terça-feira, 31 de março de 2009

Trinta de março


Acordei com náuseas, mas antes, tive uma péssima noite de sono.
Como pode as pessoas serem tão hostis?
É uma disputando atenção com a outra, numa guerra infinita.
Uma vez, não tanto tempo atrás, ouvi um rapaz falando que adorava brincar com seu cão. Ele o instigava a irritar-se próprio, para finalmente analisar sua reação sobre certas coisas.
Achei um tanto bizarro, mas o garoto lá tinha seus motivos.
A vida humana não passa de um sonho.
Ouvi isso da boca de Werther e foi aí que percebi então que minha vida não passava de um pesadelo.
E ele ainda abordou que as crianças não sabem a razão daquilo que desejam, e nós adultos estamos caminhando vacilantes para essa infantilidade, nos deixando ser governados por sentimentos confusos e muito das vezes baratos.
Feliz era minha bisavó, que quietinha em sua cadeira de balanço, tecia roupas e mantilhas para seus filhos e nada mais tinha com que se preocupar, afinal, seu papel era o de criar suas crianças e por ordem na casa.
Hoje ainda queremos governar, mas de uma maneira manipuladora ou monárquica.
Malditos seres humanos, que ao invés de melhorarem, só tendem a se auto mutilarem.
Eu é que não quero estar aqui amanha.

Athena Tolbiac

sábado, 28 de março de 2009

GABRIELLA GILMOE


Como Gabriella Gilmore se definiria?

Uma vez perguntaram-me se eu era manhã, tarde ou noite? Fiquei sem respostas.
Perguntaram-me se eu era sol ou chuva? Essa eu afirmei com convicção: Chuva!
Quiseram saber quem me inspirava no decorrer do dia e eu encontrei milhões de respostas e uma delas seria você: O homem, a mulher, o animalzinho de estimação do meu sobrinho, o ser vivo!
Continuando o questionário veio a próxima pergunta:
-Aos amigos os risos e mais o quê?
Eu disse: Uma palavra doce.
-Aos amantes os beijos e mais o quê?
Eu respondi: A saudade.
Procuraram saber como eu definia minha vida e eu simplesmente respondi: Minha vida é uma arte. Faço malabarismos praticamente todos os dias para não perder o controle.
Perguntaram qual era a emoção que me fazia vibrar e eu apenas falei uma palavra: A paixão.
E engraçado que esta resposta é exatamente a mesma para a ultima pergunta: Qual era a emoção me fazia chorar.
Tenho descoberto todos os dias que vivo apaixonada, mesmo as vezes indo em conflito com essas paixões, porque em sua etimologia, significa mesmo sofrimento. Mas me consolo relembrando que são em supostas dores que brotam o mais sincero poema, a mais sincera crítica.
Falar de mim, ao mesmo tempo que acho fácil, acho também complicado, porque soa suspeito.
As pessoas podem me encontrar no meio dos personagens ou situações que crio, mas nunca saberão ao certo se aquilo foi fictício ou real, afinal, como tenho escutado bastante por ai: Sou apenas uma contadora de historias.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pequeno príncipe



Papo da raposa com o pequeno príncipe.

- Que quer dizer cativar? Perguntou o pequeno.
- Significa criar laços.

(...)

- Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. Disse a raposa. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
(...) A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! Exclamou ela.
- O que é preciso fazer? Perguntou o príncipe curioso.
- É preciso ser paciente.
(...)
Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornarás eternamente responsável por aquilo que cativas. Finalizou ela.

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Esse vai para você (L)
-tu tu tu tu tu (chamou ontem até cair)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um trecho de Fausto - Goethe


(Fausto folheia o livro impaciente e observa o sinal do Gênio do Universo)

Que eflúvio distribuis pelo meu corpo exangue!
Tu, Espírito da Terra, aqui de mim tão perto;
Sinto que as forças nascem em franco desconcerto,
Como se um novo vinho escaldasse o meu sangue.
Dá-me força a, no mundo, em louca ansiedade
Trilhar muitos caminhos e a felicidade
Buscar sozinho em meio a tanta tempestade;
Nem temer do naufrágio a mor calamidade!
Há sombras a bailar nervosas em redor.
Da lua, a luz aos poucos lenta desvanece,
Da lâmpada o clarão enfim desaparece,
Fumega tudo em volta! E rubros raios fulgem
Em redor da cabeça! E impiedoso sopra
Do alto um calafrio,
Que me domina e envolve!
Eu sinto, paira em torno o invocado Espírito!
Revela-te! Revela-te!
Ah! Meu coração aflito!
Por novas emoções
Todos os meus sentidos vibram em convulsões!
Meu coração se entrega... é teu, visão perdida,
Surge, surge, embora eu perca a minha vida!

