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sábado, 18 de agosto de 2018

Responsabilidade educacional (Kant)

Esses dias eu estava lendo algumas coisas para a faculdade e achei muito interessante a visão de educação que Kant pensou uma vez.
Para ele, a "responsabilidade da educação infantil é dos adultos, que por meio da escola e da pedagogia proporcionam condições para a formação e o desenvolvimento das disposições naturais das crianças. Essa pedagogia se organizaria em: disciplina (controle dos instintos), cultura (instrução, conhecimento, habilidades, atividade física) e formação moral (prudência e civilidade)".

Como nossos filhos tem sido educado em casa? Já parou para refletir sobre isso?
Uma coisa que gosto de defender é o fato do professor não ter obrigação de educar os alunos, não necessariamente, por isso de antemão isso cabe aos pais faze-lo em casa, e eu ficaria aqui horas citando exemplos que justifique essa minha colocação, e uma delas é: você confiaria mesmo a educação de seu filho a um estranho?
Obviamente, o bom professor também é um grande inspirador e referência para seus alunos, mas não podemos atribuir mais esta responsabilidade para o docente.
Pense nisso! E use os caminhos que Kant deixou para nós há tanto tempo atrás: Disciplina, Cultura e Formação moral. O futuro seria muito melhor se aplicássemos essa pedagogia, o que me diz?

Abraços!!

sábado, 4 de agosto de 2018

Gabi, isso não é uma crônica.



Esses dias a minha amiga Waleska Zibetti topou escrever uma crônica comigo.
Foi onde aprendi que aquilo que iríamos terminar de escrever não era uma crônica, e sim um CONTO.
Ok amiga, Lessons learned ahahahah

Comentei com a Wal que meus textos são um tanto melosos, e que eu queria um final diferente dessa vez, e que sua contribuição poderia fazer a cara da estória tomar um rumo inesperado e chocante ao mesmo tempo. Porque a Wal é dessas, que choca as pessoas com sua criatividade ímpar.
Meus leitores já se acostumaram com o jeitinho fraco (fraco de manso, eu quero dizer), de finalizar as coisas, ou até mesmo dar vida aos personagens.
Essa sou eu. Mansa, besta, romântica.
Chega.
Eu queria algo diferente.

Quando eu peguei o desfecho da história que a Wal criou eu precisei conversar com ela:
- Mas amiga. Adelso é um tanto culto, filósofo, veja só quais foram suas intenções ao assinar aquela revistas de paqueras!! Era apenas no intuito de conhecer mais sobre o comportamento e a mente humana. Ele não tinha perfil de psicopata, tinha?
- Gabi, qualquer pessoa pode matar alguém. Ninguém está livre de matar alguém. Se fosse assim, não teria médicos, juízes, advogados, engenheiros que matam. Assassinos!

Mais uma vez eu precisei estender meu tapete vermelho para a Wal passar.
Como você consegue amiga?
Sempre me surpreende, sempre me inspira.

Dentre aulas de produção de texto e ortografia, quero compartilhar com vocês este pequeno conto que foi publicado no site do RL.
Texto para maiores de 18 anos, ok?

Link abaixo:
https://www.recantodasletras.com.br/contosdesuspense/6409349
Depoimento de um réu em crise.

Quero agradecer também a minha amiga de infância, Íris Leal Cabral, pela consultoria. Amiga, sem você, meu cenário jurídico só existiria na minha mente ignorante que inventa palavras para coisas que já existem ahahaha Muito obrigada. Você é demais!!

Boa leitura!
Gabi.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A questão nacional da América Latina




