terça-feira, 31 de março de 2009

Trinta de março


Acordei com náuseas, mas antes, tive uma péssima noite de sono.
Como pode as pessoas serem tão hostis?
É uma disputando atenção com a outra, numa guerra infinita.
Uma vez, não tanto tempo atrás, ouvi um rapaz falando que adorava brincar com seu cão. Ele o instigava a irritar-se próprio, para finalmente analisar sua reação sobre certas coisas.
Achei um tanto bizarro, mas o garoto lá tinha seus motivos.
A vida humana não passa de um sonho.
Ouvi isso da boca de Werther e foi aí que percebi então que minha vida não passava de um pesadelo.
E ele ainda abordou que as crianças não sabem a razão daquilo que desejam, e nós adultos estamos caminhando vacilantes para essa infantilidade, nos deixando ser governados por sentimentos confusos e muito das vezes baratos.
Feliz era minha bisavó, que quietinha em sua cadeira de balanço, tecia roupas e mantilhas para seus filhos e nada mais tinha com que se preocupar, afinal, seu papel era o de criar suas crianças e por ordem na casa.
Hoje ainda queremos governar, mas de uma maneira manipuladora ou monárquica.
Malditos seres humanos, que ao invés de melhorarem, só tendem a se auto mutilarem.
Eu é que não quero estar aqui amanha.

Athena Tolbiac

sábado, 28 de março de 2009

GABRIELLA GILMOE


Como Gabriella Gilmore se definiria?

Uma vez perguntaram-me se eu era manhã, tarde ou noite? Fiquei sem respostas.
Perguntaram-me se eu era sol ou chuva? Essa eu afirmei com convicção: Chuva!
Quiseram saber quem me inspirava no decorrer do dia e eu encontrei milhões de respostas e uma delas seria você: O homem, a mulher, o animalzinho de estimação do meu sobrinho, o ser vivo!
Continuando o questionário veio a próxima pergunta:
-Aos amigos os risos e mais o quê?
Eu disse: Uma palavra doce.
-Aos amantes os beijos e mais o quê?
Eu respondi: A saudade.
Procuraram saber como eu definia minha vida e eu simplesmente respondi: Minha vida é uma arte. Faço malabarismos praticamente todos os dias para não perder o controle.
Perguntaram qual era a emoção que me fazia vibrar e eu apenas falei uma palavra: A paixão.
E engraçado que esta resposta é exatamente a mesma para a ultima pergunta: Qual era a emoção me fazia chorar.
Tenho descoberto todos os dias que vivo apaixonada, mesmo as vezes indo em conflito com essas paixões, porque em sua etimologia, significa mesmo sofrimento. Mas me consolo relembrando que são em supostas dores que brotam o mais sincero poema, a mais sincera crítica.
Falar de mim, ao mesmo tempo que acho fácil, acho também complicado, porque soa suspeito.
As pessoas podem me encontrar no meio dos personagens ou situações que crio, mas nunca saberão ao certo se aquilo foi fictício ou real, afinal, como tenho escutado bastante por ai: Sou apenas uma contadora de historias.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pequeno príncipe



Papo da raposa com o pequeno príncipe.

- Que quer dizer cativar? Perguntou o pequeno.
- Significa criar laços.

(...)

- Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. Disse a raposa. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
(...) A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! Exclamou ela.
- O que é preciso fazer? Perguntou o príncipe curioso.
- É preciso ser paciente.
(...)
Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornarás eternamente responsável por aquilo que cativas. Finalizou ela.

