte da manhã para fazer o SPA dos pés.
Ela precisava visitar uma amiga, mas com os pés limpos e tratados, ela preferiu chamar um Voola ao invés de pegar o busão.
Catarina detestava coisas relacionada a redes sociais ou aplicativos. Ela dizia que: “Nunca se sabe quem realmente está do outro lado, e para o caso de transportes por aplicativos, não sabemos quem irá abrir-nos a porta”.
Ansiosa e temerosa, ela confirmou a corrida.
Seu Voola estava há 4 minutos do local da partida.
Ela tirou print da tela do celular, enviou para sua amiga e escreveu: “Jú, se eu não chegar em 30 minutos, pode começar a rezar por mim”.
Quando o carro chegou, ela confirmou a placa.
Ao abrir a porta saudou o motorista perguntando seu nome e como ele estava:
- Sou o Luiz, e estou bem. Como você está?
- Bem também.

Ela quis ser o menos comunicativa possível pois não gostava de conversar com estranhos.
Catarina fez uma análise rápida dentro do carro. Viu um copo plástico no assoalho do carona, o encosto da poltrona do motorista com um rasgado enorme, e ele escutava uma música gospel instrumental.
“Com essa cara, esse rapaz não deve ser crente”. Pensou Catarina.

- Você está saindo do trabalho? - Perguntou Luiz.

Catarina revirou os olhos e pensou: lá vem o cara investigar minha vida. Tem alguma coisa  errada.
E cruzou os dedos.
- Não. Respondeu o mínimo possível para não gerar um bate papo.

- Nossa que bom. Quando se tem o sábado de folga, o final de semana fica mais produtivo, né? Disse Luiz tentando puxar papo.

Catarina soltou um “Aham” anasalado e preocupado.
“Esse cara está querendo saber demais. Aposto que vai me levar para algum lugar”. Pensou neuroticamente.
Quando se deu por si, ela percebeu que o rapaz estava pegando um caminho contrário. Logo ela pegou o celular para ver o mapa.
- Luizzzzz, peraí! Estamos indo para o bairro errado. Eu quero ir para Pampulha. Será que digitei errado?
- Altere a localização. Vou parar aqui na esquina para você mudar a rota. Respondeu calmamente o motorista.
Nisso a mente de Catarina congelou por alguns segundos. Ela não sabia como fazer isso.
- Luiz, por obséquio, como eu corrijo a localização?

“Agora ele vai perceber que não sei mexer no aplicativo, e consequentemente serei uma presa ainda mais fácil”. Eram os pensamentos de Catarina borbulhando.
- Pronto. Deu certo. Disse Luiz devolvendo o celular. Parece que existe mais ruas com o nome “Lagoa do Bretas” na cidade.
- Pois é. Eu nem imaginava. Respondeu Catarina com a voz quase falhando.
- Agora vai dar certo. Retrucou Luiz.

Trim trim trim.

- Licença. Preciso atender a ligação. Disse Luiz educadamente.
- Bom dia irmã Joélia. A paz do senhor.
- Paz-do-senhor irmão Luiz. Onde você está? Perguntou apressada a mulher na linha.
- Estou rodando em Belo Horizonte. O que a irmã está precisando?

“Virgem Maria! Eu sabia que tinha algo de errado”. Pensou Catarina. “Aposto que ele está fingindo ser crente, e que o som de música gospel no seu carro e essa ligação é tudo parte de algum plano”.
Catarina começou a suar frio.
- Você está em qual carro? Perguntou Joélia.
- Uai, estou no Gol cinza. Por que?

“Viu? Eles estão falando em códigos! A mulher deve ser alguma líder de tráfico de pessoas, e agora ela precisa identificar tudo para seguir com algum plano maquiavélico”. Catarina não parava de pensar.

- Ah! Então não vai dar. É que eu precisava levar uma geladeira lá para Vespasiano, e ela não vai caber ai não.

“Tá vendo? Olha a conversa cheia de códigos! Será que ele vai me levar para Vespasiano?”
A neurose de Catarina só ia aumentando. Ela não via a hora de sair do carro.

- Eu posso tentar ver com meu irmão Zé. Eu acho que ele deve estar indo para Vespasiano neste final de semana.
- Você faria isso, irmão Luiz? Perguntou Joélia com uma voz que não transmitia nenhuma entonação ou emoção. Era estranha demais.
- Fique tranquila. Nos falamos mais tarde.

E Luiz desligou o telefone.

- Moça! Moça! É você quem pediu a corrida para Pampulha? Perguntou o motorista ao estacionar o carro e abrir a janela do carona.

