terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mulheres "cheinhas" vs preconceito.


Fui checar as notícias dos amigos pelo Facebook, e vi um texto de Paulo Coelho falando sobre as mulheres cheinhas. Eu me senti lisonjeada porque eu também estou acima do meu peso, e às vezes me sinto excluída pelos homens na sociedade.
Achei lindo o texto, mas Paulo maquiou demais a ideia de que ser “fofinha” é algo socialmente aceitável, porque eu vivencio horrores em encontros com amigos, flertes etc, que sempre preferem a magra da cara feia, a uma mulher “fofa” do rosto “Adele”. Eles querem mulheres para desfilar nas ruas, que não tenham atitude, porque fica mais fácil deles dominarem-nas, e provavelmente devem ser visualmente mais agradáveis.
Espero que um dia esse texto passe a ser verdade, e que possamos ficar mais a vontade ao entrar em lojas, sem o constrangimento de não encontrar peças de roupas do nosso tamanho, porque o mundo ainda é dos calçados 36/37, e roupas 38/40.


As mulheres pela visão de um homem...
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação se dá de outra forma, isso quer dizer: se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, carnudas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, parecem odiar as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não da de entrar, sem ficar psicótica, no mesmo vestido que usava aos 18. Uma mulher de 45, que entra na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua tendência a culpas. Ou seja, aquela que, quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que gosta, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos em formol, nem em spa... Viveram! O corpo da mulher é o sagrado recinto da gestação de toda a humanidade, onde foi alimentada, ninada e, sem querer, marcada por estrias, cesáreas e demais coisas que fizeram parte do processo que contribuiu para que estivéssemos vivos. Portanto, Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto.

E você leitor, o que pensa sobre este assunto?
Spread the world!

sábado, 7 de dezembro de 2013

ORAÇÃO E FÉ.


ORAÇÃO E FÉ.

Quando bem criança, eu costumava passar os finais de semana na casa da minha tia Miloca. Eu sempre dormia lá de sábado para domingo. Era o sono mais tranquilo que eu costumava a ter. Lembro que ela ajeitava o colchão fofo da cama do quarto de visitas, ligava o abajur de golfinhos que iluminava as paredes, e por último, o mata mosquito em espiral. Se eu fechar os olhos bem forte eu consigo sentir o cheiro dele. Quando já estava coberta na cama, minha tinha vinha para fazer uma oração. Não eram orações dessas decoradas não. Eram espontâneas, sinceras e únicas. Ali eu dormia me sentindo a pessoa mais segura do mundo. Não tinha pesadelos. Se eu sonhasse, era algo bom.
No domingo cedinho ela me levantava para ir à sua igreja. Por alguma razão eu gostava de acompanhar a rotina do casal, que na garupa da bicicleta, me levavam para a escola dominical. Lembro até hoje dos meus vestidinhos, sapatinho preto envernizado e laços no cabelo.
A primeira lembrança que tenho de igreja e coisas relacionadas a Jesus Cristo, foi com essa irmã da minha mãe. Até então eu era pagã. Sempre associei Jesus a algo bom, não porque me diziam isso, mas pelo fato de sentir a tal paz. Como o exemplo que dei acima, da oração antes de dormir. Minha fé começou a se desenvolver ai, sem eu mesma saber o que era isso e seu significado.
Estava lendo mais um trecho do livro Meditação da mulher, e teve uma experiência de uma senhora que estava conversando com Deus dentro do metrô, morrendo de sede, e ela sabia que iria demorar a chegar a sua casa. Ela imaginava o quão bom seria se ela tivesse um copo de água ali, naquela hora, e ao olhar perto da sua bolsa de compras que estava encostada no chão, ela viu uma garrafinha de água mineral ainda lacrada. Logo ela agradeceu a Deus e notou um detalhe: aquele vagão não era o que ela costumava pegar, porque ficava bem longe do portão da saída.
Isso me fez lembrar de um fato que me ocorreu esses dias. Eu ando de bicicleta aqui no bairro e estamos no mês das chuvas. Clima muito instável. Faltavam algumas horas para eu ir ao culto, e desabou um toró. Eu olhei para o céu e disse: Senhor, você tem até às 19h30min para deixar chover, depois pare porque não posso chegar molhada na igreja.
Acredita que parou de chover? E calma ai que tem mais. Na hora do culto, desabou outro pé d’agua, e eu olhei no relógio e só faltavam 10 minutos para acabar a palavra, e novamente falei: Agora o Senhor só tem 10 minutos. (Eu sou atrevida assim mesmo).
Na saída, uma das irmãs virou pra mim e disse: que bom que parou de chover, né? E eu respondi: Foi à oração!
Jesus cuida da gente até nos pequenos detalhes. Muita gente chamaria isso de sorte ou coincidência, porém eu chamo de oração e fé.

Um lindo sábado para vocês!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

De mãe para filha


Recentemente ganhei um livro que pertencia a minha mãe. Em segundos imaginei que poderia ser algo bíblico. Não que eu não goste de coisas relacionada a Bíblia, mas é que...

Antes de eu continuar o post, vou contar resumidamente o problema que tenho em me relacionar com minha mãe.
Definitivamente somos muito parecidas. Motivo número um de eu não ter muito paciência com ela, e o seu jeito fanático por sua visão de mundo.
Sinceramente faço um esforço danado para não me tornar ela. Eu morro de medo disso e realmente é a última coisa que quero para mim.
Como ela, eu também sou preconceituosa e teimosa. Mas eu luto MUITO contra isso porque sei que é ridículo e só faz com que eu me afaste das pessoas. Venho estudando há mais de 7 anos para compreender o comportamento humano junto com sua mente brilhante, e ao mesmo tempo trabalhando meus defeitos que não são poucos. E de certa forma isso foi me afastando das pessoas que não acho espelho, pessoas intolerantes e preconceituosas. Acho que dá para entender aonde quero chegar.
Enfim, estou em um momento mais espiritualizado da minha vida no qual estou resgatando velhos dons. Ao receber o livro, fiquei feliz, mesmo achando que poderia ser algo cristão. Mas não era.
O livro é um diário de mulheres espalhadas por ai, contando todo tipo de experiência relacionada ao lado espiritual de cada uma. Como o livro tem passagens para cada dia do ano, eu comecei lê-lo ontem, no dia 01 de dezembro e lerei a cada dia, religiosamente, um capítulo por dia para minha meditação.
Haverá trechos que dividirei com vocês, noutros só com minha mãe, que apesar dos pesares é uma mulher de muita fé e iluminada.
Mãe, obrigada por este presente e por também me tolerar com todos os meus defeitos.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Dezembro chegou!


