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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Do crente ao ateu



Quando um agnóstico se torna crente por estudar as Escrituras, muitos usam o mesmo exemplo para justificar que também existem crentes que se tornam descrentes. Mas eu me pergunto: essa pessoa que antes acreditava em Deus se decepcionou por algo que não existia? Como isso é possível? Os militantes anticristos odeiam algo que no pensar deles não é real, eu gostaria muito de entender isso...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Ingratidão, a marca da infelicidade



Ingratidão, a marca da infelicidade.
por Gabriella Gilmore

Leia 2 Timóteo 3: 1 e 2.

A gente sempre espera muito dos outros, ainda mais quando este é “chegado”.
Hoje eu lidei com uma situação que confesso que fiquei envergonhada, não por mim, mesmo tendo dito algumas verdades que a pessoa não gostaria de ouvir, contudo eu fiquei com vergonha alheia pelas coisas que ela prega.
Quem nunca lidou com ingratidão na vida? Entretanto acredito que poucos refletem sobre esse assunto.
A ingratidão de uma pessoa revela nela uma grande falha de caráter.
Já a prática do bom caráter não permite que ela seja ingrata com os outros.
Pessoas descontentes acabam levando o descontentamento para as outras pessoas, e uma pessoa feliz contagia o próximo com sua alegria e gratidão.
Mas o que fazer quando enfrentamos ingratidão de perto?
Bom, uma dica infalível é: Não faça nada para os homens, faça sempre as coisas para Deus.
O ser humano, mesmo religioso, ele sempre vai nos decepcionar.
Não crie expectativas.
Creia na lei da semeadura.
Decida amar o ingrato.
Não deposite confiança a ninguém, exceto a Deus que é o único amigo verdadeiro, digno de toda honra, toda glória e todo louvor.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O namoro de crentes



Blake - Uma história de amor

Uma crônica por Gabriella Gilmore

Era uma vez, uma garota de 17 anos que não pensava em namorar, e muito menos se casar. Ela tinha grande convicção que seu papel na sociedade era estudar e se tornar uma importante profissional na área da saúde.
Sabendo que todas as coisas estavam no controle de Deus, o grande Senhor da luz colocou na vida dela um rapaz obstinado de 21 anos chamado Blake.
Em um dos retiros de sua igreja, os dois se trombaram entre os corredores dos alojamentos, derrubando assim a pilha de apostilas que Camila estava levando para as salas de estudos.
- Me desculpa. Eu ajudo a pegar. Disse Blake com brilho nos olhos.
Ele já vinha observando Camila fazia algumas semanas.
Por outro lado, Camila não simpatizava muito pelo jovem que há poucos meses veio transferido de cidade, pois ele era um tanto bonito, popular e vaidoso, tudo o que Camila mais odiava.
- Camila, já faz alguns dias que penso em te chamar para tomarmos um sorvete. Quando chegarmos à cidade, você aceitaria sair comigo?
Camila virou os olhos, pensou, e com desdém disse: Ok, não tenho muita coisa para fazer no domingo não.

Na sorveteria.
- Então Blake, há quanto tempo Deus te chamou para andar nos caminhos Dele?
- Eu nasci no meio evangélico, depois passei uns meses com o pé lá e cá, quebrei um pouco a cara me relacionando com garotas fúteis e sem conteúdo... e agora estou aqui.
- Ah!
Camila soltou aquele “ah” murcho, desinteressada e entediada.
- Mas Camila, eu gostaria de saber algumas coisas sobre você.
Camila mais uma vez virou os olhos.
- Ok, o que precisa saber?
- Então, quais são seus planos para daqui a 10 anos? Você pensa em se casar? O que você acha do sexo antes do casamento? Você gostaria de ter filhos um dia? E se seu filho vier a usar drogas no futuro, como você lidaria com isso? Quão importante é Deus na sua vida? Como é sua relação com seus pais e irmãos?
Blake foi bombardeando Camila com inusitadas perguntas, e ali despertou nela um sentimento aparentemente sem nome, e por impulso, ela foi respondendo a cada uma delas.
Mal sabia ela, que ali, nasceria um grande relacionamento com Deus no centro da vida do casal.
O que não sabemos sobre Blake, é que ele era órfão e desde então vinha morando com a família do pastor de sua igreja.
25 anos se passaram e a vida de Camila e Blake era muito feliz e satisfeita. Ela tinha se tornado Médica, ele se formou em Teologia e era pastor da igreja que eles tomavam conta, e Camila sempre contava com orgulho nos encontros de casados que a igreja fazia uma vez por ano, que no início ela nunca pensou em namorar, e quando começou a namorar com Blake ela confessava que não gostava muito dele.
Isso fez com que Camila se lembrasse de uma frase que Spurgeon disse uma vez: “Escolha o seu amor, depois ame sua escolha”. E ela sabia com toda certeza que Deus fez com que Blake a escolhesse, e com isso ela aprendeu de forma sobrenatural a amar o esposo que Deus enviou para ela.