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Esse vai para você (L)
-tu tu tu tu tu (chamou ontem até cair)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um trecho de Fausto - Goethe


(Fausto folheia o livro impaciente e observa o sinal do Gênio do Universo)

Que eflúvio distribuis pelo meu corpo exangue!
Tu, Espírito da Terra, aqui de mim tão perto;
Sinto que as forças nascem em franco desconcerto,
Como se um novo vinho escaldasse o meu sangue.
Dá-me força a, no mundo, em louca ansiedade
Trilhar muitos caminhos e a felicidade
Buscar sozinho em meio a tanta tempestade;
Nem temer do naufrágio a mor calamidade!
Há sombras a bailar nervosas em redor.
Da lua, a luz aos poucos lenta desvanece,
Da lâmpada o clarão enfim desaparece,
Fumega tudo em volta! E rubros raios fulgem
Em redor da cabeça! E impiedoso sopra
Do alto um calafrio,
Que me domina e envolve!
Eu sinto, paira em torno o invocado Espírito!
Revela-te! Revela-te!
Ah! Meu coração aflito!
Por novas emoções
Todos os meus sentidos vibram em convulsões!
Meu coração se entrega... é teu, visão perdida,
Surge, surge, embora eu perca a minha vida!

Fausto Werther de J.W. Goethe

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POST dedicado a Isabella (Bel)

terça-feira, 24 de março de 2009

Um poetrix


PAIN IN MY STOMACH
LONGING TO SEE YOU
FLASH LOVE

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Estou começando a ficar vazia...
E escutar coisas que você jamais gostaria de ouvir, ajuda bastante.

sábado, 21 de março de 2009

Resenha - Morro dos ventos uivantes


Morro dos ventos uivantes – Resenha

Considerado um dos clássicos da literatura inglesa, Wuthering heights (Morro dos ventos uivantes) de Emily Brontë, faz jus ao título.
Nesta novela narrada por duas pessoas, (o Sr. Lockwood, o futuro inquilino de Heathcliff e a ama Ellen Dean, que assume a narrativa no decorrer da trama, ao relatar ao locatário todo o drama vivido naquelas terras).
Tudo começa quando Sr. Earnshaw traz um menino de rua como “presente” para sua filha Catherine, ao voltar de sua viagem a Liverpool.
Como o Senhor estava se afeiçoando mais ao seu filho adotivo do que seu legítimo Hindley, faz com que o adolescente gere um ciúme e revolta excessiva, descontando tudo depois com o falecimento dos pais.
Heathcliff e Catherine cresceram juntos, se amando e até mesmo respeitando o temperamento difícil de ambos, afinal, Catherine era muito ativa, espontânea e dual, algo que mais adiante foi motivo para prejudicar na relação entre eles. Porém Heathcliff era mais calado, sombrio e vingativo. Aproveitou muito da confiança de seu pai, para assim fazer chantagens a Hindley. Prova disso foi o ódio que ele cultivava do irmão emprestado.
Em uma de suas andanças pelos arredores de Wuthering heights, o casal resolve chegar próximo à casa dos Lintons. Na fuga de volta para casa, Catherine se machuca e logo é resgatada pelos empregados dos Lintons e levando-a para casa, resolvem tratar de seu ferimento.
Heathcliff retorna ao Morro e avisa do acontecido.
Passam-se umas semanas, ela volta mais polida e educada e ali encontra seu amigo sujo e ainda mais amargurado, afinal, ela o abandonou sem mandar um recado.
Com o decorrer dos dias, Catherine foi ficando mais íntima dos irmãos Edgar e Isabella Linton e acaba aceitando seu pedido de casamento.
Ao contar a novidade para sua ama Ellen Dean, ela confessa seu amor eterno por Heathcliff, falando que ele é mais ela do que ela mesma. Que não sabe do que são feitas as almas, mas tem a convicção de que ambas são iguais, mas que se casando com Heathcliff, seria o mesmo que se degradar e ela casando com Linton poderia de alguma forma ajuda-lo.
Mal sabia ela o caos que estava fazendo a enganar o próprio coração.
Em algumas vezes na trama você quer sufocar Catherine por não ter escutado a voz interna e por ter se casado com Edgar por vaidade.
Outras vezes você quer estrangular Heathcliff por ser tão amargo e vingativo, pois foi levando adiante uma vingança lenta e fria, sacrificando até mesmo a segunda geração.
O interessantíssimo da história, é que é quase impossível você julgar ou tentar achar um culpado por toda aquela desgraça amorosa. E ainda acredito que este foi a grande chave de todo o sucesso da autora Emily, afinal, seus primeiros escritos foram recusados por várias editoras.
Eu ficaria aqui horas relatando os pontos marcantes, não só na história, mas como também da trajetória de vida da autora, que morreu aos 30 anos, sem mesmo ter se casado, mas que conseguiu relatar um amor tão bonito, tão profundo, mesmo que reprimido.
E a mensagem que ela quer nos deixar é para que não silenciemos nossos corações, porque amor é como um sopro de vida, e só acontece uma vez, se você finge não escutar, desfalece aos poucos, e as conseqüências são lentas, porém por demais dolorosas.