 

O fim de ano chegou. Saudações ao dezembro. A ponte que nos ligará para o ano seguinte.
2013 passou veloz. Deixando marcas.
A experiência divina deste ano ímpar foi um renovo no qual eu precisava para fechar este ano com chave de ouro, cheia de fé e esperança.
A vitória é dos justos.
O que você almeja para o ano novo?
Peça! Acreditando. Quem pede, recebe.
Eu quero saúde e paciência para poder lutar com coisas que crescem dentro de mim que eu não pedi.
Paciência para amar pessoas odiosas, fracas e desonestas. Pessoas que aos olhos humanos não merecem nada. Elas precisam de amor. Eu posso dar-lhes amor. Estou treinando para isso.
Eu quero voltar para faculdade e terminar o curso de Pedagogia que me seduziu no ano de 2010. Ainda vou trabalhar com Augusto Cury!
Eu quero um emprego que me valorize da mesma forma que sempre valorizei antigos trabalhos. Que esta nova casa seja para mim agradável, assim como as fotos de árvores que venho colecionando. Que me encham os olhos! Que me tire sorrisos, criatividades e que eu possa doar o melhor de mim.
Que o ano par de 2014 seja o ano em que eu possa trabalhar melhor em dupla, e o resto que vier, que seja os lucros.
Bem vindo dezembro! Comece abrindo 2014 com muito louvor.

Cheers!

sábado, 30 de novembro de 2013

Cinéfilos (Insidious)

Ainda na época da escola, oitava série, se não me falha a memória, conheci um rapaz que acabou sendo meu melhor amigo e parceiro de filmes de suspense. Ele me apresentava a vários títulos no qual a gente passava horas viajando em sala ou no recreio comentando sobre. Ele trabalhava numa “fonte” de filmes e me fornecia o que havia de mais novo. Mas o que mais nos marcou foi a trilogia do Wes Craven e “Eu sei o que...” do Kevin Williams, que para nós era os deuses do cinema daquela época. Acabei me tornando “crítica” de filmes por conta dessa nossa amizade que para mim foi uma escola. Ser amante da sétima arte me encanta.
Esses dias ele me mandou um recado no twitter perguntando se eu havia assistido Insidious chapter 2, pois era o ghostface sem máscaras. Logo torci o nariz.
Acontece que depois que me encantei com o pique e pega do Wes Craven nos “Pânicos”, eu quase não encontrei filmes que o superassem. As maiorias dos finais eram obvias demais.
Mas eu quis assisti a sugestão porque ele conhece meu gosto para filmes e eu confio em suas dicas. Não me decepcionei, mas também não vibrei. Acho que cresci demais, e vi monstros na vida real demais, que é raro os filmes de horror me assustarem ou me surpreenderem.
Hoje em dia tem saído muitas historias sobre espíritos nas telinhas, mas ainda acho que os mascarados de carne o osso podem fazer muito mais estrago do que espíritos perdidos por ai.
Gostei do Insidious chapter 2 mais que o primeiro, porque gostei muito da luta do espirito do mal contra a mocinha da história. E como sempre, a gente espera o melhor para os protagonistas, e no final tudo é resolvido.
Mesmo andando decepcionada com enredos de filmes, eu tenho tirado o chapéu para algumas séries de drama como Hostages e Revenge. Genialidade do bom suspense é quando você leva uma rasteira a cada capítulo. É quando você xinga o autor de “FDP, você é o cara!” e não consegue se segurar de ansiedade para assistir o que vai acontecer depois, e sempre se lasca quando tenta dar uma explicação obvia para o futuro desfecho.
Bom, acho que meu entusiasmo termina aqui.

Beijos!
@gabriellaclima

Hide and seek


Escondida nesse mundinho Púrpura ela encontra seu refúgio.
As pessoas são boas, os diálogos são seus, e ela não gagueja.
Eles se fazem de palhaços para sobreviverem no escuro. No escuro de suas mentes.
Dormindo como se estivessem em coma, ela não faz o esforço para desperta-los.
Não quer desenterrar mais nada, a única coisa que ela precisa é continuar brincando.
Se esconda! Vá! Eu te acho.
Aqui você não precisa fingir que gosta do que se tornou.
Se te tocam, você arde em febre. Se te isolam, a temperatura abaixa.
Ela às vezes não sabe o que quer.
A população se tornou zumbi se alimentando das desgraças alheias.
Torcendo por sua queda para depois poderem subir.
Hide and seek.
Você fecha os olhos para não ver o que as pessoas estão fazendo.
Hide and seek.
Você desperta para seguir seus rastros.
Boo!
Ela te pegou.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mente perigosa

Uma personagem muito inspiradora e também inteligente disse que "a maior arma que alguém pode usar contra nós é a nossa própria mente. Aproveitando-se de dúvidas e incertezas que ali se escondem. Somos verdadeiros com nós mesmos? Ou vivemos pela expectativa de terceiros? E se formos acessíveis e sinceros, poderemos algum dia ser realmente amados? Poderemos encontrar coragem para liberar nossos segredos mais ocultos? Ou no final somos todos incompreensíveis até para nós mesmos?"

Essa coisa de se programar para tudo sair perfeitinho cansa, mas cansa tanto, que te leva direto para o buraco negro que é a mente do ser humano, cheio de anseios, desejos que nunca serão realizados e planos não concretizados. Eu chamo isso de excessos negativos. A ansiedade corrói sua mente e te prega a maior peça em que muito das vezes você cai feito um anjo amaldiçoado.
Qual é o seu maior problema?
Falhar.

domingo, 17 de novembro de 2013

Infância



Dedico este post a toda família Corrêa!
Segue acima uma canção da minha família.
De tios a netos foram despertados assim. =)

Havia tempos que se brincava na calçada
com tampinhas de coca-cola
ou sentados no meio fio
vendo os vizinhos jogando bola

O tempo parecia não findar
Amava rever os amigos
e chorava quando pensava
que um dia tudo aquilo iria acabar

Pau na lata
Salada mista
Pique e esconde
Tim tim mal eve

Éramos felizes sem luxos 
Um pedaço de papel
Giz de cera garantia tudo 

Saudades que não voltam
Uma tranquilidade que não voltará
Chegar cansada em casa
Dormir contando as horas
para repetir tudo aquilo de novo...

