segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Re-Introspectiva 2014

Balanço vital 2014

(Se você conviveu comigo em BSB vai querer ler isso)

Manias são manias e eu tenho essa de repensar o meu ano a cada final dele.
A minha virada deste ano foi na igreja, como há algum tempo eu não fazia.
Aproveitei para colocar em meu coração uma busca melhor às coisas de Deus, começando por ler o livro “Meditação da mulher” que minha mãe me deu. Já comentei dele aqui no blog.
Comecei esse ano desempregada, mas nunca sem esperança.
Eu estava ainda em Brasília, terra linda, de pessoas... complicadas. Cidade de clima agradável, de pessoas de clima frio.
Nesse mesmo mês consegui um emprego aparentemente promissor em um restaurante italiano. Como sempre, a desonestidade alheia me feriu a alma sensível, e o final do mesmo foi fechar as suas portas.
Há uma certeza no qual ninguém pode me tirar: Deus cobra tudo das pessoas que nos fazem de bobos.
Uma salvadora chamada Cinthya me resgatou e fui trabalhar numa agência super legal de eventos. Amei cada dia e cada colega. Só saí de lá porque recebi uma proposta salarial em outro local irrecusável, porém, posso dizer que foi a maior cilada que já passei em anos. A culpa foi minha por não ter usado o recurso “consulta” para ter saído do certo para o duvidoso.
Entrei neste resort cheia de sonhos. Até minha moto eu já estava programando comprar, quando do nada, injustamente e sem critérios, uma deusa que de santa nem o nome honra não tem nada. Me humilhou, me roubou os sonhos, foi desonesta com ela mesma antes de tudo quando me disse atrocidades para me convencer de que eu não estava no lugar certo, na função certa.
Dois meses depois ela já não estava mais lá no comando.
Não mexa com filhos de Deus, aquele com D maiúsculo, dona (d)eusa. How could you dare!
Esse choque foi o gatilho para eu juntar minhas malas e voltar para a cada do Pai, digamos assim, e ao lar da minha família que nunca deixaram de me amar e pensar em mim.
Hoje estou trabalhando numa loja, ganhando pouco, mas é como se o dinheiro não fosse tão importante mais, entende? Estou absurdamente feliz. Todo dia à noite vejo um rosto querido, todo final de semana eu saio. E quase todas as noites vou ali escutar louvores lindos de fazer a nossa alma se apaixonar por Este amor incrível que só Ele faz brotar dentro da gente.
Sinto falta sim de algumas colegas de trabalho lá do distrito. Erica que me deu um exemplo apaixonante de como ser uma líder de verdade. Sandra e Leni, que com suas vidas iluminadas me entendiam mesmo quando eu estava afastada do Pai, e nunca deixaram de acreditar em minha crença quieta em Jesus Cristo. A Paloma no qual fazíamos altas coreografias na recepção de um hotel 5 estrelas. Éramos demais!!! Mamãe, vem cá! A Samira e seu grande Lubylo. (Isso ficou tenso kkkkk), amo vocês de graça. Você foi minha amiga, colega de trabalho e vizinha, e que agora está linda lá no Canadá. Me leva pra morar ai xupxupee!!!
Nunca poderia me esquecer das meninas do apto 401. Dona Leah e Renata! Obrigada por ter me aceitado no apto quando eu mais precisei de aconchego. Sinto muita falta mesmo do Cruzeiro e do sossego que era viver com vocês. Nunca se esqueçam de que sempre que quiserem vir passear aqui, estamos de braços abertos, inclusive minha mãe vive falando de vocês. Meu eterno obrigada!
Quero agradecer a Jamila, de alguma forma ela que me trouxe mais perto da igreja, e a pergunta em que agora busco resposta é: Por quê que as pessoas NÃO acreditam em Deus?
Sou super grata a tia Karla Nika Kurylenko por ter estado presente até quando adoeci, e ela e o Vitão me socorreram. Saiba que você também tem uma casinha aqui na roça, tá? Anytime you want.
Não posso esquecer da Robertinha que me proporcionou uma das aventuras mais legais que já vivenciei. Um belo dia íamos para Gramado, mas algo deu errado. Ela não aceitou isso, e nos levou para Floripa. CIDADE MÁGICA!!! Obrigada Rô, por isso. I owe you!
Ao Igor bolinho lindo e fofo que foi o cara mais louco e chapa que já conheci. Cara, sou sua fã. Obrigada por toda correria que você fez por mim e por minha irmã. Serei eternamente grata. Deus te abençoe sempre.
Quero agradecer imensamente também a minha irmã Lula que me deu a oportunidade de ter vivenciado Brasília e suas ilusões, e por ter sido minha família quando estive ai. Te amo irmã!!
No mais, eu não vejo a hora de passar o natal com meu povo e a vigília aos pés do Pai, ouvindo os louvores que já estão sendo ensaiados. Deus nos abençoe e que nos prepare para mais um ano de batalha.
Minhas saudações a todos vocês!