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Texto também postado no Recanto das letras
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/1498902

quinta-feira, 19 de março de 2009

A vida? Família? Amigos? Escola!


A vida é uma eterna escola
Por Gabriella Corrêa Lima 28/08/07

Descobri que a humanidade está adoecendo.
Que crianças já crescem estressadas e materialistas.
Pessoas que se ferem por inveja, destruindo a si mesmas e a todos os que vivem ao seu redor.
Pessoas que agem o tempo todo se fazendo de coitados nunca conseguirão respeito. No máximo, um olhar de pena.
Aprendi que quanto mais culto você tenta ser, mais ignorância e fraqueza demonstra.
Descobri que a hipocrisia mora ao lado e que ela existe por falta de conhecimento, mas que pode ser quebrada com a humildade e tolerância.
Descobri que a mais doce pessoa pode esconder o mais puro veneno. A venenosa pode estar querendo ser aceita como é e estar disposta a mudar. E algumas que são doces podem nos causar náuseas.
Mas aprendi que a maior sabedoria é saber ouvir e enxergar com os olhos do coração a verdade interior de cada ser.
Descobri que o auto-entendimento e a autocrítica nos faz uma pessoa mais pacifista.
Aprendi, também, que o tempero do ser humano quase perfeito consiste em ser crítico, analítico e racional e que a maior desgraça dele é achar que sabe tudo, sendo que não sabe quase nada.
Descobri que o calado vence, que a dissensão gera dissensão e que a oração dos sábios é o silêncio.
Aprendi que “as guerras, a discriminação, as disputas comerciais predatórias e o terrorismo são frutos da autodestruição de uma espécie que não conhece o funcionamento da sua mente e não honra a arte de pensar.” (Cury 2004)
Descobri que as escolas têm criado robôs e que têm podado o raciocínio “ilógico” dos alunos, sendo que foi num erro que Einstein virou um gênio.
Descobri que as pessoas têm sede de aprender mais sobre a vida, que preferem as aulas na prática do que as horas intermináveis de aulas mecanizadas.
Aprendi que impor idéias gera desavenças, e que expor idéias gera mentes abertas. Descobri que as pessoas mentem porque temem a veracidade da verdade e mentem duas vezes, para si e também para outros. Aprendi o valor da compreensão. Que ela te dá forças para renascer das cinzas, e não há nada melhor quando há alguém que acredita em você, que sonha com você.
Aprendi a entender que nossos pais não nos deram tudo o que queríamos, mas nos deram tudo o que puderam nos dar.
Aprendi a suportar os “nãos” deles, pois os “nãos” de quem nos ama irá nos preparar para os “nãos” da vida.
Descobri que os fracos condenam e julgam, mas os fortes perdoam e compreendem.
Descobri que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, com cada erro assumido, com cada experiência vivida, e que da mesma forma que Deus não desistiu de mim, não desistirei de lutar para humanizar as pessoas ao meu redor, porque enquanto uns pensam que o futuro só tende a piorar, acredito que melhorando o meu mundo, posso refletir isso nas pessoas que convivem comigo.
Passe adiante.
Meus sinceros votos de felicidade.