Poesia postada no Recanto das Letras by G.L

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pânico é para amador.



Esses dias eu acordei com medo do medo. (Em seis anos isso nunca havia ocorrido comigo).
Era como se eu estivesse tendo crises de pânico no sonho e trouxesse o pavor ao despertar.
Eu não estava sonhando.
Eu sofro da Síndrome do Pânico desde 2007. Foi uma luta aprender a dominá-la, e tem sido uma guerra mantê-la sobre controle.
Às vezes me dá um excesso de ansiedade, uma descarga de adrenalina, e essa fobia ridícula começa a gargalhar dentro da minha cabeça, e eu tremo como se fosse morrer, igualzinho o carro quando você ameaça a soltar a embreagem e ele treme indicando que vai desligar. Meu corpo faz exatamente isso. Avisa que está perdendo as forças.
Eu não aceito isso para minha vida. Pânico é para amador.
Ontem eu precisei simular uma queda, para meu cérebro rebelde perceber o que é realmente desabar, se sentir tonta e com medo.
Tem um brinquedo no parque de diversões chamado Frisbee, e lá eu me solto no balanço de seus movimentos. Quando ele está bem lá no top, eu fecho os olhos para eu não assistir minha queda. Eu me agarro nas barras de segurança bem forte e respiro fundo dizendo que é só um brinquedo. Ali, acontece uma verdadeira descarga de adrenalina e é a minha vez de fazer careta para esse “pânico” imbecil. Eu conto os minutos para sair daquele jogo porque a cada vez que brinco, parece que ele fica mais tempo no ar. E quando termina a rodada eu saio com as pernas bambas e VIVA! Esse choque de realidade se faz necessário toda vez que estou surtando. Eu achei minha forma de superar meus medos e só de pensar que há milhares de pessoas com o mesmo transtorno e que ainda não descobriram como se safar dessa...
Esse post é para todas essas pessoas, que assim como eu, tem uma imensa vontade de continuar existindo.

Continuem firmes, fortes e sempre avante. A vitória é nossa!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Me adora



Vai Pitty, fala ai por mim!

Minha semana já começou foda.

@gabriellaclima

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Máscara

No halloween eu me dou ao luxo de não usar máscaras.
É o momento no qual posso ser eu mesma. E você? Está quem hoje?


domingo, 27 de outubro de 2013

O massante ENEM

O post de hoje é uma crítica ao sistema de avaliação do Brasil.

Postei indignada algumas frases no meu twitter no segundo dia das provas do Enem e tive alguns retweets delas. Escutei revoltas dentro do ônibus de pessoas que também estão chateadas pelo que vou escrever a seguir e depois me atrevi a perguntar algumas coisas a algumas pessoas que estavam na mesma sala que eu. O descontentamento foi quase geral.

Há algumas coisas que não entendo nesse país e vou citar abaixo:
# Pré-vestibular caríssimo
# Prova de Vestibular ou Enem
# Faculdade Federal (só para ricos) porque os pobres acabam pagando a particular. (OI?)
# Cota para indígenas e negros. (Tem coisa mais discriminante que isso?)
# Prova para passar em concurso público para trabalhar no S.U.S ou como Gari (?)

Bora lá.
Seguindo a ordem das minhas queixas, acho ridículo o pré-vestibular ser tão caro como uma escola particular. Se uma pessoa não tem condições financeiras para pagar o cursinho, consequentemente terá menos chances de passar numa Faculdade Federal.
As provas de Vestibulares e Enem são extensas, cansativas e faz com que a gente acabe errando os exercícios do final do teste por conta do cansaço, isso se a pessoa não perder o fio da meada no final da leitura dos anunciados E-NOR-MES.
A maioria das pessoas que estão nas Universidades Federais são pessoas que tiveram formação escolar em redes particulares ou grana para ter pago o preparatório. Salvo aquelas pessoas que os pais incentivavam o estudo pesado para sua entrada numa faculdade desde pequeno.
Cota para indígenas e negros, como se eles fossem de outra espécie ou alguém mais especial que outras pessoas só por conta da etnia. Me expliquem por favor o porquê disso. Assistentes sociais, oi?
Quero trabalhar como auxiliar de dentista no S.U.S ou como Gari e preciso passar em alguma prova para isso? Acontece que a maioria dos concursados do ensino médio se acham melhor do que qualquer outro trabalhador, só porque passou numa prova. Para mim, esse pessoal do serviço público deveria trabalhar até mais que os professores e médicos.
Tudo errado!

Oh presidente! A entrada nas Universidades deveriam ser para aqueles que realmente gostam de estudar, que gostam de aprender, e não para quem tem dinheiro ou passou numa prova de 4384894 questões. Sei que não haveria faculdades para todo mundo se isso fosse algo muito acessível, mas provas com 180 questões chega a ser um insulto. As pessoas saem dos locais das provas chateadas, ansiosas, e se sentindo o ser humano mais burro do mundo porque acabou chutando um monte de exercícios.
Quer avaliar o conhecimento? Ok. Porém, reavalie o tamanho dos testes. Pesquisem. Pergunte o povo o que acham, como poderia ser e o que seria mais viável, porque hoje eu sai convencida de que não sou a única a achar estúpido o sistema de avaliação desse país, ou seja: o problema não está só em mim.
Acorda BraZil.


sábado, 26 de outubro de 2013

Felicidade no ponto de vista pessimista.

Schopenhauer acreditava que a vida é uma roda de carência seguida de saciedade. Ficamos satisfeitos quando saciados? Por pouco tempo. Quase em seguida somos invadidos pelo tédio e obrigados a agir para escapar do horror do tédio.

“Trabalho, preocupação, cansaço, problemas é o que enfrentamos quase a vida inteira. Mas se todos os desejos fossem satisfeitos de imediato, com o que as pessoas se ocupariam e como passariam o tempo? Suponhamos que a raça humana fosse transferida para Utopia, lugar onde tudo cresce sem precisar ser plantado e os pombos voam assados ao ponto, onde todo homem encontra sua amada na hora e não tem dificuldade em continuar com ela: as pessoas então morreriam de tédio, se enforcariam, se estrangulariam ou se matariam e assim sofreriam mais do que já sofrem por natureza.”