Paz!

sábado, 29 de novembro de 2014

UMA NOTA (Falas de uma quase misantropa)



É incrível como o ser humano consegue ser tão podre! Às vezes eu gostaria de ter nascido bicho.
Não sei dizer se a culpa é minha por estudar demais sobre comportamento humano e as sociedades, de como realmente deveriam se portar, e a cada dia que passa, a misantropia (ver abaixo) anda tomando conta do meu ser.
Ontem quando estive com alguns amigos no shopping para uma prosa agradável e frutífera, comentei que achei o shopping cheio, e Arnaldo discordou. Mas para mim, um bolo a mais de pessoas aglomeradas tem me dado arrepios. Foi quando comentei a atual batalha que tenho travado comigo mesma em lidar com gente dissimulada, mentalmente fraca, estúpida e da fala horrorosamente pobre.
Adotei indiretamente em entrar muda e sair calada do ambiente de trabalho. Até porque, pessoas que falam demais trabalham “de” menos. Por ser uma pessoa que julgam honesta e sociável, (eu era mais sociável, acreditem), só levei porrada na cara quando morei em Brasília por três anos. Lá eu tive de frente com vários demônios empresariais. Foi incrível aquela aula intensiva. Aprendi sobre muitas faces de como elas podem ser horrendas, e que no final, a melhor opção é realmente não se envolver.
Pessoas que falam mal de outras pessoas com você também te apunhalam pelas costas.
Pessoas que te ensinam coisas erradas só para ver sua queda estão com os dias contados.
Pessoas que são engessadas porque são preguiçosas em ajudar quem precisa, e que vivem dizendo “Não é minha função” deveriam estar em casa desempregadas. (Ponto final)
Pessoas que vão para o local de trabalho para fazer amigos deveriam tomar tento.
Bla bla bla bla bla
Hoje, na mesa do café da manhã, minha mãe comentou de um evento comemorativo de 40 anos de casamento, e disse que a pessoa comentou que gostaria que eu estivesse presente no culto etc. Acontece que a gente sabe quando te tratam com carinho e quando te tratam com falsidade/pena/dissimulação/que seja. Eu sei, e você também sabe.
Minha mãe disse que devemos amar uns aos outros, e sim eu concordo com ela, mas não estou dizendo que não amo essas vidas, só não compartilho com elas a mesma falsidade. Esse é um dos erros dos bípedes. Se toleram por pouca coisa.
Voltando ao assunto trabalho, eu sou a favor sim do trabalho em equipe. Só não sou a favor da fofoca e afins em equipe. As pessoas precisam aprender sobre dignidade, trabalho duro, e honra ao ambiente que lhe proporciona o sustento pessoal de cada dia ou simplesmente caia fora. Ninguém é obrigado estar onde está.
“Ah, mas se eu ensinar ela vai crescer na empresa antes de mim”.
ERRADO!
O crescimento dentro de uma empresa é mérito próprio. E mesmo você passando todo o conteúdo que sabe para terceiros, há muito mais dentro do pacote “promoção”, e o caráter é um deles.
Resumo: As pessoas estão aonde merecem estar e não aonde gostariam.
Então faça sempre o seu melhor, sem passar por cima de outras pessoas. Seja humilde em reconhecer que falhou, peça desculpas, saiba pedir ajuda, seja honesta consigo mesma antes de tudo. E para finalizar, POR FAVOR, não coloque nome de Deus em vão!! Talvez isso justifique aonde você chegou.