Em uma noite agradável de chuva, Camila veio com um envelope nas mãos e pediu com serenidade que Blake se sentasse no sofá com ela.
-Amor, tenho uma notícia triste e outra boa para te falar.
Blake sentiu sua garganta travar. Ele ficou em silêncio, ansioso.
- Então, lembra-se daquela bateria de exames que eu fiz? O médico encontrou alguns nódulos no meu ventre, e são malignos...
Blake sentiu tontura, boca seca, mas se manteve firme e perguntou:
- Ok, vamos procurar o melhor especialista para você, vai dar tudo certo amor. Mas qual seria a boa notícia no meio disso tudo?
- Bom, eu vou morar com nosso Pai celestial. Eu como médica, sei que tenho apenas algumas semanas de vida.
- Não fala assim!!! Nós vamos procurar outras opiniões!!
- Blake, escuta. Está tudo no controle do nosso Senhor Jesus. E eu sei que você já perdeu seus pais, que isso deve ser um dos piores sentimentos do mundo, mas saiba de uma coisa, você mudou a minha vida para melhor. Eu nunca poderia imaginar que teria sido tão amada, e tão bem cuidada por alguém como eu fui por você. E isso tem um valor inestimável. Nunca se esqueça disso. Está tudo bem, acredite! Procurar outros médicos não vai mudar nada.
E por algumas horas, o casal ficou sentado naquele sofá, em silêncio, tentando entender os projetos de Deus para a vida de cada um de nós...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Porque Dele, e por Ele...



Bem, o post de hoje é mais um bate papo entre eu, eu mesma e Cindy.

É uma reprise daquele assunto que a gente teve no face.

 Sabe amiga, a gente sofre porque somos bem burras e teimosas.

Lembra do tal exemplo que eu te dei sobre o rapaz alcoólatra que tem um desejo enorme de sair do vício, mas ele ainda continua frequentando bares, andando com amigos que bebem, fazendo com que sua cura seja quase que impossível? Sabe aquela coisa de “mudar de canal”? Pois é exatamente isso que a gente precisa fazer quando queremos mudar. Às coisas não caem do céu (claro que eu acredito num Deus soberano que se quiser jogar tralhas do céu abaixo, nada O impede), mas você entendeu o que eu quis dizer. Se eu quero mudar, primeira coisa que eu preciso fazer é mudar de ambiente, mudar de frequência, de canal, whatever.

Se eu quero emagrecer, o mínimo que eu preciso fazer é sair fora das guloseimas, certo? Corra daquilo que te apetece, fofa kkkkkkkkk

Enfim, quando a gente realmente quer uma mudança, ela flui de forma radical, por incrível que pareça. Contudo, eu não vejo isso como algo ruim não.

“Ah, mas eu já gritei em alto e bom som para Deus me modificar, e eu continuo a mesma!”, disse você fazendo drama “a là Maria del Bairio versão aloka”. Você já parou para se perguntar se alguma vez foi sincera quanto ao pedido de socorro? Porque lá no fundo, muito das vezes estamos tão confortáveis na condição atual em que nos encontramos que mudar parece ser um saco, e um tanto cansativo. “Aff, o que vou falar para meus amigos? Como vou fazer novas amizades? E a solidão do recomeço?” Ahhhhh, tudo tem um preço, fofinha. Porém, quando uma decisão de mudança é para algo melhor, ela funciona como um tsunami, que vem para arrasar tudo em forma de limpeza, para depois algo melhor ser construído por cima...  É o tal “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, ou aquela citação sobre guerra, quando dizem que uma sociedade só muda quando vem o terror e se alastra por completo, e assim uma nova civilização renasce das cinzas... vai entender né?