Por que o tédio é ruim? Por que lutamos para afastá-lo? Por que é um estado do qual não conseguimos nos livras e que vem logo mostrar verdades subjacentes e desagradáveis sobre a vida: a nossa insignificância, a falta de sentido da vida, nossa inexorável caminhada rumo à velhice e à morte.
Portanto, o que é a vida senão um ciclo infinito de querer, satisfazer, entediar-se e depois querer de novo? Essa sequencia vale para todas as formas de vida? É pior para os humanos, diz Schopenhauer, pois à medida que a inteligência aumenta, cresce também a intensidade do sofrimento.
Existe alguém feliz? É possível ser feliz algum dia? O filósofo acredita que não. (Abafa que ele era mesmo pessimista).

“Em primeiro lugar, o homem nunca é feliz, porém passa a vida lutando por algo, pensando que vai fazê-lo feliz, não consegue,e, quando consegue, se desaponta: é um náufrago e chega ao porto mastros nem cordames. Portanto, não se trata de ser feliz ou infeliz, pois a vida não é senão o momento presente, que está sempre sumindo e, finalmente, se acaba.”

Bom restinho de final de semana, seus lindos!

Texto extraído no livro A cura de Schopenhauer.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Perto do coração selvagem.





"Ler Clarice é quase um desafogamento. É perder o ar para saber como é respirar." Gabriella Lima

Ontem tivemos o encontro do clube do livro Café aux lettres, no Pier da Asa Norte, onde discutimos sobre o primeiro livro de Clarice Lispector.
Tive a responsabilidade e o privilégio de apresentar a obra e não imaginei que fosse ficar tão bom. Tenho problemas para falar em público desde o primário, é uma luta diária tentar superar esse trauma, mas acredito que o local com a luz baixa e as estrelas me guiando ajudou para que tudo saísse nos conformes.
Poder ver as companheiras na mesma vibe, interagindo com cada palavra de Clarice foi mágico. Costumo dizer que ler os textos dela é para poucos, e entendê-los é para menos pessoas ainda.
Mesmo enfrentando os maus olhados da época, Clarice deixou legados e legião de fãs. 
Muitas pessoas não gostam ou não entendem suas histórias por não terem exatamente um cenário, um enredo, cenas de ação ou capítulos sequenciais. Mas para a autora o importante era expor o que se passava na mente dos personagens. O seu ideal era pensar sobre tudo, mas um tudo simples, até mesmo a vida das baratas, ratos ou galinhas. 
Da mente muito inquieta e veloz, Lispector te mostra o que você está vendo sem ver, faz você sentir, refletir, até mesmo rir. Textos com linguagem metafórica,prosa intimista e com bastante fluxo de consciência, ela traz um novo estilo literário para o Brasil.
Lê-la é se aventurar dentro de nós mesmos, porque o seu olhar é o meu, é o seu, é o olhar do mundo. É estar perto de corações selvagens, independentes, prontos para darem um próximo passo.
Você é ou não é? Você está!

Aproveito para deixar uma sugestão de leitura. 
É um diálogo que fiz em 2008 inspirado em sua obra chamado: Conversando com Joana, de Clarice Lispector.

Bom final de semana pessoal!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Reencarnação vampírica

“Até ontem eu havia decidido matá-la.
Comentei aos deuses sobre meu plano infernal
Porém hoje, quando chegastes a beijar minhas mãos
Encarecidamente mudei de ideia
Adiei meu ataque mortal”.

Em Reencarnação vampírica

Ainda em ritmo de Halloween, bora lá indicar mais contos para vocês.
Tenho essa "série" em duas partes chamada Reencarnação vampírica, book I e II que fez sucesso de leituras no site do Recanto das Letras.
Eu conto a história do anjo Gabriel que é amaldiçoado e vira vampiro. Ele transforma Dominique em vampira. Como toda viadagem, eles vivem um romance lindo, até possível, mas o camarada morre. Dominique pede a Nosferatus que a mate para que ela não sofra com a vida eterna sem o amado ao lado. Passando-se um século, Nosferatus precisa acordar a diabada toda porque há uma batalha para acontecer, mas Gabriel retorna diferente, e para você saber o que acontece, toma tento e vá ler a série. É muito boa. Prometo. Há um livro que já faz meses em que estou trabalhando para criar núcleos sobre esses dois contos porque eles merecem uma história detalhada.
Espero que se amarrem porque de tudo que já escrevi esse enredo é o que mais me fascina.

Reencarnação vampírica - Book I (O retorno de Gabriel)
http://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/2205803

Reencarnação vampírica - Book 2 ( A estrela da manhã)
http://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/2435060

Boa leitura!

domingo, 20 de outubro de 2013

Uma mestiça no Vaticano



Boa noite pessoal!
Em ritmo de Halloween, esse mês de outubro que super amo, quero deixar algumas sugestões de leitura.
Tenho alguns contos no qual adoro e que acabam sendo inspirações para futuros textos, porque alguns eu não dei um final.

Que tal ler este Uma mestiça no Vaticano ?
http://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/759725

Tenho também um super maneiro no qual eu tive a audácia em dar vida em uma das bruxas de Anne Rice.
Se chama Conto de Mona Mayfair.
http://www.recantodasletras.com.br/contos/2940631

O primeiro é bem curtinho, já o segundo levará uns 10 minutos da sua atenção.
Deixe comentários, e se você tiver algum texto com a vibe de Halloween, me mande. Gostaria de ler suas idéias também.

Um super beijo a todos!



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Na rua, na chuva, na fazenda.



Não estou disposto
A esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal
Dizem que eu sou louco
Por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Prosa nossa.

“Esse sentimento de despertencimento me irrita.”
Gabriella Lima

“Ninguém sabia que ela estava sendo infeliz a ponto de precisar buscar a vida.”
Clarice Lispector

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.”
Oscar Wilde

- Saudade de você, véi.
- Eu sou inesquecível, eu sei.
- Saudades dos meus amigos em GV também.
- Eu sei.
- Estou meio revoltada aqui. Sei lá. Essa viagem mexeu comigo.
- No que?
- Em um monte de coisa. Minha visão sobre as pessoas, conceito de amizade, amores, romances e panz. Me deixou mais cética, fria, porém carente. Olha que merda! Quando eu acho que encontrei um grupo legal no qual realmente me identifiquei, eu tenho que estragar tudo. Sempre me engano.
- Amizades ai estão tensas?
- Acho que sim. Tenho Ego meio gigante às vezes e vou acabar sozinha assim. Porque lá no fundo eu me vejo como uma pessoa muito boa, e as outras pessoas me cansam, me entristecem e não me merecem, dai me isolo. As pessoas aqui não são tão confiáveis.
- Difícil serem, mas assim, não crie expectativas. As pessoas fazem merda. Nós fazemos.
- Se não fosse minha irmã aqui, acho que já teria ido embora. Ela é meu elo de fidelidade, fraternidade e só. Apesar dos pesares, estamos unidas... Estou cansada de gente interesseira, gente falsa, gente desligada, fria, cansada, sumida...
- Já falei, não crie expectativas. Ninguém é perfeito.
- Na minha cabeça eu sou e isso está me dando nós.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Morrer e renascer.