Misantropia  é a aversão ao humano e sua natureza.
O termo Misantropia  tem origem grega ao unir os termos gregos ódio e homem. Ou seja, seu significado é ódio ao homem ou ódio ao ser humano. É utilizado para indicar as pessoas que vivem sozinhas em função desse sentimento ou para representar uma posição de desconfiança de um indivíduo para com a humanidade ou ainda indicar a tendência para antipatizar com as outras pessoas.

Os misantropos são os indivíduos que assumem essa aversão ao ser humano. Em geral, possuem antipatia pela humanidade e pelas sociedades, mesmo que tenham relações normais com família, amigos e cônjuges. Por isso, a Misantropia  não indica necessariamente atitudes extremas. O misantropo não vive afastado do mundo ou é um assassino que mata para eliminar seu objeto de ódio, é apenas um indivíduo reservado, acostumado a desconfiar de todos que se aproximam. De hábitos mais restritos, não gostam de muita agitação, preferem ficar em casa a participar de festas e sofrem de variações de humor abruptas. Normalmente, são perfeccionistas no que fazem, por isso acabam se destacando. Principalmente porque dedicam grande parte do tempo ao trabalho.

domingo, 16 de novembro de 2014


E se Deus fosse um de nós?
 

“A maior prova de que Deus existe é que Deus está vivo em cada um de nós.” – Bruna Mota

 
Boa tarde pessoal. O tema de hoje é um pouco delicado.
“Futebol e religião não se discute” sempre ouvimos falar, não é mesmo? Mas a própria palavra já diz: Discutir “Debater (um assunto) por meio de discussão.”. E é isso que faremos hoje: Debater.
Ano passado, eu teclava com um amigo de Minas sobre a teoria do Big Bang e a Evolução, foi quando ele me perguntou se eu era Criacionista. Eu disse que sim e pelo início da conversa achei que ele era Evolucionista. Porém, eu estava errada. Logo ele foi me falando que tanto a ciência quanto a religião se completam. Foi ai que ele declarou que acreditava tanto em Deus quanto na teoria de Darwin.
Deixei esse assunto “de lado” depois que terminamos a conversa, entretanto, duas semanas atrás quando eu peguei um livro na biblioteca para ler depois dessa ausência involuntária de leitura pela qual passei, eu posso dizer que não foi eu quem o escolhei, e sim ele a mim.
O livro se chamava “A linguagem de Deus”. O cientista Francis S.Collins, diretor do projeto Genoma apresenta evidências de que Ele existe.
O curioso é que eu nunca deixei de acreditar em Deus, mesmo convivendo com pessoas de religiões e culturas totalmente diferentes da minha, e a minha atual pergunta é, inclusive contrária do que sempre ouvimos: Por que NÃO acreditar no Deus de maravilhas? E desde então, venho estudando para tentar entender a mente dos ateus ou pseudo-ateus.
Aprendemos sobre espíritos, sobre Buda, sobre Deusa mãe, Vishnu, Thor (para os amantes do desenho animado rs)... Mas Deus só existe UM, deuses vários... E é sobre esse Deus, com “D” maiúsculo, é que me refiro no artigo de hoje.





Para leitura completa visite E se Deus fosse um de nós?