Catarina estava de pé com o celular nas mãos, basicamente em transe.
E isso foi apenas seus pensamentos ansiosos enquanto aguardava o seu transporte de aplicativo.

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Com histórias assim, lancei meu novo livro chamado "O Divertido Cotidiano vs. Murphy" já disponível para pré-venda no site da editora.

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O diabo e eu

por Gabriella Gilmore








De repente nos tornamos parceiros.
Parceiros do crime.
Eu sempre soube que ele sentia alguma coisa a mais por mim.
As suas brincadeiras de dizer que não era uma pessoa naturalmente boa, eu nunca consegui acreditar.
Portanto ele insistia. Insistiu tanto que foi capaz de encarnar o mal só para provar que o quê ele dizia era verdade.
Por alguma razão ele se foi sem se despedir de mim.
Na sua ausência, descobri que não conseguiria mais viver sem a sua presença.
Chorei todas as lágrimas acumuladas.
Até que um dia ele voltou para mim.
O que eu sentia por ele passou de uma amizade para amor carnal.
Eu desejava aquele cara, e sabia que ele também me queria.
Incomodado com algum segredo que eu não queria acreditar, ele finalmente se revelou.
Sua face se transformou no meu maior medo.
Fiquei chocada com tudo que vi.
Eu, de frente com o diabo, aquele que eu temia não acreditar.
Dessa vez, quem se foi sem dizer adeus fui eu.
Corri daquele amor profano que estava crescendo dentro de mim. Corri de medo do inferno. Eu corria. Corria...
Anos se passaram, até que finalmente consegui digerir tudo aquilo em que passamos juntos.
O diabo e eu.
Em uma noite qualquer, nos esbarramos por ai.
Aceitei tomar um drink com ele.
Eu fingia que estava bem, que o aceitava do jeito que ele era. Mas eu sabia que era tudo mentira.
Eu me apaixonei por um ser das trevas!
Gritei para os céus perguntando se o flerte com o diabo era a única coisa que eu merecia nessa vida.
Como não obtive respostas. Eu chorei, chorei o restante das lágrimas que restavam em mim.
O meu rio secou.
E o diabo em mim se apoderou.
De repente nos tornamos parceiros.
Desta vez parceiros no crime.

sábado, 10 de novembro de 2018

Em dias emburrados, filosofe.



_ Hey. Está acordada?
_ Oiii. Estou sim.
_ Sei lá, gostaria de te dizer que você tem sido uma doce distração para os meus dias emburrados. Se soubesse a leveza e a beleza que você tem trazido para minha vida, você sentiria muito orgulho de si mesma.
_ Que bom ler isso! Hoje eu não tive um dia bom.
_ Quer falar sobre isso?
(...)
_ Tenho uma outra pergunta. Você já se apaixonou por você mesma?
_ Não sei.
_ Sabe, eu já. E isso aconteceu muitas vezes. Sabe de uma coisa? Quando comecei a te ler e a te sentir,  eu me apaixonei. Eu olho para você e me vejo. Eu sinto vontade de te escutar, te entender, e te ajudar. Penso que isso seja o desejo que eu tinha quando eu estava com a sua idade. Eu precisava de alguém que me sentisse, que me enxergasse. Me apaixonar por você significa estar apaixonada por mim mesma mais uma vez. Consegue entender? E querer cuidar de você é querer cuidar de mim também. É como se a vida me desse uma segunda chance. Agora, tenho uma última pergunta: Como você imagina a visão que eu tenho de você?
(...)

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Instinto assassino

https://www.youtube.com/watch?v=rCtmPvfCiWw

Conto por Gabriella Gilmore

Em ritmo de Halloween, estou postando um de meus pequetitos contos postados antigamente no R.L
Aproveito e deixo uma música do Nemesea como indicação trevosa para vocês.
Doce ou travessuras?


Instinto assassino.

...E ele caminhava entre folhas secas fazendo aquele barulho que me deixava amedrontada.
Uivos de lobos num fim não tão distante e eu podia sentir seu cheiro.
O meu medo era maior, contudo não consegui fugir.
Ele podia me sentir onde quer que eu estivesse.
Não tao longe eu pude avistar uma catedral.
Chegando próximo aos portões senti um arrepio e um cheirar perto de minhas orelhas. Era ele bem atrás de mim.
Me querendo.
Sugando minha alma aterrorizada.
Desmaiei de pavor.
Ao acordar eu estava dentro de uma jaula presa como um animal e faminta por qualquer coisa a minha frente.
Se ao menos ele tivesse me matado!!!
Comecei a uivar como um lobo em dia de caça.
Lá no fundo, Wulf vinha caminhando.
_ Hora de se alimentar minha rainha. Disse ele.
Sem ao menos esperar pelo alimento avancei sobre Wulf e nada restou daquele pobre animal que pensara ter conquistado uma rainha.
Instinto assassino, eu precisava me alimentar.
AAAH UUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Carta escrita no limbo

Por Gabriella Gilmore


Salut, mon chéri.

Surpreendeu-me ter recebido outra carta sua. Eu realmente não esperava.
A solidão, por mais difícil que seja, acaba sendo a melhor companhia para pessoas como eu e você. Ela, a solidão, não cobra muito de nós. E com seu silêncio sedutor, nos deixa pensar.
Parei alguma parte do meu tempo para refletir o que seria “estar desencarnada”.
Consegue definir isso para mim? Se for uma saída, acredito que posso seguir por este caminho também, contando que me ensine.
Sobre a questão de administrar o tempo, não quero voltar a este assunto, afinal, é quase impossível imaginar uma “banana patinando”, e não ando com muita paciência para te explicar que não existe mágica fora de Nárnia. Ou você está dentro, ou está fora. O limbo é pura ilusão.
E quanto a sua alma quase morta, não sei se festejo ou se fico de luto. Aliás, dormir com fantasmas é um talento que carrego comigo, e se para estar com sua mente perigosa mais uma vez precisaremos passar por esse estágio, I’m in.
Saudações,
M.S

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Amor em Mississippi



Escutando “You made me love you”  by Patsy Cline

Greenville, Mississippi – 03 de setembro de 1985.

Oi querida.

O calor ainda está de matar aqui em Greenville. Está até mais quente comparado aquela vez que esteve aqui.
Ainda estou usando aquele vestido de flores azuis que você me deu e o ícone chapelão cor de vinho tinto. Acabei de chegar da feira de automóveis antigos. Estão fazendo um leilão para arrecadarem dinheiro para reforma daquela velha capela no final da Fillmore St. A parte boa é o envolvimento da comunidade. Uma graça!
Estou com saudades de você.
Acabei de criar um novo drink. Aquele “Bloody mary” perdeu a graça depois que você se foi.
Peguei 3 limões sicilianos, essência de menta, um pouco de açúcar, vodka e muito gelo. Bati tudo junto e confesso que ficou gostoso. Um doce amargo, mas ficou bom.
Brindei sozinha a solidão, a falta de ver seu sorriso tímido, as suas unhas descascadas, a sua frieza intocável.
“Saúde!”
Não é todo dia que a gente recebe companhias, não é mesmo?
Estar sozinha hoje é o que me resta de você.
Meu piano encostado naquela parede onde você borrou com marcas de beijos com seu batom marron está cheio de poeiras. Nem ousei em tocá-lo mais. Perdeu a graça.
Sei lá... Às coisas andam monótonas, e como não tem ninguém aqui para me tirar do sério, minha rotina anda muito chata.
Fico aqui recordando nossas fugidas àquela torre de vigia do casarão antigo perto da Prefeitura velha, e a correria que era quando os guardinhas notavam que a gente estava lá em cima. Aquela sensação de ser pega era uma adrenalina incrível. E depois poder olhar para suas bochechas rosadas, saudáveis, só pelo fato de se exercitar, não tinha preço!
Oh, como sinto sua falta!
Sinto muito por tudo.
Sinto muito por nada também.
Os anos se passaram, envelheci, aprendi com meus erros, deixei para trás algumas coisas que não valeram a pena... Arrependi-me.
Aquela nossa foto tirada debaixo da árvore com cipó e o balanço estão ainda naquele porta retrato que você também me deu. É a visão mais clara que tenho de nós.

Despeço-me mais uma vez sabendo que nunca lerá essas palavras.

Abraços, beijos, cheiros...