Então querida, se você anda num circulo vicioso onde você mesma confessa que “nunca aprende”, é porque não quis aprender. Sorry! Repetir erros, e os mesmos erros me soa um tanto retardamento psicodélico kkkkkkkkkk

E sobre suas crises de Pânico, me faça um grande favor, procure um clínico e vamos tomar uns remedinhos para dar uma segurada nessa peteca, porque eu bem sei o inferno que é ter crises desse tipo, e a neurose que nos causa é enlouquecedor.

No mais, vida que segue, aprendizado gritando na nossa janela, nos chamando mais uma vez por sua atenção, e cabe apenas a você a se permitir que sua história se mude, ou que ela se repita tudo outra vez... tsc tsc tsc porque na história da vida, não existe reprovação, e sim enfado e cansaço até a gente abaixar a bola e dizer: MEU DEUS, entre em minha vida e mude minha história. “Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”, disse Paulo uma vez.

Experimente isso, dê oportunidade para você mesma de finalmente entender o que é estar completa e satisfeita pelo que você há de se tornar: uma vencedora e prova viva do grande amor do Deus pai.

Minha saudações, minha querida Cindy.

Sua amiga, Gabi.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Encontrei um grande amor!



Para minha amiga Cindy.

Uma vez eu me peguei refletindo sobre aquela dor na alma, o tal vazio existencial.
Eu sentia tanto isso quando não sabia o que era realmente Deus e viver em Deus!
Sabe aquele sentimento de solidão no meio de tanta gente legal, música legal, comida legal, mas o maldito buraco na alma nada existia?
É um negócio basicamente sem nome esse trem.
Como eu acredito que Deus criou a nossa alma, e logicamente Ele seria o único a saciá-la.
Eu escutava isso das pessoas que viviam em Deus... “Só Ele cura, só Ele liberta, só Ele preenche a alma”. Hoje eu sei exatamente o que isso significa.
Esses dias eu estava puxando na mente como era sentir aquele vazio. Já faz quase 4 anos que não sei o que é isso. E esse sentimento que inunda o meu ser, vem acompanhado da sensação de liberdade. Somos livres em Cristo porque Ele nos libertou com seu sangue. Aquele papo de “pagou um alto preço”. Rapaz, o pecado nos escraviza num tanto, que só do lado de cá que eu consigo ver. É nego escravo da gula, da luxúria, da avareza, da ira, os sete pecados capitais que tu já sabe né? E ainda acrescento a desobediência, o male de todas as coisas. Ahh se eu pudesse voltar no tempo, daria uns tapas em Eva... por querer ser sabichona demais. Deus avisou, “Pode usufruir de tudo aqui neam, mas nada de querer saber das parte ruim da vida. Confia que tudo vai dar certo”. Mas não, a sonsa quis saber como seria o mal. Se lascou. Aliás, a gente se lascou né? (O que você faz com seu filho teimoso?) kkkkkkkkk Só reflita tá?
Houve um momento na história que Deus ficou tão chateado com a humanidade, com esses seres que Ele criou a sua “imagem e semelhança”, mas que fizeram a questão de avacalhar toda a perfeita criação com seus maus hábitos, rabiscos, vícios, prostituição, autoflagelamento, etc etc.. que a gente está perdendo essa “imagem”. A gente está LONGE agora de ser a imagem e semelhança Dele. Longe! E Deus ficando chateado conosco, ficou aproximadamente 400 anos sem falar com o povo. (É o tal período interbíblico, pesquisa ai.)Você sabia né? Que Ele falava com Adão, Abrahão, Moisés, Jó, assim, no carão! Falava mesmo.  Dai Ele deixou de falar de pirraça. Sabe quando o pai fica tão decepcionado com o filho rebelde que dá um gelo pra vê se o filho toma tento? Foi mais ou menos isso que o silêncio de Deus quis dizer.
O homem, com essa NECESSITADE latente de confortar sua alma, porque a nossa alma tem sede né? Sim, sede daquilo que a criou. Dai o homem inteligente criou a filosofia. E pensando aqui e ali, tentando achar respostas pras indagações internas, (De onde vim, o que sou, pra onde vou?) o homem acabou inventando respostas, e criando seus deuses. “Hoje vou criar um deus do meu jeito. Que concorde com tudo que faço e que não vai me encher o saco”. Dai surgiu esses tantos de deuses pagãos que temos por ai. Doidera viu? Mas é o homem, procurando o que já foi achado há milênios... Oh céus!!
Acho que o nosso Deus pirou lá de cima, vendo tanta maluquice feita por sua criatura.
Sabe como é né? Somos criaturas. A gente passa a ser seu filho quando O aceitamos como pai, e assim a gente precisa aceitar suas regras né? Todo filho vive debaixo de regras dos pais, né não? Então é basicamente isso, a vida do servo de Deus... vive debaixo de suas asas e de suas regras. A gente quando ora fervorosamente com Deus na calada da noite, a gente solta uns berro sabe? “Pai, mas por que o Senhor está deixando isso acontecer comigo? Massss por que Paaai? Sou tão fofinha!?” Dai Deus ri de mim lá de cima, e me perdoa. Então minha alma fica numa alegria e tão leve... sou capaz de voar. Ah, mas sou!
Voltando ao assunto. Deus ficou bravo, chateado conosco, ficou em silêncio (A VOZ DO SILÊNCIO – Helena Blavatsky kkkkk) mas quando viu que o trem tava feio, ele disse: Vou ter que descer e visitar o povo dessa vez como homem. Pra ensinar esses teimosos que é possível ter uma vida santificada, que é possível transcender a dor, que é possível perdoar aquele que nos fere, que é possível jejuar algumas horas, que as orações são respondidas, e um tantão de coisas mais... que é exatamente esse o motivo de Jesus, (Deus encarnado) ter pisado na terra como homem para nos deixar inúmeras lições. Dai Paulo ainda afirma dizendo: Posso tudo naquele que me fortalece. (Fl 4:13)
Dai a gente vira e fala: AH mas é impossível!!! É pesado. Crente é tudo chato, tem cabeça fechada, se arruma mal, é pobre, é ladrão, é careta, lalalalala Misericórdia! Depois leia meu texto chamado (Uma moral sendo deturpada), acho que é esse nome ahahaha Que fala a diferença do crente daquele que serve a Deus.
Só sei que hoje o meu papel é de orar e cuidar da minha salvação. E você toma tento e trate de cuidar da sua alma também hein? Como anda ela afinal?
Uma vez que a gente entende que estamos aqui literalmente de passagem, e que uma Nova Jerusalém está preparada para receber aqueles que ouviram o chamado, “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” Paulo de novo em Filipenses 1:21. (oww, esse homem é a prova viva de vida transformada. NOOOOH! Um dia procura a biografia dele, um carão!!), a gente só quer louvar e servir a Deus. É muita gratidão pra pouco tempo sabe!
“Encontrei um grande amor, amor que sara a dor, que cura as feridas, e traz sentido a vida...”
Sem isso, que sentido é nascer, viver e morrer? Eu acho muito sem graça.

Enfim, obrigada pelo papo reto de hoje. Que o meu Deus, o Deus de Israel possa suprir todas as suas dúvidas, suas necessidades, porque o nosso Deus vence batalhas, seja ela qual for.

Graça e Paz, Gabi.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Comentando C.S.Lewis



Sobre "O problema do sofrimento".

Antes de tentarmos entender a questão do sofrimento, precisamos voltar em alguns assuntos como: Deus e a sua onipotência, sua bondade, a queda do homem, e outros links.
“Se Deus fosse bom, Ele desejaria tornar Suas criaturas perfeitamente felizes, e se fosse todo-poderoso, seria capaz de fazer o que quisesse. Mas as criaturas não são felizes.” C.S Lewis iniciando o pensamento sobre o nosso tema.
Às vezes penso que é um pouco difícil não concordar com esse pensamento, porém precisamos entender que Deus não nos criou para sermos robôs. Sendo assim, nos presenteou com o livre arbítrio. Uma vez li no facebook que “Deus não decide por nós, Ele age conforme a nossa decisão”. E isso afirma o quanto somos responsáveis pelos nossos atos, sem esquecer de que ele pode ter reflexo por diversas gerações.
Quando se fala que Deus é bom, muitos torcem o nariz. Mas se formos parar para listar o caráter de Deus, a bondade faz parte da natureza Dele, algo que nos difere do Onipotente. O ser humano será incapaz de compreender tamanha pureza, bondade, misericórdia que emana  do Criador. Ser bom, não é apenas agradar todo mundo. Vai além. Um pai quando priva o filho de algo que naquele momento não fará bem para a criança, ele não está sendo ruim, ele está sendo amoroso. As analogias entre Deus e o pai terreno são bem parecidas, porque quem ama de verdade sabe dizer não, sabe projetar uma atitude futura para trabalhar com a prevenção.
“Deus dá aquilo que tem, e não o que não tem. Ele dá à felicidade que existe, não a felicidade que não existe”. Portanto, Deus não nos dá o sofrimento porque isso não faz parte do Seu ser.
Muito se fala sobre a maldade humana, porém, o ser humano foi criado sem maldade, ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, contudo, com a desobediência, perdemos esses atributos, e passamos a carregar a selvageria dentro de nós, e consequentemente passamos a viver no prejuízo.

A queda do homem
Com a desobediência do primeiro casal que é citado na Bíblia, todo e qualquer privilégio de criaturas perfeitas e tranquilas caíram por terra. O homem teve de aprender a trabalhar com sua força e suor para ganhar o seu “pão”, a mulher teve de ser submissa e sentir a dor do gerar outro ser, dentre outros juízos que vemos e sentimos por ai. Isso é natural, visto que houve abuso da liberdade. Tenho por mim, que pessoas sem limites e "donas" de si demonstram uma falsa felicidade. O homem é incapaz de cuidar de si próprio, afinal, ele tem um ser superior que zela por ele, independente da sua aceitação. Lembrando que isso não isenta os seus detrimentos ao fazer más escolhas e repetindo as palavras de C.S.Lewis “O homem como espécie arruinou a si mesmo”.
Acho que estamos quase lá quanto ao problema chamado “Sofrimento”.
“O sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”.
Muitos questionam o porquê de tantas guerras, desgraças e fomes, de preferencia nos países europeus e asiáticos.  Precisamos nos atentar que foi o ser humano, e não Deus, que produziu torturas, açoites, prisões, escravidão, armas, bombas... Como covardia, numa forma de “preservação”, nos isentamos da culpa colocando o Criador como o monstro do lago negro.
Quando Lucas escreve para os gregos sobre amar o próximo como a si mesmo, revela ali uma fórmula para se viver bem e sem guerras. Marcos escreve o mesmo, assim também Paulo, e o que é que a nossa natureza miserável preferiu fazer? Nem preciso dar a resposta. Por isso vem àquela questão de aceitar o Salvador como o norte. Pessoas sem direção conseguem fazer tudo errado.
Acho que vocês já perceberam como é difícil pensar em Deus quando tudo está ótimo. “Temos tudo o que queremos”, mas esse tudo não inclui o Criador. “Deus quer nos dar algo, mas não pode, porque nossas mãos estão cheias. Se Deus fosse orgulhoso, Ele dificilmente nos aceitaria em tais condições. Contudo, Ele não é, por isso se curva para conquistar e nos aceitar, mesmo que tenhamos demonstrado que preferíamos tudo exceto a Ele e que nos voltamos a Ele por não haver nada melhor à disposição”.
Fica claro que o problema real não é por que algumas pessoas humildes, piedosas e crédulas sofrem, mas sim o por que de algumas não sofrerem. Costumo dizer que o adversário de nossas almas não atormenta aquele que já o pertence. Muito pelo contrário. Quem está debaixo da lei de Deus, esse sim é perseguido.
O homem não foi o primeiro da criação a se rebelar contra o Criador, mas que algum ser mais antigo e mais forte se tornou apóstata e agora é o imperador das trevas, e mais uma vez o mal advém do abuso do livre-arbítrio.  Em algumas passagens no livro Sagrado fica explícito a atribuição das doenças em nós por Satanás. (Ver Lucas 13.16). E como é que uma pessoa dá uma abertura para o adversário tomar posse? Acho que eu também não preciso responder a esta questão.
Pois então, apesar de existir milhares de vertentes explicando o sofrimento, cabe a nós relacionar cronologicamente as bases, e assim fazer paralelos, conectando o que é do que não é coerente. Sigamos firmes e conscientes de que tudo tem uma explicação, sem nos esquecermos de que a maturidade espiritual é algo pessoal e que o tempo nos revelará todas as coisas.
Saúde!

(Dedico este texto para Layane Crispim)