Fausto Werther de J.W. Goethe

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POST dedicado a Isabella (Bel)

terça-feira, 24 de março de 2009

Um poetrix


PAIN IN MY STOMACH
LONGING TO SEE YOU
FLASH LOVE

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Estou começando a ficar vazia...
E escutar coisas que você jamais gostaria de ouvir, ajuda bastante.

sábado, 21 de março de 2009

Resenha - Morro dos ventos uivantes


Morro dos ventos uivantes – Resenha

Considerado um dos clássicos da literatura inglesa, Wuthering heights (Morro dos ventos uivantes) de Emily Brontë, faz jus ao título.
Nesta novela narrada por duas pessoas, (o Sr. Lockwood, o futuro inquilino de Heathcliff e a ama Ellen Dean, que assume a narrativa no decorrer da trama, ao relatar ao locatário todo o drama vivido naquelas terras).
Tudo começa quando Sr. Earnshaw traz um menino de rua como “presente” para sua filha Catherine, ao voltar de sua viagem a Liverpool.
Como o Senhor estava se afeiçoando mais ao seu filho adotivo do que seu legítimo Hindley, faz com que o adolescente gere um ciúme e revolta excessiva, descontando tudo depois com o falecimento dos pais.
Heathcliff e Catherine cresceram juntos, se amando e até mesmo respeitando o temperamento difícil de ambos, afinal, Catherine era muito ativa, espontânea e dual, algo que mais adiante foi motivo para prejudicar na relação entre eles. Porém Heathcliff era mais calado, sombrio e vingativo. Aproveitou muito da confiança de seu pai, para assim fazer chantagens a Hindley. Prova disso foi o ódio que ele cultivava do irmão emprestado.
Em uma de suas andanças pelos arredores de Wuthering heights, o casal resolve chegar próximo à casa dos Lintons. Na fuga de volta para casa, Catherine se machuca e logo é resgatada pelos empregados dos Lintons e levando-a para casa, resolvem tratar de seu ferimento.
Heathcliff retorna ao Morro e avisa do acontecido.
Passam-se umas semanas, ela volta mais polida e educada e ali encontra seu amigo sujo e ainda mais amargurado, afinal, ela o abandonou sem mandar um recado.
Com o decorrer dos dias, Catherine foi ficando mais íntima dos irmãos Edgar e Isabella Linton e acaba aceitando seu pedido de casamento.
Ao contar a novidade para sua ama Ellen Dean, ela confessa seu amor eterno por Heathcliff, falando que ele é mais ela do que ela mesma. Que não sabe do que são feitas as almas, mas tem a convicção de que ambas são iguais, mas que se casando com Heathcliff, seria o mesmo que se degradar e ela casando com Linton poderia de alguma forma ajuda-lo.
Mal sabia ela o caos que estava fazendo a enganar o próprio coração.
Em algumas vezes na trama você quer sufocar Catherine por não ter escutado a voz interna e por ter se casado com Edgar por vaidade.
Outras vezes você quer estrangular Heathcliff por ser tão amargo e vingativo, pois foi levando adiante uma vingança lenta e fria, sacrificando até mesmo a segunda geração.
O interessantíssimo da história, é que é quase impossível você julgar ou tentar achar um culpado por toda aquela desgraça amorosa. E ainda acredito que este foi a grande chave de todo o sucesso da autora Emily, afinal, seus primeiros escritos foram recusados por várias editoras.
Eu ficaria aqui horas relatando os pontos marcantes, não só na história, mas como também da trajetória de vida da autora, que morreu aos 30 anos, sem mesmo ter se casado, mas que conseguiu relatar um amor tão bonito, tão profundo, mesmo que reprimido.
E a mensagem que ela quer nos deixar é para que não silenciemos nossos corações, porque amor é como um sopro de vida, e só acontece uma vez, se você finge não escutar, desfalece aos poucos, e as conseqüências são lentas, porém por demais dolorosas.