Phoenix

Aos poucos habituou-se ao novo estado, acostumou-se a respirar, a viver. Aos poucos foi envelhecendo dentro de si, abriu os olhos e novamente era uma estátua, não mais plástica, porém definida. Bem longe renascia a inquietação. À noite, entre os lençóis, um movimento qualquer ou um pensamento inesperado acordava-a para si mesma. Levemente surpreendida dilatava os olhos, percebia seu corpo mergulhado na confortável felicidade. Não sofria, mas onde estava?

Trecho de Perto do coração selvagem. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Hostels em Floripa - SC



Hoje eu tenho uma missão bem maneira e “perigosa” para fazer, pois como foi a minha primeira experiência sobre o assunto que trarei a seguir, posso receber críticas.
Sempre ouvi falar de Albergues/Hostels, mas só o que vejo na TV. Confesso que tive curiosidades em conhecer a “vibe” de como é dividir quartos com galera do mundo todo, porém tudo fica mais claro quando a gente passa de telespectador a ator da peça.
Tive oportunidade de me hospedar recentemente no Way2Go! Hostel em Floripa – SC, e como dizem por ai, “a primeira vez é sempre inesquecível”. E foi!
Não sei dizer se foi sorte ou se foi à competência da administradora por cuidar tão bem daquele casarão em que me senti em casa.
Fiz uma entrevista breve com Roberta Bolzani e achei digno de dividir com vocês a minha experiência, a dela, e aproveitar para deixar um convite a todos Introspectors!

Conta para gente Roberta, há quanto tempo existe este Hostel?
Roberta: O Way2Go foi fundado no dia 11 de fevereiro de 2010. Há três anos e meio praticamente.

E como foi criar este espaço?
Roberta: Foi bacana. Na verdade foi tudo muito rápido. Meu irmão comprou a casa no final de janeiro e nós tínhamos duas semanas para iniciarmos e ainda queríamos aproveitar aquele verão porque era a semana de carnaval, então a gente queria estar aberto na sexta-feira de carnaval para ver se conseguíamos um pessoal bacana, e aproveitamos esse público que não tinha reserva, que aparece do nada, então fizemos um precinho bacana para o pessoal que achávamos pelas ruas para eles ficarem, e foram assim nossos primeiros hóspedes.

E antes de administrar o Hostel, em que você trabalhava?
Roberta: Eu trabalhava no financeiro de uma empresa de engenharia há muitos anos atrás. Foi meu ultimo emprego aqui no Brasil. E não tinha nada a ver comigo, obviamente, ficar trancada num escritório com números e afins. Não era para mim. Então eu fui tentar a vida em Londres, e como eu não tinha um inglês muito bom, meu primeiro emprego foi como camareira. E foi ai que tudo começou. Eu comecei de baixo e fiz de tudo. Esse foi meu primeiro contato com hotelaria. Descobri minha paixão: receber pessoas.

Conta para nós como é a concorrência aqui? Por que assim, eu gostei muito de cara, até falei para você. Vou trazer gente aqui, vou indicar, porque esse seu jeito descolado de interagir com a galera faz com que a gente se sinta em casa e queira voltar sempre. Isso é um plus!
Roberta: Ah obrigada! Rs. Mas então, a concorrência tem crescido e muito. Quando abrimos em fevereiro de 2010, existiam sete antes da gente, e agora acho que são mais de quarenta. Assim, eu acho que diminui um pouco para nós, mas meu público sempre volta. 98% das pessoas que estiveram aqui e retornam a Florianópolis voltam para cá, então o difícil para mim é conquistar quem está vindo, é quem ainda não veio, é que não conhece o Way2go!, porque você fica perdido numa lista imensa de opções e você não sabe o que escolher às vezes. Eu vejo pessoas que estão abrindo Hostels em casas velhas, colocando um monte de cama lá dentro e fazendo a 10, 15 reais, dizendo que é Hostel. E isso me prejudica no sentido de que se você nunca foi a um Hostel,  você tem uma péssima primeira experiência,  e você fica lá, você não vai querer ficar mais em Albergues, porque vai achar que aquilo ali é um Hostel, mas não é. Contudo, aqueles que estão abrindo com qualidade, pagando funcionários, impostos, tudo certinho, eles vão fazer as coisas bem feitinhas e vão conquistar as pessoas. Então se você vai para um Hostel legal e na próxima vez que vier não houver vaga lá, você vai procurar um outro Hostel , mas se você já odiou o primeiro, você não vai querer mais ficar em Albergues, e isso me preocupa. Se eu pudesse fechar Hostels, eu fecharia aqueles que estão denegrindo a imagem da nossa classe, pois atrapalha quem quer trabalhar com qualidade. A gente quer oferecer o mesmo que um hotel oferece, a diferença é que você divide quarto e paga menos por isso, e você tem praticamente todos os mesmos serviços. A gente consegue vender passagens, ter serviços de limpeza, servir um café da manha gostoso. Nossa casa está reformada, com colchões novinhos, estamos reinvestindo nas camas, enfim, todo ano a gente faz um reinvestimento, uma pintura, limpeza é tudo!! Além do mais, há o quesito segurança, do qual muitos se esquecem. Todo Hostel deve ter alvará da vigilância sanitária, e alvará de bombeiros. Estamos regulares e temos todas as certificações. Nós genuinamente nos preocupamos não só com o bem-estar, mas também com a segurança daqueles que recebemos.

É por isso que as pessoas voltam!
Roberta: Exatamente. Porque Hostel é um meio de hospedagem simples e barato, mas com qualidade!!! Por isso que fico chateada com as pessoas que não trabalham direito, porque eu perco um hospede em potencial. Porque ele se hospeda em um lugar sujo, onde não há um serviço de recepção ou de atendimento decente. Ele fica jogado em uma casa enorme com mais de 500 pessoas sem nem ter o banheiro limpo. Ele nunca mais se hospedará em outro Hostel se aquela for sua primeira experiência.