A questão nacional da América Latina
Por Gabriella Gilmore

Quando se fala em formação da sociedade nacional latino americana, logo nos vem à mente as grandes conquistas, e consequentemente, nos voltamos para as lutas e guerras travadas para que aquelas vitórias fossem alcançadas.
Por trás de todo movimento existem almas de mentes inquietas, de espíritos revolucionários, que sentem uma enorme necessidade de mudar sua realidade, pois não concordam com as injustiças de seu tempo. O pensamento Iluminista de que o homem nasce livre, mexe com os pensamentos daqueles que compreendem esta ideia e ao olhar para fora, vê que ela não se aplica a “realidade”. Assim, governos que foram formados debaixo de absolutismos, colonialismos, ditaduras, soaram um tanto desonesto para os grandes nomes responsáveis pelas lutas de libertação.
Um grande desafio quanto a essas lutas, era identificar quem seriam os seus participantes, afinal, a América Latina tem uma formação mestiça, onde muitos ainda não sabem bem o que são e qual identidade os definem. Sendo assim, as pessoas acabam sem saber em quê e o por que de lutar. Lutar para quê? Pelo quê?
Os estrangeiros passaram a se tornar nativos, portanto, passaram a lutar pelo seu país de nascimento, e não o país de seus antepassados. E assim, “o território e o povo formam-se nessa história”. (Octavio Ianni). Porém, não podemos deixar de pensar as desigualdades que são formadas nesse meio tempo, onde a divisão ocorre por todos os lados, seja ela regional, racial, financeira, cultural, e fica uma pergunta: qual é o real motivo para tantas “classes e castas”? Se pensarmos a História apenas como consequência da Política, o que essa instituição ganha em repartir as pessoas desse jeito?
Uma vez independentes, ainda fica o sentimento de despertencimento, pois muitas são as heranças, e cada grupo quer levar a sua adiante, e a pergunta volta a pairar na mente coletiva: qual é de fato a minha origem?
O mundo sendo movido debaixo de preconceitos e rótulos, as pessoas ao invés de se unirem, elas se separam, vivendo marginalizadas, como reflexo de um egoísmo, uma das principais dificuldades encontradas pelos líderes latino-americanos ao tentar ordenar as novas nações.
Citando mais uma vez Octavio Ianni, “A nação muda ou consolida-se, nesta ou naquela ocasião, conforme o jogo das forças sociais internas e externas”.
Essa reflexão vale para todos que um dia foram colonizados, e mesmo alcançando a libertação enquanto nação, ainda levam o peso da discriminação, e sociedade precisa se perguntar sempre: qual é a história que eu quero deixar para meus descendentes? Uma repetição de uma sucessão de mazelas, ou o desejo de estudar para mudar a realidade atual? Que a reflexão com bom senso seja umas das primeiras coisas a se colocar em prática todos os dias.
Instagram: @gabygilmoreofficial
           Twitter: @gabriellaclima

sábado, 28 de julho de 2018

Impacto das postagens em tempo real


Por Gabriella Gilmore

Acabei de assistir a um documentário sobre Lady Di e para variar eu chorei.

Em resumo: Ela morreu por causa da publicidade, digamos assim, e hoje as pessoas imploram por serem vistas e seguidas. Sente-se por favor, porque o assunto de hoje é tenso.


Hoje em dia, com a corrente era da informação digital, redes sociais e o escambal, temos muita exposição de nós mesmos nas redes e menos curtição na vida real. Deixa-me explicar.
Estamos mais preocupados em compartilhar os momentos em que estamos vivenciando, oops, tentando vivenciar, do que apreciá-lo de verdade, porque o vício em postar as coisas em tempo real estão roubando espaço.
Já reparou como estamos virando um protótipo de robô?
É como se a gente vivesse mais para aparecer para o outro, do que para nós mesmos, sendo assim, nós não curtimos as coisas de verdade. Nós curtimos apenas a ideia de postar para os outros o que estamos fazendo.
Qual é o nosso problema, oh geração maluca?
Lady Di nunca pediu fama e nem super exposição. E naquela época a fome das revistas e da TV em vender as imagens quase em tempo real da princesa já estava a deixando louca.
Hoje, nós mesmos somos os nossos maiores publicitários, mas tem um porém, nós não temos seguidores reais.
Caiu a ficha agora, mona?
A maioria das pessoas que nos seguem são fakes ou não dão a mínima para o que nós postamos.
Elas curtem nossas coisas de forma automáticas, pois suas vidas são chatas e vazias, elas não têm nada para fazer, então se sentam com o smartphone nas mãos, e curtem, curtem, curtem sabem lá o quê.
Isso não te assusta?
"Ahhh, mas então você está sugerindo que as pessoas parem de postar as coisas, está?"
Não. Não estou.
Estou apenas soltando um alerta para nós olharmos para dentro e vê se nós nos encaixamos nas coisas que estou escrevendo aqui. (Percebeu que estou escrevendo na 1ª pessoal do plural? Essa mensagem também é para mim).
E se eu for sugerir algo, eu sugiro: Vamos viver, curtir o momento, postaremos depois! Amém?
Ninguém se importa se nós estamos postando em tempo real ou não. Se lembra de que as pessoas estão virando “inteligência artificial”? Quem garante que aquela postagem é realmente em tempo real?
Ding Dong!!! Entendeu coleguinha?
Gente, isso não é um texto para dar lição de moral não.
Precisamos urgente repensar essas coisas, pois uma geração está se estreitando a cada década que passa, e eu aposto que você não iria gostar de ver seus filhos/sobrinhos deixando de brincar, de curtir, para ficar amarrado no "*Black Mirror", certo? Então vamos nos unir, vamos dar o exemplo, e vamos repensar a forma como estamos usando as plataformas sociais.
Lembre-se que uma lente de câmera ou celular nunca será capaz de gravar com tamanha perfeição os momentos que você enxerga/vivencia com seus próprios olhos.