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Texto também postado no Recanto das letras
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/1498902

quinta-feira, 19 de março de 2009

A vida? Família? Amigos? Escola!


A vida é uma eterna escola
Por Gabriella Corrêa Lima 28/08/07

Descobri que a humanidade está adoecendo.
Que crianças já crescem estressadas e materialistas.
Pessoas que se ferem por inveja, destruindo a si mesmas e a todos os que vivem ao seu redor.
Pessoas que agem o tempo todo se fazendo de coitados nunca conseguirão respeito. No máximo, um olhar de pena.
Aprendi que quanto mais culto você tenta ser, mais ignorância e fraqueza demonstra.
Descobri que a hipocrisia mora ao lado e que ela existe por falta de conhecimento, mas que pode ser quebrada com a humildade e tolerância.
Descobri que a mais doce pessoa pode esconder o mais puro veneno. A venenosa pode estar querendo ser aceita como é e estar disposta a mudar. E algumas que são doces podem nos causar náuseas.
Mas aprendi que a maior sabedoria é saber ouvir e enxergar com os olhos do coração a verdade interior de cada ser.
Descobri que o auto-entendimento e a autocrítica nos faz uma pessoa mais pacifista.
Aprendi, também, que o tempero do ser humano quase perfeito consiste em ser crítico, analítico e racional e que a maior desgraça dele é achar que sabe tudo, sendo que não sabe quase nada.
Descobri que o calado vence, que a dissensão gera dissensão e que a oração dos sábios é o silêncio.
Aprendi que “as guerras, a discriminação, as disputas comerciais predatórias e o terrorismo são frutos da autodestruição de uma espécie que não conhece o funcionamento da sua mente e não honra a arte de pensar.” (Cury 2004)
Descobri que as escolas têm criado robôs e que têm podado o raciocínio “ilógico” dos alunos, sendo que foi num erro que Einstein virou um gênio.
Descobri que as pessoas têm sede de aprender mais sobre a vida, que preferem as aulas na prática do que as horas intermináveis de aulas mecanizadas.
Aprendi que impor idéias gera desavenças, e que expor idéias gera mentes abertas. Descobri que as pessoas mentem porque temem a veracidade da verdade e mentem duas vezes, para si e também para outros. Aprendi o valor da compreensão. Que ela te dá forças para renascer das cinzas, e não há nada melhor quando há alguém que acredita em você, que sonha com você.
Aprendi a entender que nossos pais não nos deram tudo o que queríamos, mas nos deram tudo o que puderam nos dar.
Aprendi a suportar os “nãos” deles, pois os “nãos” de quem nos ama irá nos preparar para os “nãos” da vida.
Descobri que os fracos condenam e julgam, mas os fortes perdoam e compreendem.
Descobri que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, com cada erro assumido, com cada experiência vivida, e que da mesma forma que Deus não desistiu de mim, não desistirei de lutar para humanizar as pessoas ao meu redor, porque enquanto uns pensam que o futuro só tende a piorar, acredito que melhorando o meu mundo, posso refletir isso nas pessoas que convivem comigo.
Passe adiante.
Meus sinceros votos de felicidade.

quarta-feira, 18 de março de 2009

JULIETA


Julieta

Eu sempre soube, desde a primeira vez que meu coração bateu ao ver-te, que nosso amor seria contra tudo, e talvez a todos, mesmo você não se preocupando com opiniões alheias, sempre tentei te preservar.
É curioso como não tenho pensado em outra coisa a não ser nessa ânsia que me tem tomado no peito, em querer ver-te, mesmo através de um vidro blindado.
Queria te sentir, pegar em teu rosto e olhar de perto essa menina que quando está triste, se isola.
Ainda guardo aquelas cartas com as mais belas poesias e juras tímidas de amor.
Ainda guardo aquela promessa de nos encontrarmos ao por do sol, onde poderei cantar-te uma música, aquela na qual soprastes aos meus ouvidos numa tarde de domingo.
Oh! Julieta! Que conseguiu resgatar meu coração, que a tão pouco estava perdido!
Oh! Como te amo! Mesmo que por palavras vindas de uma imaginação!
Quero ter-te por perto...
Hoje tive mais um devaneio, um medo de entregar-te minh’alma e desfalecer até mesmo antes de tudo isso acontecer.
Não consigo gostar-te pouco e isso é tão intenso que me desola, pois sei que estás léguas de mim e conter-me faz com que eu exploda intimamente e perca o juízo.
Não posso evitar em me lembrar dos poucos momentos que senti que tu me pertenceste e és por este motivo que escrevo pedaços de você, pedaços de mim, na tentativa de juntar-nos em textos, pois a minha mente já faz cheia de um VOCÊ, de um NÓS.
E onde eu puder gravar este amor, estarei fazendo, pois me reprimir não far-me-ia nem um pouco romântico, nem um pouco Romeu.

Com amor,
R.

Por Gabriella Lima

quinta-feira, 12 de março de 2009

MALDITA LEI DE MURPHY

Crônica também postada no recanto das letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1483317




Maldita lei de Murphy


Na quinta à noite, Jucimara dormira pensando no dia seguinte, já que ela iria perder sua hora de almoço para resolver o pepino do cartão de crédito que não havia chegado.
Tranqüila em seu trabalho, ainda executando suas tarefas matinais, chega seu patrão todo apavorado falando que ele havia esquecido de juntar as contas do mês para efetuar os pagamentos.
- Ixi Jucimara, você vai ter que perder seu horário de almoço porque tem essas contas pra acertar e um depósito para fazer.
- Ah tudo bem!
- Se a Clara estivesse aqui você poderia ir depois do seu almoço, mas hoje não posso ficar aqui para te aguardar porque estou resolvendo umas coisas no escritório do Valter.
Tranqüila sobre aquele contratempo e já imaginando que iria ter que adiar suas coisas pessoais para próxima semana, ela sai tranqüila para revolver as coisas do chefe, afinal, não era todo dia que acontecia aquilo.
Precisava passar antes de tudo na contabilidade, para calcularem os acréscimos do FGTS, pois estava atrasado. Chegando lá, ela viu que estavam para o horário de almoço. Maravilha! Comecei bem. Pensou consigo.
Continuou a jornada para o banco onde iria sacar o cheque para assim pagar as contas.
Ai que beleza! A fila está pequena. Disse pra si mesma.
Bem, pequena em vista das 40 pessoas que ela estava acostumada em ver na sua frente.
Chegando a sua vez, ela simpática cumprimenta a atendente e passa o cheque.
- Mas há uma rasura aqui.
- Mas é só um borrisquinho bobo na data moça.
- Infelizmente não posso aceitar porque isso geraria complicações no futuro.
- Ma ma massss moçaaaaaa. Peraí que vou ligar pro meu chef.
Jucimara ligou e Sr Satto iria mandar o office boy trazer outro cheque.
- Eu posso furar a fila quando o rapaz trouxer o cheque corrigido?
- Olha, se a fila não estiver muito cheia posso ver isso pra senhora.
Murmurou um [Senhora o cacete] e desceu para aguardar o rapaz que por ventura demorou meia hora.
Subiu esbaforida e por sorte só havia uma pessoa a sua frente.
Resolveu seu problema numero um, depois iria a outro banco fazer o depósito.
Chegou cruzando os dedos para que não houvesse fila, mas nem adiantou.
- Prontinho, seu depósito foi feito. Disse o rapaz do caixa.
- Gente, devia existir um caixa só de depósito p*** que p****. Fiquei aqui esse tempão para algo tão besta.. Ahhh que coisa. OBRIGADA assim mesmo.
Saiu correndo para enfrentar outra filinha básica, o da lotérica.
Daria tudo por um pedaço desse picolé. Pensou olhando a criancinha no colo da senhora, que também aguardava na fila.
Sabe de uma coisa? Ela se perguntou. Quando eu sair daqui, por desaforo vou ir ao Bank para resolver MEU problema, que se dane o chefe esperando.
Saindo da lotérica, acaba torcendo o pé esquerdo por conta da pressa e do tamanco que usava, afinal, não sabia que faria essa maratona infernal de bancos.