Traumatiza, é verdade. Rs.
Roberta: Sim! Rs.

Você comentou que pensa em expandir os negócios. Conta para nós sobre a ideia da franquia.
Roberta: Assim, a gente teve muita sorte quando abrimos, mas não é fácil. E como a gente já está no mercado há algum tempo e entendemos mais ou menos o quê que o hospede quer, inclusive, no primeiro ano eu perguntava muito para as pessoas o que elas estavam achando, o que elas queriam. É claro que nunca vamos conseguir agradar todo mundo, mas a gente entende mais ou menos o que eles procuram, e é isso que queremos oferecer. Às vezes uma pessoa paga cinco reais a mais para ter um lençol como o nosso, que é um percal 180, 200, que está limpinho, cheiroso, está passado, bonitinho, enfim, é um conforto por um pouco mais, e tem gente que paga mais barato mas não tem esse conforto, não tem café da manha, então a gente meio que aprendeu a fazer isso e queremos agora ajudar aos outros que querem abrir o seu próprio negocio.

E eles levariam o mesmo nome?
Roberta: Sim, levariam. E a gente vai dar todo o auxilio de marketing, o site seria junto com o nosso, as reservas são feitas pela central, a gente só encaminharia, quero dizer, a gente tem toda uma facilidade. Treinaríamos os funcionários, até mesmo o gerente, tudo no padrão Way2Go. Não queremos que usem só o uniforme. Seria uma qualidade padrão.

Uma curiosidade minha. Como você seleciona as pessoas que ficarão hospedadas aqui? Por que você pega os pedidos pelo site e você não sabe o perfil das pessoas. Pelo menos no meu quarto ali, eu fui abençoada com meninas de boa. A dona Carmen, a Laís, todas bem tranquilas. Parece que você tem um sexto sentido assim, sabe...
Roberta: Meu segredo é a Energia das pessoas! Ela funciona muito sabe e acho que as pessoas são encaminhadas para aonde elas devem ir. (Ilha da Magia, eu te amo). Eu acredito muito nisso. Quando é um Walk-in, pessoas que chegam aqui no balcão, se eu vejo que ela está com más intenções, eu digo que não tem vaga ou eu coloco um preço bem mais alto, porque eu não quero esse tipo de pessoa aqui. Eu trabalho por amor, e acho importante que as pessoas se sintam em casa, e eu sigo aquele pensamento de: se eu não dividiria o quarto com esta pessoa, eu também não quero que meus hospedes o façam. Não é a diária dela que vai me fazer mais rica ou mais pobre, eu prefiro que vocês (hóspedes) estejam bem, do que aceitar perfis assim. Por isso que depois das 23hrs se você não tem reserva, você não se hospeda. A não ser que você tenha reserva. Não há check-in após as 23hrs.

Quais são os desafios em administrar um Hostel?
Roberta: O desafio maior é tentar agradar o máximo de pessoas sendo que elas vêm de todo lugar do mundo e estão acostumadas com coisas muito diferentes. Às vezes você acha que vai agradar um, mas vai desagradar outro, é cultural, é gosto pessoal, cada um tem sua abordagem. Às vezes brinco com algumas pessoas, e tem outras pessoas que vão te olhar, tipo, “não gostei”, dai você tem que dar dois passinhos para trás sabe. Então o difícil é tentar agradar essas pessoas sem conhecê-las.

Para finalizar, deixe algum recado extra para que as pessoas possam conhecer melhor esse seu jeito “Way2Go!” lindo de ser.
Roberta: Olha, o pessoal deveria saber que Hostel não essa coisa do governo para desabrigados, tem muita gente que ainda chega com essa visão sabe. Way2Go! é uma casa que você esta alugando com amigos que você ainda não fez. A impressão é esta. Sabe quando você está numa viagem e aluga uma casa de férias? É isso que queremos. Que você venha para cá para fazer amigos surpresa porque é geralmente o que acontece. No final da semana, todo mundo já trocou facebook, trocou e-mails, e está todo mundo se encontrando em outros lugares.

É verdade. Fizemos isso lá no quarto em que estou.
Roberta: Pois é. É isso que queremos. Nunca tive problemas com roubo. Em quase quatro anos de funcionamento, tenho muito orgulho em dizer que NUNCA, ninguém teve nada furtado aqui. A galera é muito legal. Minha bolsa fica aqui, aberta, justamente por conta dessa seleção que eu faço. Claro que já encontrei alguns tropeços, mas o número de pessoas boas é bem maior. Então fica meu convite. Conheça um Hostel, mas que seja de qualidade viu? E se estiver na Ilha da Magia, venha hospedar-se conosco. Em nome da família Way2go! eu garanto que você vai pensar: Por que nunca fiquei em Hostel antes? Pousada e hotel, nunca mais!

Super sugestivo, não é?

Otávio.

"De profundis." Joana esperou que a ideia se tornasse mais clara, que subisse das névoas aquela bola brilhante e leve que era o germe de um pensamento. "De profundis". Sentia-o vacilar, quase perder o equilíbrio e mergulhar para sempre em águas desconhecidas. Ou senão, a momentos, afastar as nuvens e crescer trêmulo, quase emergir completamente... Depois o silêncio.

Trecho de Perto do coração selvagem.

Ler Clarice é quase um desafogamento. É perder o ar para saber como é respirar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Road



foto: Mirante de Florianópolis. Out/2013


ATENÇÃO: Ouça a música. Leia. Sinta.

Esse é o momento em que você deita apertando os olhos bem fortes tentando dissipar as lágrimas.
Xinga você mesmo em voz alta se contorcendo de dor. Uma dor espiritual.
Quem é você?
O que você espera das pessoas que conquista?
Como se sente depois de deixá-las?
Sou um fantoche triste. Incompleto.
Va-zio.
Eu te uso. Você me usa. Nós nos lascamos.
Você entra fácil. O difícil é a dor da saída.
Eu vi o adeus no seu olhar.
O que você viu no meu?
Sabe por que eu não tenho medo de voar? Porque se eu morresse voando, tudo isso que tenho sentido e passado, idas e vindas, teriam um final. Eu não estou conseguindo terminar nada. As coisas começam sozinhas, se alimentando de água. É por isso que a fome ainda persiste.
Eu não estou terminando as histórias. Estou pulando para outras.
Tudo errado.
Tudo trocado.
Vazio.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Feels like home.