Eterna K.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

As pessoas (Conto)



Um conto por Gabriella Gilmore

AS PESSOAS

7:45 A.M

Ela não sabe ao certo se realmente receberá visita no final daquele domingo.
Catherine abre os olhos e vê que a luz da sua secretária eletrônica estava piscando. Ela tem uma nova mensagem.
Estica a mão direita para alcançar o botão play.
Beep! Você tem uma nova mensagem.
“Bom dia dorminhoca. Se quiser mesmo assistir filme comigo no final da tarde, me fale o melhor horário para eu ir até sua casa.” Beep!
Catherine ficou olhando para o teto. Logo os olhos se fecharam. Enquanto algumas pessoas não dormem, ela voltou a dormir.
As horas pareciam intermináveis. Se ela pudesse, acordaria só no final da sua vida para um último suspiro. “Oh, como viver tem me doído à alma!”
Aos olhos dos outros sua vida era perfeita.
Já havia conquistado quase tudo em tão pouco tempo.
Tinha uma carreira de sucesso. Era inteligente, bonita, da fala correta. Tinha seu próprio apartamento, seu carro e seus bichos. Visitava todo dia sua mãe. Era amada, idolatrada, e invejada. Entretanto, quem se importava? Talvez nem ela mesma dava conta do curto conto de fadas em que vivia.
“Posso dizer o horário. Preciso de ânimo para levantar dessa cama.” Pensou sonolenta. Já era quase a hora do almoço. “Nem tomei o café. Quem adiantou o relógio?”
Já era 11:45 A.M.
Virou o corpo para a direita. Soltou um gemido e apertou novamente o botão play da secretária.
Beep! Você não tem nenhuma mensagem.
“Ela não vem!”
Pegou o celular para digitar um torpedo.
“Se importa da gente remarcar o filme para outro dia? Acordei mentalmente indisposta para fazer um social.”
A resposta só foi chegar duas horas depois.
Sua amiga já estava em outro compromisso. Para algumas pessoas as horas passam.
Cate olha para o teto. Ele tem sido sua distração há meses.
O interfone toca.
Ela dá um sorriso e um suspiro. Mas era a portaria tentando testar o interfone do apartamento. Seu humor volta à cor amarela.
Depois de 40 minutos ela se arrasta para o banheiro.
Olha-se no espelho encarando as olheiras de tanto dormir.
Lava o rosto. Seca-o lentamente na sua toalha de 200 fios 100% algodão. Encara-se novamente.
Dá leve batidinhas nas bochechas na esperança de ver sangue correr naquele local.
Dá um sorriso forçado mostrando os dentes perfeitos.
Depois de escova-los resolve tomar uma ducha quente para ver se relaxava a falsa tensão.
Enquanto isso, ela pensava. Pensava de novo e de novo. Passam-se as horas, e nada acontece.
Ela esperava por uma visita que ela mesma desmarcou.
Insatisfeita.
Depois do banho tomado ela se senta em frente ao computador.
Pensou em escrever, mas àquelas horas não a permite digitar se quer um pensamento. Eles eram rápidos demais. Vagos demais.
Desligou o aparelho.
Decidiu fazer um leite quente com canela.
Ao sentar em frente à TV, ela percebeu que não tinha hábitos de assisti-la.
Termina calmamente seu leite e volta para a cama.
As horas não passavam.
Infindáveis. Fadigosas.
Ela olha para sua estante de livros e pega um exemplar de provérbios.
“Não quero ser rude, mas preciso te lembrar de que amanhã é segunda-feira. Carpe diem! Boa leitura.”
Era um recado antigo que estava escrito na página branca do título.
Pegou a chaves do carro e foi visitar as pessoas.

sábado, 4 de agosto de 2018

Gabi, isso não é uma crônica.



Esses dias a minha amiga Waleska Zibetti topou escrever uma crônica comigo.
Foi onde aprendi que aquilo que iríamos terminar de escrever não era uma crônica, e sim um CONTO.
Ok amiga, Lessons learned ahahahah

Comentei com a Wal que meus textos são um tanto melosos, e que eu queria um final diferente dessa vez, e que sua contribuição poderia fazer a cara da estória tomar um rumo inesperado e chocante ao mesmo tempo. Porque a Wal é dessas, que choca as pessoas com sua criatividade ímpar.
Meus leitores já se acostumaram com o jeitinho fraco (fraco de manso, eu quero dizer), de finalizar as coisas, ou até mesmo dar vida aos personagens.
Essa sou eu. Mansa, besta, romântica.
Chega.
Eu queria algo diferente.

Quando eu peguei o desfecho da história que a Wal criou eu precisei conversar com ela:
- Mas amiga. Adelso é um tanto culto, filósofo, veja só quais foram suas intenções ao assinar aquela revistas de paqueras!! Era apenas no intuito de conhecer mais sobre o comportamento e a mente humana. Ele não tinha perfil de psicopata, tinha?
- Gabi, qualquer pessoa pode matar alguém. Ninguém está livre de matar alguém. Se fosse assim, não teria médicos, juízes, advogados, engenheiros que matam. Assassinos!

Mais uma vez eu precisei estender meu tapete vermelho para a Wal passar.
Como você consegue amiga?
Sempre me surpreende, sempre me inspira.

Dentre aulas de produção de texto e ortografia, quero compartilhar com vocês este pequeno conto que foi publicado no site do RL.
Texto para maiores de 18 anos, ok?

Link abaixo:
https://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/6409349
Depoimento de um réu em crise.

Quero agradecer também a minha amiga de infância, Íris Leal Cabral, pela consultoria. Amiga, sem você, meu cenário jurídico só existiria na minha mente ignorante que inventa palavras para coisas que já existem ahahaha Muito obrigada. Você é demais!!

Boa leitura!
Gabi.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

UMA MESTIÇA NO VATICANO

Em ritmo de Halloween, segue abaixo uma prévia de um conto.
E se...?

Sinopse -     Uma mestiça no Vaticano

“Em nome do Pai, do filho, do espírito Santo. Deixe este corpo, pois a Deus ele pertence. Sou Jacob Petrovna e ordeno que saia!”
Assim começou o exorcismo de Shayla, filha de uma bruxa com um lobisomem já falecido, em 1666 num povoado em Sérvia.
Naquela época, ainda o cristianismo dominava e tentava acabar com a religião dos pagãos. Houve muitas inquisições e guerras, entre bruxos e cristãos. Mas o caso de Shayla foi extremamente inusitado, porque nunca houvera um caso de um servo das trevas (bruxo) ser assombrado por seres das mesmas trevas (demônios)
Havia uma força maligna dentro dela, algo indecifrável.
Podia-se ver insanidade e obscuridade  através de seus olhos.
“Que saia os anjos que habitam em mim. Expulsem os demônios que tentam me possuir.”
Foram as ultimas palavras que ela disse ao padre quando entrou em transe satânico profundo.
Ela transpirava ira, luxúria e gula.
Lágrimas de sangue era jorrado através de seus olhos.
Naquele dia, padre Petrovna percebeu o quão injusto foi a igreja por condenar os pagãos, sendo que eles não tinham feições maquiavélicas.
Já chegando a meia noite, Shayla foi despertando e caninos foram aparecendo em seus dentes e seus olhos que eram azuis, foram se transformando em gelo e ela começou a voar. Assim ela matou o padre e sua mãe e fugiu.
A única prova de seu exorcismo está preservado no templo mais sagrado da humanidade. E essa prova é a própria mestiça, Shayla. 
Se ela se mantém viva, não se sabe ao certo, mas nos dias atuais, tem ocorrido muitos seqüestros e pessoas desaparecidas, levando a aguçar nossos pensamentos e nos questionarmos se essas pessoas não são levadas como alimento da própria. E por quê a igreja não exterminou a vampira? Será que sua vida, seu sangue, tem servido para algo que também não sabemos? Esse é mais um mistério por detrás da religião. Ajude a clã das du Condreys a desvendar este mistério. A caça apenas começou. Mas agora será de igual para igual. 



Por Gabriella Corrêa Lima e Thiago Marlon

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Reencarnação vampírica

“Até ontem eu havia decidido matá-la.
Comentei aos deuses sobre meu plano infernal
Porém hoje, quando chegastes a beijar minhas mãos
Encarecidamente mudei de ideia
Adiei meu ataque mortal”.

Em Reencarnação vampírica

Ainda em ritmo de Halloween, bora lá indicar mais contos para vocês.
Tenho essa "série" em duas partes chamada Reencarnação vampírica, book I e II que fez sucesso de leituras no site do Recanto das Letras.
Eu conto a história do anjo Gabriel que é amaldiçoado e vira vampiro. Ele transforma Dominique em vampira. Como toda viadagem, eles vivem um romance lindo, até possível, mas o camarada morre. Dominique pede a Nosferatus que a mate para que ela não sofra com a vida eterna sem o amado ao lado. Passando-se um século, Nosferatus precisa acordar a diabada toda porque há uma batalha para acontecer, mas Gabriel retorna diferente, e para você saber o que acontece, toma tento e vá ler a série. É muito boa. Prometo. Há um livro que já faz meses em que estou trabalhando para criar núcleos sobre esses dois contos porque eles merecem uma história detalhada.
Espero que se amarrem porque de tudo que já escrevi esse enredo é o que mais me fascina.

Reencarnação vampírica - Book I (O retorno de Gabriel)
http://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/2205803

Reencarnação vampírica - Book 2 ( A estrela da manhã)
http://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/2435060

Boa leitura!