Abraços! Gabi.

*Black Mirror é um seriado do Netflix que fala sobre os impactos da tecnologia nas nossas vidas. Cada episódio é uma história, um elenco novo, uma abordagem diferente, mas todas sobre o mesmo tema. Eu fiquei com náuseas com os primeiros episódios porque é simplesmente impactante. Fica a dica!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

In Memoriam - Marinilso Marins




Photo tirada em Brasilia no museu nacional. (Que saudades!)


“Uma das melhores pessoas que conheci na faculdade. Era alegre, muito inteligente e organizado. Tenho certeza que era um excelente advogado e seria um exímio médico”. Hélcio, colega do curso de medicina.

"Um rapaz brilhante, educado, culto que teve uma vida sofrida, mas que estava se esforçando muito para se reerguer". Stephanie - colega do curso de Direito. .

"De coração enorme, sorriso encantador, olhar expressivo. Uma pessoa genuína, determinada com seus objetivos. Foi assim que ele me conquistou". Jefferson, amigo da família.

Não sei se tenho direito de escrever as coisas que irei falar... Contudo, eu sei que ele queria contar a sua história para todo mundo ouvir. Leiam, e vocês irão me entender.
Há alguns meses atrás, Marinilso esteve lá em casa para dizer que estaria ausente por alguns meses. Ele iria se tratar do vício das drogas. Obviamente foi um choque para mim porque em 10 anos de amizade, eu NUNCA, nunca imaginei que ele fosse usuário de drogas. NUN-CA. Não ele. Ele pediu para eu me sentar. Nós estávamos no meu quarto, dai eu me sentei e ele me perguntou: Lembra daquela minha Biografia que eu te falei no final do ano passado que eu queria que você escrevesse para mim? Eu respondi: sim, mas você quer mesmo que eu escreva? Príncipe, (falei com aquela vozinha infantil que eu imito às vezes) eu nunca escrevi uma Biografia antes, e você nem é tão famoso assim. Comecei a rir e dei um tapinha nele.