Mas que &*$#@ mêo, já to começando a acreditar na tal lei de Murphy. Dessa vez seu murmúrio foi audível. Desculpou-se com quem passava e seguiu viagem para o Bank.
Teve que pegar uma senha ridícula para falar com o gerente de desbloqueio de cartões. Chegando sua vez, o rapaz falou que ela teria que ir ao caixa para buscar o cartão, pois estava lá. ( O correio havia passado em sua residência três vezes mas não havia ninguém).
Jucimara, coitada, já não agüentava mais esperar, ainda mais com o pé torcido.
“Olha! Uma vaga no banco de idoso! Vou sentar lá enquanto não chega ninguém.” Pensou enquanto já se caminhava para tomar posse do lugar, mas um velhinho chegou antes.
Palhaçada. Falou nervosa em seu íntimo.
Voltou pra fila e foi falar mal do atendimento do banco.
Viu um oficial da polícia furando fila.
- Mas genteeeee que absurdo!!! Viu só aquilo?
- Ele já estava na fila. Falou uma moça que estava perto.
- Eu sei, mas ainda faltavam umas sete pessoas. Mêo, vou descer para sentar lá embaixo porque não agüento mais de dor. Você segura meu lugar?
- Claro, vai lá! Respondeu a moça gentilmente.
Oh belezinha! Por que não existem bancos lá também? Que coisa!!!
Ansiosa com medo de perder a vaga lá em cima, ela acaba voltando.
Nisso o oficial veio falando com umas pessoas que estavam na fila:
- Gente, não furei a fila porque estou fardado não. Já havia 25 minutos que eu aguardava para ser atendido e fui lá atrás dos meus direitos... Vocês devem saber da lei e podem recorrer a ela sim viu? E DEVEM.
- AHAMMMMM. Cochichou um.
- Mas se todos resolverem RE-COR-RER dos direitos isso vira baderna. Retrucou um jovem.
Jucimara calada e só ouvindo, preferiu engolir o que estava pensando para não render assunto, afinal, só faltavam quatro pessoas em sua frente.
Quando chegou a sua vez, a coisa foi tão rápida que ela teve que brigar com o atendente.
- Olha, sei que você não irá fazer nada sobre isso que vou falar, mas francamente, seria muuuuito simples se tivesse uma fila, uma mísera fila, tipo esses caixas rápida, saca? Porque gastei nada mais nada menos do que duas terríveis horas para ficar apenas dois minutos olhando você pegando o cartão que devia ter sido entregue na minha casa.
- Mas senhora...
Interrompido, Jucimara continua seu sermão.
- Senhora está no céu. E eu sei que o correio esteve em minha residência, mas estou jogando pra fora as dores do pé e a fúria de outras pessoas que também concordam comigo sobre um caixa rápido. Alias, tem muita gente precisando de emprego, não acha? Enfim, muito obrigada.
E saiu aliviada do banco, porém pensativa.
Se um dia essa tal lei de Murphy me pegar, eu me mato! Imaginou-se pensando.
Afinal, eram apenas pensamentos de uma quinta à noite.

Lima_gabriella@hotmail.com

terça-feira, 10 de março de 2009

Frase


"...que me dê alguém não para trocar solidão e dividir tristezas, mas para me adir quando eu finalmente entender o seu sentido e puder repartir sem me subtrair..." T.Bernardo

Lendo uma crônica desse mocinho ai, extraí esta frase perfeita.

Sem muito o que comentar, desejo uma boa noite a todos!
=***

sexta-feira, 6 de março de 2009

A CABANA - Resenha


“Se você deseja que alguém conheça o perdão, o presenteie com: A cabana – The shack”
- Gabriella Lima

“Será que liberdade significa que você tem permissão para fazer o que quer?
.... Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influencias sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados – ela suspirou – o que é de fato liberdade?”
- A cabana

Se William P. Young estava relatando uma história real, não podemos ter certeza, mas que ela nos comove aos poucos e nos passa uma lição, isso pode ter acreditar..
Nesta narração, William contará a vida de seu amigo Mack, que ao perder sua filhinha, sua vida dá uma parada durante quatro anos, até ele receber um bilhete de Deus, o convidando a voltar à cabana para uma conversa.
Se algum dia você se questionou com Deus sobre assuntos como: a morte de inocentes, falta de amor, compreensão, por que acontecem coisas ruins a pessoas boas, prepara-se para acertar as contas com Ele também.
Nesse relato, ele fala sobre uma passagem pela morte sem dor. Confortando assim os que ficam na terra, pois muitos ficam tristes não só pela perda, mas pelo possível assombramento e aflição quando aquele que esta partindo sofre.
Fala também do propósito que cada acontecimento tem em nossas vidas e que sua intenção é sempre o crescimento. Se soubermos usar isto, teremos uma tendência em sermos melhores.
A cabana te faz chorar de raiva algumas vezes, mas depois essas lágrimas voltam com outro gosto, o da alegria.
O mostra também que perder alguém nem sempre significa “perder” e sim ganhar algo.

Pagina 168

- ....é isso que significa ser cristão? Pergunta Mack.
- Quem disse alguma coisa sobre ser cristão? Eu não sou cristão... Responde Deus.

“Uma heresia comum entre nós humanos, porém saudável (?)” G. Lima

Mesmo pecando algumas vezes na objetividade das cenas, A cabana é uma excelente opção de leitura que você só tem a acrescentar em sua vida.
Faça parte desta experiência você também!
A história esta prestes a ganhar adaptação para o cinema e quanto maior numero de pessoas tomarem conhecimento sobre A cabana, mais rápido estará nas telinhas.


Resenha postada no recanto das letras
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/1472082

quarta-feira, 4 de março de 2009

Júlio Cézar - Arte core



Exatamente no horário marcado, chega Júlio, todo tímido, com sua pastinha de desenhos debaixo dos braços, para um bate papo descontraído no shopping.
Um rapaz inteligente e agradável, que tem não só, o apoio da família, mas como uma grande e pequena fã, a sua fofíssima namorada Maffa.
Nessa pequena entrevista, Júlio Cezar, que já tem definido o nome da sua futura marca, Arte core, nos conta como surgiu essa vontade de colorir seus pensamentos, de retratar emoções e dar vida ao preto e branco de seus esboços.
(A foto acima relata o que presenciei em pequenas agradáveis horas, com essas duas crianças que já tem comportamento de gente grande).

1. Me conta como surgiu essa coisa com o desenho.
Bom, como a maioria das crianças rsrs eu sempre assistia muito desenho animado, na época era cavaleiro dos zodíacos e os imortais como Pica-pau, Pernalonga, Tom & Jerry e por aí vai ... Ainda quando eu estava no jardim colegial, comecei a fazer alguns rabiscos influenciado pelos desenhos animados ( confesso que ainda sou viciado em assistir desenhos rs)... Mas, além disso, eu gostava de escrever algumas historinhas e ilustra-las, a vida escolar também teve grande influencia...

2. Tem alguém na família que desenha ou é artista plástico?
Bom, eu me lembro que quando era criança, meu pai pintava alguns quadros pra se distrair, ele gostava de retratar lugares e coisas, que de certo modo, faziam parte da sua vida, além disso ele fazia alguns bicos como pintor de placas cartazes e letreiros fora da profissão de professor... E minha mãe é uma ótima artesã, trabalha com coisas da natureza, arranjos, cestos, bordados, entre outros... Uma boa parte da minha família tem algum dom artesanal.

3. Você tem algum outro trabalho, algum fixo?
Já trabalhei em inúmeras coisas, nada muito grandioso rs, mas comecei a trabalhar de verdade com 15 anos de idade como office-boy... ja passei por varias empresas mas nunca fazendo o que eu realmente gosto e sei fazer... Atualmente estou fazendo um cursinho de design & web e aguardando um estagio na área, estou desempregado e o pouco de grana que consigo é fazendo alguns bicos com ilustração e pintura comercial.

4. O que você acha do espaço da sua arte em Valadares?
Digamos que Valadares ainda tem muito que se desenvolver em certos pontos.
Pelos anos que venho me desenvolvendo aqui, percebo claramente que o Valadarense tem a mente muito fechada em certos aspectos culturais. Obviamente não são todos, mas na sua maioria não se interessam, não valorizam ou simplesmente são preconceituosos... Ainda existe muito daquela velha historia de arte marginalizada, "julgar o livro pela capa", sem saber que o nosso conteúdo pode ser muito valioso !

5. Vi o trabalho lindo que você fez na Praça do Horto. A prefeitura que te convidou? Como funciona a escolha do grafiteiro para usarem certos muros da cidade?
Bem, no caso do Graffiti no Horto, todos os grafiteiros foram convidados direto ou indiretamente pelo Alexandre (Sabão) que é um dos poucos que valoriza a arte underground em geral de G.V. com seus pequenos eventos. As tintas foram cedidas pela nova administração da prefeitura, no projeto de revitalização do Horto. Pra mim foi uma ótima parceria, povo e governo trabalhando em prol de melhorias a todos, não é todo dia que isso acontece!...
Sobre a escolha e o uso dos muros pra Graffiti na cidade, acontece como já é considerado normal por nós. Se o grafiteiros conseguem um espaço autorizado para expor sua arte ele faz com a maior vontade e alegria, mas caso ele não consiga esse espaço "legalizado" ele não deixa de fazer a sua arte. Na maioria das vezes é arte "ilegal" mesmo.

6. Sei que você tem uma banda de rock. Como você relaciona a música e o desenho?
Bom, pra mim musica tem sempre que expressar sentimentos, tanto para quem a faz quanto pra quem escuta, seja ela qual for, ódio, amor, paz, indignação, tristeza, alegria, não importa... Musica é sentimento, é vida do mesmo modo que qualquer arte.
Na minha banda atual (Shift-05) eu sou o compositor, e tanto nas musicas quanto em meus desenhos eu procuro retratar sempre o que eu estou sentindo, o que eu vivencio e como eu vejo as coisas. Muitas vezes a musica e o desenho são uma forma de desabafo ou de explosão de sentimentos, é a vida ou a falta dela, transformada em sons e imagens.

7. Como você definiria a sua arte?
Minha Arte é minha Vida.
Minha Vida está em minha Arte!...
A Vida é uma Arte e a Arte tem Vida própria!

8. Como surgem suas inspirações? Você é daquele artista que está a todo vapor todo o tempo ou não funciona sobre pressão?
Como eu disse, eu tenho minhas inspirações e não é sempre que estou de bem com os meus dons rsrs... Eu posso sim até funcionar sobre pressão, mais eu não gosto. Arte tem que ser livre e temos que ter certa liberdade para criá-la.
Se preciso, eu faço sim um trabalho por encomenda, totalmente ao gosto do cliente, garanto em caprichar e dar o meu máximo, mas se não tem nem um pouco do meu sentimento, aí deixa de ser arte ou trabalho artístico, para ser simplesmente trabalho.

9. Já pensou em fazer algum trabalho voluntário na sua cidade? Levando cores para crianças carentes ou com deficiência? Você sabe que pintura, música, teatro, tudo isso traz de volta tanto uma infância quanto coordenação motora, dependendo da pessoa, claro.
Sim, já pensei e até projetei isso, realmente falta colocar em pratica.
Desenvolver um trabalho com as crianças de baixa renda, ensinando as minhas técnicas de ilustração e graffiti, tenho certeza que teria um grande resultado em um todo! Obviamente precisaria de apoio financeiro para o projeto. Ainda pretendo coloca-lo em pratica.

10. Júlio em 10 anos... Como você se vê no futuro?
Mais velho. rsrsrsrsrrs
Mais falando serio, se tudo ocorrer como nos meus planos e sonhos,
eu me vejo muito bem casado, vou continuar com meus projetos musicais,
terei meu próprio negocio, um ateliê de ilustração em geral ou um estúdio de design gráfico, ambos abrangendo alguns projetos sociais,trabalhando pra mim mesmo e vivendo como eu quero.

CONTATOS:

E-mail: raciocinio_hxcx@hotmail.com

Cel:(033) 30836427 (033)99588912

Perfil do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=10193696114754293105

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=76716989

Deviantart: http://makelove-nowar.deviantart.com/
Onde contem uma galeria com seus desenhos e trabalhos de design.

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VISITEM MEU RECANTO PARA UM ARTIGO SOBRE O GRAFFITI
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1469690

terça-feira, 3 de março de 2009

Crônica - Uma neurose chamada TPM


É segunda-feira, inicio de mês, dia de ir ao banco para enfrentar aqueles metros de fila, ouvindo fofocas por todos os lados, daquelas pessoas que também esperam a sua vez.
Marta P. saiu desanimada e lenta de casa, já prevendo a longa espera no banco.
Pegou o livro “A cabana” e foi encarar aquele sol de quase 40º que ardia lá fora.
Comprou um trident (ela costuma mascar gomas quando sabe que vai ter um ataque de ansiedade) e entrou no refrescante banco. Pelo menos algo para animar em ficar horas na fila.
Murmurou um “Oh clima abençoado!” e foi para o segundo piso, onde ficam os caixas.
Chegando lá, sorriu abertamente para o segurança e se alegrou em ver apenas sete pessoas a sua frente.
Pegou mais outra goma de chiclete para comemorar.
Como a fila andou rápido, saiu contente e saltitante pela rua a fora e decidiu parar numa loja onde viu umas roupas atrativas.
“Estou precisando mesmo de peças novas”.
Olhou umas blusas, viu um vestido lindo na manequim e pediu a vendedora para trazer um para ela.
- Qual tamanho senhora?
Ela engoliu seco o “senhora”, pois ela tinha apenas 22 anos e respondeu baixinho:
- O maiorzinho que tiver.
Ela odiava pronunciar o tamanho G, mesmo sabendo que estava fora de forma.
Viu mais outras blusas, uma saia preta de bolinhas e quando a moça veio com o vestido, foi ao vestuário experimenta-lo.
A saia com a blusa tinha ficado jóia, mas o vestido?! Que horror!
Ela era super autocrítica, pena que não usava aquilo para fazer uma bela dieta, mas nossa amiga parecia feliz podendo comer sem restrições.
Ela olhava para o espelho, virava de lado, “quanto culote! Aff. Olha as celulites? Estão tão berrantes que se vê por entre o vestido” Sussurrava.
Tirou a roupa correndo e se encarou mais uma vez ao espelho.
“MELL DÈLLLS! Estou inchando. Santo do acarajé frio me ajuda!!!”
Trocou-se às pressas, jogou o vestido longe e foi pagar pelo conjuntinho de saia e blusa.
No caminho para casa, encontrou uma amiga e aproveitaram para conversar numa lanchonete próxima. Pediu apenas um suco gelado de limão com laranja e foi comentar do episodio da loja.
- Mas Kátia! Estou me sentindo pesada amiga. Inchada sabe?
- Olha Marta, às vezes temos mania de exagerar nos comentários para nos sentirmos melhores. Também sou assim. Mas não vejo essa mobby dick que você tanto fala não.
Se a amiga estava falando aquilo só para acalmar o animo de Marta, não se sabe, mas aquilo funcionou.
Pagou pelo suco e foi para casa.
Chegando lá, foi tomar uma ducha para se refrescar daquele calorão e viu que sua regra tinha chegado.
Olhou novamente para o espelho e viu aquelas espinhas que tinha espremido no dia anterior e falou consigo.
- Mulher quando está naqueles dias fica um horror e para piorar, neurótica.

Crônica também postada em:
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1466777

BOM DIA A TODOS!!!

domingo, 1 de março de 2009

CONEXÃO VIVO EM VALADARES - MG


Matéria tirada do jornal RIO DOCE

“O conexão Vivo 2009 abre amanhã (2) a fase de shows e oficinas culturais pelo País.
Valadares é a primeira das cinco cidades a receber a programação especial do projeto, que depois segue para São João del Rey, Urbelância, Montes Claros e Campinas.”

Até quem fim chegou algo bacana para Valadares na área cultural.
Se quiser da uma olhada no portal da Vivo, visite o site:

www.conexaovivo.com.br


Se você tem já seu perfil, me adicionem:

www.roxy.conexaovivo.com.br

Te vejo por ai.

- P.S – Filha, em Campinas vai ter hein? Dei pulo de alegria aqui por você. Trata de ficar de olho pra tu se cadastrar.

Beijos a todos.