domingo, 2 de novembro de 2014

FUTURO IMPOSSÍVEL MARIDO



Futuro impossível marido.
Uma crônica de Gabriella Gilmore

Uma vez assistindo a um filme de Sandra Bullock, da Magia à sedução, me lembro de quando a sua personagem, ainda adolescente escreveu em seu diário o perfil de um futuro marido, com a intenção de fazê-lo impossível, pois ela não queria se apaixonar.
Entra ano e sai ano, eu também me decepcionei muito em relacionamentos, em sua maioria sem base. Na verdade eu me culpo por cada falha deles. Sim, me culpo sim, estando errada ou não.
Nesse resto de ano, decidi direcionar minha vida numa forma diferente. Agora não sou eu mais que tomo as rédeas.
Ontem à noite, quando meu cérebro me turbinou pensamentos, vozes, inquietações, eu anotei perfeitamente o perfil do meu futuro impossível marido.
Agora falando diretamente para você: Eu quero que entenda que me pedindo em casamento, você não só estará se casando comigo, mas sim com toda minha família, que por sinal é E-NOR-ME. Eu sou eles. Eles são o que sou. Barulhentos, amorosos, dramáticos, aconchegantes, engraçados. Ao pedir minha mão, tenha em mente que terá de pedir à minha mãe, a minha tia, minha prima e minha irmã. Se elas se sentem seguras com você, eu também sentirei. É algo espiritual, entende? Dizem que um bom filho será um bom marido. O mesmo acontece com nós filhas. Está mesmo disposto em encarar essa família do barulho?
Tenha em mente uma coisa muito importante: Eu sou péssima na cozinha. Como cresci muito independente, eu sei me alimentar, quero dizer, eu sei não passar fome. Uma bolacha com cafezinho é uma delícia. Eu não simpatizo com a cozinha, com o cozinhar, com preparar ou alimentar outrem. Essa sou eu! Infelizmente não consigo fazer algo que não me identifico. Isso pode mudar? Acho que sim... cansei de pagar língua.
Por outro lado, não gosto de casa suja e bagunçada. Lavo tudo que vejo sujo, limpo o banheiro, coloco as coisas no lugar, etc. Você cozinha, eu lavo. Combinado?
E filhos? Ixi, papo complicado.
Para começar, estou velha. E nos dias de hoje acho um pouco irresponsável da nossa parte gerar uma criança para deixa-la exposta à falta de água potável, falta de plantações e de frente com a 3ª guerra mundial. Psicose? Não sei. Mas se por ventura Deus quiser presentear o mundo com um cidadão iluminado, se ele for ela, se chamará Catarina. Ouviu? Mas deixa eu explicar por quê.
O nome Catarina além de ter um significado muito bonito, e de ter sido nome de mulheres guerreiras ao longo dos séculos, foi o nome da minha apaixonante avó. Eu não a conheci, mas tenho um apreço maravilhoso por ela, por sua história de vida, sua garra, espiritualidade, e amor. Acho que temos alguma ligação, porque mesmo eu nunca tê-la conhecido, eu já sonhei e já chorei de saudades dela. Se for um rapaz, sinta-se livre para nomeá-lo sabiamente.
Por último, e nem menos importante, você teria de aturar meu bipolarismo. Meus ex que não me deixam mentir: sou muito chata. Não tente me decifrar. Sou um mistério até para mim mesma.
Às vezes não quero ver ninguém, muito das vezes, na verdade. Pelo fato de eu ter me acostumado a uma solidão interna, eu necessito do meu momento autista. Sim, eu necessito. Para respeitar isso você precisaria entender.
Eu gostaria de ter quarto separados. É pedir muito?
No calor, odeio pegação. Odeio suar. Odeio ainda mais o suor alheio. Obrigada.
Sou estressada. Tenho mania de descontar a raiva do trabalho em quem convive comigo. No trabalho sou uma santa, mas em casa, pode ter medo.
No mais, eu tenho algumas qualidades, e é exatamente aquilo que as pessoas falam.

E ai, vai encarar?

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

UMA MESTIÇA NO VATICANO

Em ritmo de Halloween, segue abaixo uma prévia de um conto.
E se...?