Bom, voltando ainda mais lá atrás, eu conheci o Marinilso na Nova Acrópole em 2006/2007.
A Banda Dionísios, no qual eu estava vocalista na época, estava se apresentando nesse dia, lá mesmo no terraço da escola, dai ele havia terminado sua aula, e foi checar o evento do dia. Lembro que ele ficava me olhando, com aquele sorrisão lindo, e quando terminou a nossa apresentação, ele veio se achegar até mim. Perguntou-me se eu era a moça que tocava Evanescence, dai logo imaginei que ele já havia me visto em outro lugar. Eu disse que sim e ali ficamos amigos para sempre. É aquela coisa de alma que se conecta a outra, entende? Não demorou muito, ele saiu da N.A, porém, mesmo assim a gente ainda se falava e se via quando tínhamos oportunidade. Eu trabalhava fora e ele vivia estudando, então a gente não se via todos os dias, mas a cada encontro parecia que o último foi ontem.
Ele era aquele tipo de amigo que você senta pra filosofar, para planejar a vida no futuro, praticar o inglês ou pedir conselhos na área de Direito. Era um menino a frente de seu tempo, e eu tenho certeza de que esse mundo de agora não estava preparado para ele. Marinilso era o cara! Eu era doida por ele.
Mas sempre me perguntava por que um menino tão lindo, tão culto e agradável vivia solteiro?
Marinilso era aquele tipo de cara que procurava respostas para suas infinitas indagações.
Sempre tive medo de ser invasiva e perguntar sobre as coisas que o seu coração escondia, ainda mais eu sabendo que ele era diferente. Contudo, eu imaginava o conflito interno que esse rapaz tinha e que de certa forma o fazia se afastar de casa, ou até mesmo de se abrir para as pessoas.
Ele chegou a frequentar a Gnosis, sempre buscando uma iluminação. Ele era bem místico. Adorava tirar os sapatos quando entrava na casa da gente pra sentir o chão e se conectar com a casa, e com a energia que aquele ambiente passava. Sem dúvida ele era um empata. E saber disso me faz um nó na cabeça, de como alguém tão inteligente, conhecedor de tantas coisas, o que realmente o levaria a fazer uso das drogas? Até comentei isso com a Amanda, uma colega da classe de Medicina. Vamos morrer sem saber...
Lembro de uma vez ele me contando como ele saiu do órgão público onde trabalhava: Gabi, só sei que estou sem cartão de crédito porque estou devendo horrores ao banco. E nessa época ele estava tentando concursos para ter um salário ainda melhor. E em uma de suas provas foi lá em Brasília, em 2012, salvo engano. Tive o privilégio de recebê-lo em casa, (eu estava morando lá nessa época) e orientá-lo a como chegar aos lugares quando ele esteve naquele final de semana para o teste.
Imagino que nessa época ele já deveria estar mais enrolado com seus conflitos internos, mas ele NUNCA, nunca deixou transparecer as suas crises emocionais. A única coisa que ele falava era: preciso estudar, não aceito trabalhar e ganhar menos de R$ 10mil reais não. Então ele literalmente vivia para os estudos. (Lembrando que a Medicina ainda não passava em sua mente).
Então, quando ele chegou para mim há uns meses atrás me dizendo do vício, a minha mente congelou.
- Gabi, é por isso que eu estou fazendo Medicina. Nem é por causa do salário não. Eu quero ajudar as pessoas com o mesmo problema que eu, entende? É por isso que eu quero te contar sobre minha vida, tenho tantas experiências pra dividir! É por isso que eu quero que você escreva minha história de superação. Eu vou sair dessa. Eu tive uma overdose uns meses atrás e eu não quero passar por isso de novo não. Eu vou me internar, eu vou melhorar, e vou quitar a dívida que tenho das drogas. Gabi,  é muito dinheiro! Mas eu vou sair dessa, e quero dividir isso com as pessoas, para que não passem pelo o que estou passando.
Eu estava chocada! Era muito para processar. Eu não conseguia ligar essa notícia ao Marinilso que eu vinha convivendo desde 2006.
Eu chorei um pouco e disse que estaria orando por ele para que Deus o libertasse do vício, e que eu o esperaria ansiosa para a gente começar a escrever sua história.
Algumas vezes eu mandava mensagem no celular dele, perguntando a sua tia (que estava com o aparelho) como ele estava, e eu sempre dizia que tudo iria ficar bem. Eu acreditava, entende? Ele não era qualquer um. Ele queria viver. Ele gostava de viver, de se conectar com as pessoas.
Quando ele voltou da clínica, foi tudo muito rápido. Ele logo começou a trabalhar de garçon e voltou para a faculdade de Medicina. Ele estava bem. Eu fui até jantar lá no seu serviço para poder vê-lo, e ele dizia que ia arrumar um tempo para ir lá em casa me visitar e devolver o livro que ele havia pegado comigo. E na semana da sua morte, na segunda-feira, ele me mandou mensagem dizendo que iria finalmente lá em casa para levar o livro e para nós conversarmos um pouco, mas ficou só na promessa...
Eu recebi a notícia por uma amiga em comum que está fora de GV. Era quase noite de sábado. Meu Deus, eu chorei tanto, e me escondia dentro do quarto para ninguém querer xeretar o motivo dele ter morrido. Sabe como é né? As pessoas tem preconceito, e logo julgam, antes de saber o motivo que levou a pessoa a estar naquela condição. Assim como foi a notícia no G1, depreciativa, que o descreveu como um usuário qualquer, como se fosse um bandido drogado. Fiquei furiosa, para variar.
Quanto vale uma vida? Quanto vale a sua vida?
Se eu pudesse, dessa vez eu seria bem invasiva, e ia fazer todas as perguntas do mundo a ele, para tentar entender o motivo que levou o meu tão querido amigo a tomar o caminho das drogas.
Seria a opção sexual e a luta interna em esconder ou não se aceitar? Seria a vergonha da sociedade? E as drogas? Em quê que ela iria ajudar??
Agora eu nunca irei saber...
Príncipe, sozinha eu não posso escrever sua Biografia. Por que você tinha de ir tão rápido?
É só eu pensar no seu sorrisão... que eu choro, choro muito.
Não estou fazendo apologia à homossexualidade, como muitos sabem eu sou cristã, mas eu espero mesmo que o mundo repense os preconceitos, porque mesmo eu pegando por base a explicação da minha religião sobre o assunto, eu sendo também uma pessoa pecadora, não posso menosprezar ninguém. Porque não é isso o que Jesus ensina. Porque em toda a Palavra de Deus é pregado o amor e a salvação em Cristo em Jesus. E como eu não salvo ninguém, eu não posso de maneira alguma condenar as pessoas. Esse não é meu papel. O meu papel como serva de Deus é levar a palavra de esperança sobre as boas novas.  Creia no Senhor Jesus como seu salvador e libertador e tenha uma vida plena e saudável. Se você que está ai, lendo esta mensagem, se você se identifica quanto às pessoas que condenam, hey! Olhe para o alto! Somos tão pecadores como qualquer outro ser humano. Aprenda a amar, aprenda a respeitar. E se você, por outro lado está sofrendo bullying, hey! Olhe também para o alto! Converse com Deus. Se abra. Eu tenho certeza de que os planos de Deus para cada um de nós é a felicidade em abundancia. Não deixa que o inimigo da sua alma te confunda, e te tire do projeto arquitetado desde a eternidade para a sua vida, e tudo que é pensado por Deus, pode ter certeza, é sempre perfeito e o melhor para cada um de nós.

"De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2:16-17)

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos 5:8

Que Deus conforte o coração dos familiares e que esta mensagem sirva de lição para todos nós!

Que a graça do Senhor Jesus esteja conosco hoje e sempre.




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Caçador de mim




Caçador de mim.

Inspirado na canção de Milton Nascimento

Uma reflexão sobre o que é o homem
Por Gabriella Gilmore



Nascemos predestinados para exercer um papel na vida ou escolhemos o que queremos realizar?

Talvez tenhamos dois tipos de respostas: uma criacionista e outra evolucionista.

Se eu fui criada por um Deus eterno, arquiteto de tudo e todos, imagino que nascemos com uma missão. Afinal, toda missão requer um propósito. Se você nasce de um acaso, talvez a sua  vida não fizesse sentido.

O que dói na gente, no viver, é quando lutamos contra os desígnios do Pai. É cansativo, é revoltante. Somos nós fazendo o papel de eternas crianças teimosas.

Mas e ai? Isso significa que o homem nunca será capaz de escolher o que quer ser quando crescer? Oras, claro que pode! Porém, é muito comum a gente se atrair pelos caminhos na contra mão. E quando um carro desgovernado cruza em nossa estrada, o choque geralmente é desastroso. Somos nós, recebendo uma repreensão. Repreensão de quem?

O ser humano nasce com talentos. Com potencial que o Criador nos deu. E se a gente ignora isso por alguma razão, estamos de novo andando na contra mão. E está ai, a tal vida dolorida!

Adoramos caçar as coisas do outro. A si mesmo que é bom, nada!

Se eu vim do macaco, que vida mais sem sentido! Nascer e morrer. Para quê?

Posso escolher então não existir?

E recitando as palavras poéticas de Milton: “Longe se vai, sonhando demais. Mas aonde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir! Eu, caçador de mim”...

Sabe aquele vazio existencial? Aquela dor na alma?

Só é capaz de preencher esse vazio aquele que projetou essa obra prima.

E de que é feito a sua alma?

Concordando com Preto no Branco, “ninguém explica Deus”.

Então, quem explica o que é o homem?

O crente ou o ateu? Talvez “pessoa” nenhuma.