Acordei cedinho e vi que era outubro.
Ele chegou fresquinho. Chuvoso.
Através da minha janela eu escutava os passarinhos cantando.
Eles também estavam felizes. Eu sei.
Aquela família naquele ninho tem sido meus fiéis vizinhos.
Oi. Acorda. Você está bem?
E o sorriso de anjo traz paz para selar esse mês pirim pimpim.
Frio, Gramado, dia das crianças, Halloween!

If you knew how lonely my life has been
And how long I've been so alone
If you knew how I wanted someone to come along
And change my life the way you've done

Chantal Kreviazuk. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

Nonsense se faz necessário

Comecei ontem a re-estudar Clarice para a discussão no Clube do livro "Café aux lettres", que será no final de outubro sobre o livro Perto do coração selvagem. Fiquei louca quando o título que sugeri foi sorteado, e de presente, as companheiras deixaram eu ser a patrona da vez.
Costumo ser ainda mais caprichosa e atenciosa quando o autor me seduz. Clarice me ganhou até mesmo antes deu conhecer seus textos. Como muitos de meus pensamentos são "nonsense", decifrar a autora para mim é prazerosíssimo e divertido. Rio muito com suas palavras.
Comentei com uma membra do grupo que antes do Clube se concretizar, eu queria mesmo era fazer um Clube de leitura da Clarice Lispector. Ponto. Mas aonde eu encontraria só amantes dela? 
Lendo o livro La cantatrice chauve de Eugène Ionesco na oficina de teatro do curso de francês, a gente se depara com os textos de Teatro Absurdo. Até então, você pensa naquele monte de palavras sem noção, desconexa, e inútil, mas como disse André Le Gall, biógrafo de Eugène Ionesco, "Não é porque não compreendemos uma coisa que ela é absurda".
As notas de nonsense, quando sustentadas ao longo de muitas páginas nos livros de Clarice, têm um efeito inquietante, hipnótico, porém é uma parte que existe dentro da gente que nós ignoramos, mas ela sempre esteve lá.
Nonsense se faz necessário.
Ler Clarice é dar importância às coisas que a gente deixa passar só porque achamos insignificantes.
Portanto, companheiras do Clube, e amantes de C.L, a dica que deixo para lê-la é: Leia!
Deixe ela entrar.
C'est tout.

Beijo no coração e bom sábado.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Sorriso de Monalisa


(Escutando Words get in the way - Jewel)

Sorriso esse que não me deixa mentir.
Sorriso com os lábios, outros com os olhos, e aquele com o coração.
Dessa vez esse não veio de lado e nem na contra-mão.
Amor, amizade, companheirismo, paixão.
Solidão, só que não!
Cumplicidade, carisma, risadas, palhaçadas.
Leitura acumulada, pensamentos a mil, mas a passagem já está traçada.
Com esses sorrisos ai, pode vir verão de Valadares, chuvinha de Gramado.
Porém meu coração está lindo e preparado!


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O clube do livro - Café aux lettres

Bom dia Leitores!
Estou muito contente pelo fato de finalmente ter conseguido montar um Clube do Livro.
Muitas pessoas já tiveram problemas em participar de Clubes que não consegue ir adiante por vários motivos, e um deles é a escolha dos membros e títulos.
É óbvio que as pessoas têm gostos diferentes, mesmo que sejam amigos, e é ai que está à questão.
Uma pergunta: Como foi que vocês escolheram os membros e os títulos? Contem para mim.
No nosso caso, a escolha dos participantes foi meio que natural. Já faz mais de um ano em que procuro amigos que compartilham o desejo da leitura seguida de discussão, e ao comentar com uma amiga do curso de francês, ela super topou. Nos dias seguintes, fiz uma reuniãozinha atoa em casa, e chamei mais duas amigas, e papo vai, papo vem, comentei sobre estar precisando de mais duas pessoas para fechar o clube, e foi instantâneo. Ou seja, não rolou pressão. As participantes estão no Clube porque gostam da ideia e consequentemente terão compromisso com as reuniões.
O próximo passo foi separar os temas no qual sugeri Filosofia, Psicologia, Literatura Nacional e Internacional. (Seu grupo deve escolher temas que vocês tenham habilidades e interesses em discursar). Depois cada uma escreveu um título de cada tema, no qual foi revelado ontem na Livraria Cultura. Sorteamos os livros e depois sorteamos um exemplar para cada uma ficar responsável pela apresentação principal no próximo encontro. A cada final de mês reuniremos para debatermos sobre os temas.
O que eu acho interessante em Clubes assim seja de Livro, Cinema, Poesia, Música, é o fator filosófico e pedagógico da coisa. Sim. Nesses encontros, existem diálogos em comuns, assuntos nos quais enobrecem a alma do ser humano, e nos alimentamos de palavras enriquecedoras, ideias inspiradoras e pessoas com pensamentos diferentes ou iguais aos nossos, começando pelo autor dos livros e terminando com cada membro do grupo. E a Pedagogia está acoplada no momento em que o responsável da leitura da vez preparará uma íntegra sobre o livro responsável e apresentará não só algo sobre o autor, mas como as mensagens ali escritas e curiosidades.
Bom, agora vou dividir com vocês a nossa listinha.

1º Perto do coração selvagem - Clarice Lispector (Gabriella Lima)

2º O palácio da meia noite - Carlos Ruiz Zafon (Karla Karine)

3º O mundo como vontade e representação - Arthur Schopenhauer (Roberta Carneiro)

4º Mentes inquietas - Ana Beatriz Barbosa Silva (Marcia Raulino)

Estamos todas muito ansiosas para ter a primeira discussão. Uma outra dica legal é vocês fazerem os encontros em lugares diferentes, seja na casa dos membros ou em lugares públicos, praças, livrarias.

Boa leitura!



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Facilidades a parte.

Por que é tão fácil gostar de você?


What'sApp também é cultura. Rs.
Boa semana para todos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Fazendo o Bozo?

Bom dia pessoal!
Vai ai uma crônica nova só para descontrair e alegrar as moças na TPM (?)