Sinopse -     Uma mestiça no Vaticano

“Em nome do Pai, do filho, do espírito Santo. Deixe este corpo, pois a Deus ele pertence. Sou Jacob Petrovna e ordeno que saia!”
Assim começou o exorcismo de Shayla, filha de uma bruxa com um lobisomem já falecido, em 1666 num povoado em Sérvia.
Naquela época, ainda o cristianismo dominava e tentava acabar com a religião dos pagãos. Houve muitas inquisições e guerras, entre bruxos e cristãos. Mas o caso de Shayla foi extremamente inusitado, porque nunca houvera um caso de um servo das trevas (bruxo) ser assombrado por seres das mesmas trevas (demônios)
Havia uma força maligna dentro dela, algo indecifrável.
Podia-se ver insanidade e obscuridade  através de seus olhos.
“Que saia os anjos que habitam em mim. Expulsem os demônios que tentam me possuir.”
Foram as ultimas palavras que ela disse ao padre quando entrou em transe satânico profundo.
Ela transpirava ira, luxúria e gula.
Lágrimas de sangue era jorrado através de seus olhos.
Naquele dia, padre Petrovna percebeu o quão injusto foi a igreja por condenar os pagãos, sendo que eles não tinham feições maquiavélicas.
Já chegando a meia noite, Shayla foi despertando e caninos foram aparecendo em seus dentes e seus olhos que eram azuis, foram se transformando em gelo e ela começou a voar. Assim ela matou o padre e sua mãe e fugiu.
A única prova de seu exorcismo está preservado no templo mais sagrado da humanidade. E essa prova é a própria mestiça, Shayla. 
Se ela se mantém viva, não se sabe ao certo, mas nos dias atuais, tem ocorrido muitos seqüestros e pessoas desaparecidas, levando a aguçar nossos pensamentos e nos questionarmos se essas pessoas não são levadas como alimento da própria. E por quê a igreja não exterminou a vampira? Será que sua vida, seu sangue, tem servido para algo que também não sabemos? Esse é mais um mistério por detrás da religião. Ajude a clã das du Condreys a desvendar este mistério. A caça apenas começou. Mas agora será de igual para igual. 



Por Gabriella Corrêa Lima e Thiago Marlon

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Meninas do Clube



Já faz algumas semanas que tenho sentado a frente do computador tentando escrever algo aqui e no Clube.
Sem sucesso.
Me incomoda muito estar em falta com vocês.
Conversando hoje com as meninas do clubinho, em especial Bruna que foi a psicóloga do dia, me bateu uma vontade de escrever aqui para elas, minhas companheiras.
Quero deixar claro que todos os conselhos eu absorvi inteiramente, e algumas decisões  sérias e repentinas que foi para o meu bem, e tem sido mesmo uma terapia diária, foi devido ao último puxão de orelha de vocês.
Analisando por outro ângulo, esse susto súbito de largar um padrão de vida, de “sonhos”, e voltar às origens, não teria acontecido se não houvesse ocorrido esse choque de realidade. Deus não permite que as  coisas aconteçam sem um motivo. E hoje vejo que se não fosse aquilo, eu não estaria aqui para me ajudar e também ajudar os meus que estão precisando de mim.

Assistindo The Originals, eu pude me identificar com aquele elo que eles têm entre os irmãos. Que independente das diferenças, dos problemas, eles acabam se unindo em pró-comum: a família.
Meninas, quero agradecer por tudo e o mais importante: por não terem desistido de mim.
Tenho me esforçado sim para interagir com os textos e as leituras, mas uma parte de meu cérebro ainda está em marcha ré. Talvez eu não consiga explicar, mas eu, não estou muito eu... e eu só sei sentir...


Amo vocês!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LOCKDOWN



Uma vez escrevi no diário dos meninos que pessoas fortes também se deprimem.
Estou "lockdown" já faz uns meses, adiando aceitar que finalmente o meu lugar "especial" me adoeceu.
Por quatro meses achei que estava só estressada, fadigada, oprimida...
Percebi há pouco menos de 3 meses que as coisas que se passavam na minha mente e os choros inconstantes e perturbadores eram a serotonina do meu cérebro despencada no chão.
Procurei ajuda.
Mudei de emprego, de novo. Me enchi de novas esperanças.
Uma dose de 20mg de serotonina depois do café da manhã tem me ajudado a não pensar naquelas coisas feias.
Pensei estar bem, foi quando percebi que a terapia que fará efeito é estar um pouco perto de gente, "gente", entende?
Sei que estou em falta com uma porrada de pessoas, mas por me preocupar mais com o que elas pensavam sobre mim, foi que ai que me perdi.
Quero brincar com meus meninos. Dar susto na minha irmã mais velha, chegando cedinho na loja dela, e vendo ela chorar de alegria ao me reencontrar.
Quero tomar café com o André, rir das piadas da Mirely, esmagar o Romero e o Gabriel de tanto abraçar e beijar.
Quero dormir na casa da tia Miloca e me sentir segura quando ela ora por nós antes de dormirmos.
Quero comer broa e biscoitão assado da minha mãe.
Quero viver, antes de pensar o que fazer depois desse tapa na cara que recebi no dia 25.
Sei que Deus está no controle... não ouso perder a fé. And to survive, I lockdown...