Mostrando postagens com marcador o divertido cotidiano vs murphy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o divertido cotidiano vs murphy. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Meus livros com descontos!


Heeeey pessoal!!!

Meus livros estão com 20% de desconto no #blackfriday com compras pelo site.

Que tal aproveitar a oportunidade e adquirir o seu exemplar ou comprar para alguém ser presenteado no Natal?

Acesse ao link da Editora Clube de Autores
aqui https://clubedeautores.com.br/livros/autores/gabriella-gilmore

A promoção se encerra no dia 29 de novembro.
Então corra lá!!

domingo, 1 de setembro de 2019

Neurose e o transporte por aplicativo

Imagem extraída do google


Por Gabriella Gilmore

Era sábado de manhã, o sol já emitia sinais de que o dia seria um inferno de quente, e Catarina havia acabado de sair do salão, onde tirou a parte da manhã para fazer o SPA dos pés.
Ela precisava visitar uma amiga, mas com os pés limpos e tratados, ela preferiu chamar um Voola ao invés de pegar o busão.
Catarina detestava coisas relacionada a redes sociais ou aplicativos. Ela dizia que: “Nunca se sabe quem realmente está do outro lado, e para o caso de transportes por aplicativos, não sabemos quem irá abrir-nos a porta”.
Ansiosa e temerosa, ela confirmou a corrida.
Seu Voola estava há 4 minutos do local da partida.
Ela tirou print da tela do celular, enviou para sua amiga e escreveu: “Jú, se eu não chegar em 30 minutos, pode começar a rezar por mim”.
Quando o carro chegou, ela confirmou a placa.
Ao abrir a porta saudou o motorista perguntando seu nome e como ele estava:
- Sou o Luiz, e estou bem. Como você está?
- Bem também.

Ela quis ser o menos comunicativa possível pois não gostava de conversar com estranhos.
Catarina fez uma análise rápida dentro do carro. Viu um copo plástico no assoalho do carona, o encosto da poltrona do motorista com um rasgado enorme, e ele escutava uma música gospel instrumental.
“Com essa cara, esse rapaz não deve ser crente”. Pensou Catarina.

- Você está saindo do trabalho? - Perguntou Luiz.

Catarina revirou os olhos e pensou: lá vem o cara investigar minha vida. Tem alguma coisa  errada.
E cruzou os dedos.
- Não. Respondeu o mínimo possível para não gerar um bate papo.

- Nossa que bom. Quando se tem o sábado de folga, o final de semana fica mais produtivo, né? Disse Luiz tentando puxar papo.

Catarina soltou um “Aham” anasalado e preocupado.
“Esse cara está querendo saber demais. Aposto que vai me levar para algum lugar”. Pensou neuroticamente.
Quando se deu por si, ela percebeu que o rapaz estava pegando um caminho contrário. Logo ela pegou o celular para ver o mapa.
- Luizzzzz, peraí! Estamos indo para o bairro errado. Eu quero ir para Pampulha. Será que digitei errado?
- Altere a localização. Vou parar aqui na esquina para você mudar a rota. Respondeu calmamente o motorista.
Nisso a mente de Catarina congelou por alguns segundos. Ela não sabia como fazer isso.
- Luiz, por obséquio, como eu corrijo a localização?

“Agora ele vai perceber que não sei mexer no aplicativo, e consequentemente serei uma presa ainda mais fácil”. Eram os pensamentos de Catarina borbulhando.
- Pronto. Deu certo. Disse Luiz devolvendo o celular. Parece que existe mais ruas com o nome “Lagoa do Bretas” na cidade.
- Pois é. Eu nem imaginava. Respondeu Catarina com a voz quase falhando.
- Agora vai dar certo. Retrucou Luiz.

Trim trim trim.

- Licença. Preciso atender a ligação. Disse Luiz educadamente.
- Bom dia irmã Joélia. A paz do senhor.
- Paz-do-senhor irmão Luiz. Onde você está? Perguntou apressada a mulher na linha.
- Estou rodando em Belo Horizonte. O que a irmã está precisando?

“Virgem Maria! Eu sabia que tinha algo de errado”. Pensou Catarina. “Aposto que ele está fingindo ser crente, e que o som de música gospel no seu carro e essa ligação é tudo parte de algum plano”.
Catarina começou a suar frio.
- Você está em qual carro? Perguntou Joélia.
- Uai, estou no Gol cinza. Por que?

“Viu? Eles estão falando em códigos! A mulher deve ser alguma líder de tráfico de pessoas, e agora ela precisa identificar tudo para seguir com algum plano maquiavélico”. Catarina não parava de pensar.

- Ah! Então não vai dar. É que eu precisava levar uma geladeira lá para Vespasiano, e ela não vai caber ai não.

“Tá vendo? Olha a conversa cheia de códigos! Será que ele vai me levar para Vespasiano?”
A neurose de Catarina só ia aumentando. Ela não via a hora de sair do carro.

- Eu posso tentar ver com meu irmão Zé. Eu acho que ele deve estar indo para Vespasiano neste final de semana.
- Você faria isso, irmão Luiz? Perguntou Joélia com uma voz que não transmitia nenhuma entonação ou emoção. Era estranha demais.
- Fique tranquila. Nos falamos mais tarde.

E Luiz desligou o telefone.

- Moça! Moça! É você quem pediu a corrida para Pampulha? Perguntou o motorista ao estacionar o carro e abrir a janela do carona.

Catarina estava de pé com o celular nas mãos, basicamente em transe.
E isso foi apenas seus pensamentos ansiosos enquanto aguardava o seu transporte de aplicativo.

=======================

Com histórias assim, lancei meu novo livro chamado "O Divertido Cotidiano vs. Murphy" já disponível para pré-venda no site da editora.

Siga meu Instagram para novidades e sorteios:
@gabygilmoreofficial

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O divertido cotidiano vs. Murphy (book)


Boaaaa noite meu povo introspectivo!!

É com muita satisfação que compartilho com vocês a pré venda do meu novo livro que está sendo feita no site da editora Clube de Autores.
A noite de autógrafo será em setembro no Giro Sabor.
Eu voltarei com a data certinha para todos vocês.
Acessem o link do >  Clube de Autores e garanta a sua cópia impressa.
Não esqueça de levá-la no dia do lançamento para eu autografá-la, tá bom?
Autor bom, é autor vivo. hahaaha.

Falei isso hoje com algumas amigas.
Pensa comigo! Por que bons autores só ficam famosos depois de mortos? O que seria isso? Azar? Ou oportunismo de editoras? Sei láaaa. Só sei que se eu tivesse oportunidades de voltar no tempo, seria super amiga de Clarice Lispector, porque hoje infelizmente nunca terei a oportunidade de sentar com ela e bater um papão.
Pense nisso.
Valorize artistas que estão vivos. Compartilhe os trabalhos dos seus amigos, não custa nada.
Não temos a intenção de viver numa batalha com "concorrentes", só acho que tem muita gente boa lá fora sem o devido reconhecimento pelo simples fato de não ter grana o suficiente para se lançar, e nem amigos para caminhar junto nas divulgações.
Enfim, conto com vocês para caminhar comigo nessa nova jornada.

Beijosss!!!
@gabygilmoreofficial

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Quem matou Verinha?



por Gabriella Gilmore

Quando criança, eu conheci uma das amigas de mamãe do seu trabalho na TV local.
Verinha era uma mulher muito marcante e bela. Com seus cabelos negros, lisos e aquela franjinha sempre impecável faziam com que nós crianças pensássemos que ela era uma estrela de novela.
Aos domingos, Verinha adorava almoçar conosco, afinal, mamãe sempre fazia o melhor pescado da feira dos finais de semana.
Um tempo depois, mamãe se converteu a um culto e perdeu contato com todos os amigos da TV. Ela achava que sua vida passada era “pecaminosa” demais e não valeria a pena manter contatos com o pessoal para não cair em “tentação”. Mas isso era apenas coisa da cabeça de mamãe, talento esse que herdei ao ter a mente sempre muito criativa e cheia de teorias da conspiração.
Anos mais tarde, eu já estava entrando para a vida adulta, estávamos todos os irmãos sentados à mesa para o lanche típico do sábado à tarde, e mamãe nos entregou uma notícia muito triste:
- Encontrei com Otávio da TV Mocidade e ele comentou que Verinha morreu.
Mamãe disse que seu semblante ficou abatido instantaneamente com aquela notícia, afinal, Verinha sempre fora sua grande companheira de trabalho.
- Mas faleceu de quê, minha mãe? Perguntou minha irmã mais velha.
- De AIDS. Vejam só! Pior que eu sempre me preocupava com Verinha naquela época da TV. Ela era muito popular entre os rapazes da Associação.
- Nossa, que pena! Retrucamos quase que em coro ensaiado.
Algumas décadas depois, estávamos todos nós em família comemorando o aniversário de um figurão da nossa cidade, o nosso amigo querido, Sr. Leonard Grigorescus.
Ao chegarmos ao salão de festas, Leonard veio nos receber todo sorridente. Ao lado dele, estava sua assistente executiva. Uma senhora de meia idade muito bonita, cabelos lisos com luzes cor de mel e uma franjinha impecável.
- Verinha??? Perguntou minha irmã mais velha.
Logo Verinha e mamãe se reconheceram e deram um berro de alegria.
Houve abraços, muitos sorrisos e elogios.
Eu cutuquei minha irmã mais nova, que também se lembrava da morte triste de Verinha. “Mas ela não estava morta?” Cochichei.
Finalmente, quando Verinha veio abraçar meu irmão, a “ovelha” negra da família, ele soltou a boa da noite:
- Verinha, que emoção vê-la viva!
Verinha não entendeu nada.
- Há alguns anos, continuou a peste do meu irmão, mamãe havia lhe matado.
A gargalhada foi unânime, exceto a de Verinha coitada, que não entendeu nada.
- Mas então eu morri, foi? Perguntou Verinha toda curiosa e divertida. E eu morri de quê?
Então um silêncio pairou, as gargalhadas cessaram, eu e meus irmãos saímos de fininho, afinal, agora mamãe precisava se virar para criar outra estória para se safar das suas imaginações quase que lunáticas.
Que noite!
Hahaha

========================
Estarei compartilhando estórias como estas no meu novo livro chamado:
"O divertido cotidiano vs. Murphy".
Aguardem!

Instagram: @gabygilmoreofficial

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O divertido cotidiano vs Murphy.



Boa tarde Introspectors!!

Já ouviram falar do novo material que estarei publicando em breve?

O divertido cotidiano vs. Murphy” é um livro de crônicas onde se fala sobre o universo feminino, com variados assuntos usando o humor como chave. O mundo feminino é muito engraçado. Nós mulheres somos dramáticas, exageradas, emotivas, apaixonadas, amáveis, loucas! Isso dá muita história para contar. Mas ele não é apenas um livro para mulheres não. Ele também é um livro para homens que convivem com mulheres marcantes. Com personagens ecléticas e histórias curtas, até mesmo as pessoas que não tem hábitos de ler poderão embarcar nas histórias e dar boas gargalhadas, nunca perdendo a oportunidade de filosofar e refletir os assuntos ali expostos, algo que eu sempre trago em minhas publicações.

Siga meu Instagram para notícias em tempo real:
@gabygilmoreofficial


Beijos!!

Capa by Aline Almeida

quarta-feira, 13 de março de 2019

O divertido cotidiano Vs. Murphy



Este projeto estava engavetado fazia alguns anos. Eu só não sabia o que fazer com ele.
Confesso que já estava angustiada por se passar 8 anos e eu não ter publicado outro material.
Em Janeiro deste ano de2019, tive um insight e me perguntei: POR QUE NÃO? Esse insight seria convidar alguns amigos que também são escritores, desses que eu gosto de ler, a fazer parte desse novo universo que eu estava projetando.
Apesar do nome longo, acho que estou criando um estilo sem saber ha ha, as estórias contidas neste livro são curtas e ao mesmo tempo impactantes, seja em sorrir, chorar ou filosofar.
Neste livro, tratarei de assuntos do cotidiano, desses quando acordamos com o pé esquerdo, que num efeito cascata tudo sai do lugar, tentando encontrar um espaço na agenda que "deu ruim".
Acompanhe as notícias no meu instagram @gabygilmoreofficial
Te vejo em breve.
Gaby G.