(Texto publicado no Recanto das Letras por G.L)

Éramos duas, naquele vestiário feminino E-NOR-ME do trabalho.
Lubylla é o apelido que carinhosamente minha amiga a colocou nela mesma.
- Lubs (apelido do apelido), estou sem blush. Há sé-cu-los! Só para frisar. Estou passando batom no rosto.
- Que flagelo Gabi. Como diz você mesma. Por que não comprou um ainda?
- Estou deprimida. Gastei o dinheiro naquele quiosque de fondue.
- Compra no cartão, ora bolas.
- Você vai pagar a fatura? Estou no vermelho, esqueceu?
- Ah!
- E não precisa me emprestar o seu. Tenho coisa com coisas dos outros.
- Ah, que nojenta você. Mas tudo bem. Fica com cara de Bozo então.
Dei um sorriso amarelo, ou melhor, vermelho de batom, e continuei improvisando.
Estava com pressa naquela manhã e com pouca “munição” na bolsinha de cosméticos. Depois que passei a base dois em um e fiz os olhos com delineador fazendo a “gatinha” que aprendi com o pessoal do TDM, fui fazer a “bozo”.
Não espalha, mas deu para enganar os leigos. Pelo menos ficou bem melhor do que estava aquelas bochechas cor amarelo patê.
Subi correndo para a recepção.
- Até que não está nada mal, amiga. Disse Lubylla.
Dei um beijo no ombro e abri um sorriso corado, dessa vez de verdade.
Me senti feliz por ser mulher e poder mascarar os maus momentos que nos assolam de vez em quando, com uma boa pintura, até mesmo improvisada.
Me perguntei o que Paolinha diria sobre o batom, e logo lembrei da Veruska. Novamente comecei a rir.
É, leitor... sorrir é um grande remédio! Disse uma vez uma grande escritora das Minas Gerais...

Texto dedicado a Suzana Barbi e Samira Youmans.

(TDM: Truques de Maquiagem de Paola Gavazzi)


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Love sucks



"Veneno demais perde o efeito".
E eu sempre encontro alguém para usar e depois deixar para trás.

(Esse post foi pra você. Depois aprendo a tocar e cantarei pra ti.)

domingo, 15 de setembro de 2013

Culpada

Vaguei pelo vale da sombra
Estava a sua procura
Fumaças me cegavam
Me deixando louca com tal fissura

Vozes diferentes por todo lugar
Eu começo a correr
Pensando em voz alta
O porquê de eu ter perdido você

Sentia gelada em lugar quente
Já estava escuro por lá
Estava perdendo as esperanças
De não conseguir mais te achar

Você tinha pedido minha mão
E insegura eu neguei
Agora tento me consertar
Do problema em que me enfiei

Me sinto culpada por
Ter te  deixado partir
Agora que já estou no vale
Não consigo mais sair

(reposting do site Recanto das Letras)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pensar positivo não é balela.

Eu comentei com uma amiga hoje sobre ter conseguido finalmente dormir, depois de uma leve crise de ansiedade, apenas com os passos de uma técnica de respiração que aprendi com o Nei Kung. Predispus-me a ensiná-la, mas alertei que além de treino, essa prática precisa de crença. Eu não me refiro em Deus ou divindades, mas em crê em si mesmo, no próprio pensamento positivo.
Sem mais nem menos, chegamos à Ciência Noética.
- A ciência explica o poder do pensamento.
- A ciência explica sim. Talvez não agora, mas explica.
- Vejamos.

 “Sua realidade atual ou sua vida atual é resultado dos pensamentos que você tem”. Rhonda Byrne.

“Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo”.
Norman Vicent Peale.

Poderia citar trocentos “quotes” de estudiosos a respeito do tal pensamento positivo, porém não estou aqui para convencer ninguém a nada. Sou uma pessoa muito curiosa e crente. Sim. Eu tenho fé, e isso é um dom. Tenho aprendido aos poucos, e algumas vezes na marra, que além de não estarmos sozinhos de tudo, a gente tem uma mente poderosíssima. Vivo brincando de fabricar sentimentos apenas com pensamentos. (Você que está me lendo escondida sabe do que estou falando).
Recentemente terminei de ler o livro de Dan Brown, chamado O símbolo perdido, e foi ai que conheci a Ciência Noética. Apesar de o autor escrever ficção, ele cita muitas organizações existentes e sérias, incluindo nela o Instituto de Ciências Noéticas que fica nos EUA. Apesar desta ciência ainda estar à frente do nosso tempo, a mesma não é novidade. Grandes mestres e sábios já usavam dos benefícios do “fabricar” pensamentos, positivos ou até mesmo negativos, e se beneficiar dele, mas eles não estudavam sobre, e nem faziam pesquisas na época. Hoje, há milhares de relatos de pessoas que manipulam os pensamentos para o bem estar, e que até obtiveram cura em algum momento de sua vida.
O escritor Michael Losier ilustra com um clássico exemplo: se você acordar mal-humorado, der uma topada na cama, queimar a torrada e não controlar a raiva, irá vibrar negativamente e atrairá vários problemas para o seu dia. Quem nunca passou por algo do tipo? Inclusive me recordo de um fato no meu antigo trabalho, quando tivemos problemas nos caixas de todos os turnos por uma semana. A recepção estava tão tensa, preocupada e negativa, que eu sozinha não dava conta de sessar aquela onda de “azar”. Quando escrevi uma carta para eles, agradecendo pelo trabalho em equipe, e confiante de que as coisas com o financeiro iriam melhorar, o pensamento geral começou a mudar o foco. Só assim consegui concluir tudo. Portanto, ao acordar com o pé esquerdo, ria do fato. Não foque no tropeço.
Hoje, deixarei como dever de casa a reflexão sobre este assunto, e mesmo que você seja orgulhoso, faça um teste. Comece a mudar os pensamentos e inverte-os para o lado positivo. Mas lembre-se de que você precisará de treino e paciência.

Volte aqui Gabi! E o truque para respirar melhor e sessar a ansiedade?
Ah sim!
A técnica é simples. Você precisa de três coisas: Uma calma e profunda respiração abdominal, concentração nos batimentos cardíacos e limpar a mente. Como assim limpar a mente?
Pense no branco! Se ficar difícil, foque só na respiração calma e na sua pulsação. Comece a fazer isso sempre antes de dormir. Treine toda noite. Quando vier alguma crise de ansiedade ou pânico leve, você consegue aplicar isso e fazer com que funcione. Me lembro uma vez de ter tido crise dentro da biblioteca, eu abaixei a cabeça e comecei a rezar. Brincadeira. Apliquei a técnica e quando menos esperei, aquela onda de afobação passou. Vale a pena.
Fica a dica!


Fontes: