quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Por que você escreve?

Photo tirada do google

Me perguntaram uma vez: Por que você escreve?
Bom, eu escrevo para imortalizar minhas ideias e personagens, senão eu as esqueço. ahaha E acontece também, deles, os personagens, continuarem aparecendo para mim, me perturbando, até eu escrever e contar a suas histórias. É uma bizarrice gostosa.
Eu escrevo porque minha mente é criativa e inquieta demais, e preciso limpá-la ou silenciá-la, e a única forma de fazer isso é escrevendo.
Eu escrevo porque eu amo a arte que envolve as palavras, a vida que criamos ao inventar personagens.
Eu escrevo para sair do tédio que é a vida "normal".
Eu escrevo porque sei que posso mudar a vida de muitas pessoas de forma positiva com meus pensamentos sobre a vida e tudo que a envolve, quando decido filosofar ao invés de fantasiar.
Eu escrevo porque me expresso melhor escrevendo do que falando. Uma característica do introvertido.
E eu escrevo porque isso faz parte de quem sou.

E você? Por que você também escreve?

domingo, 1 de setembro de 2019

Neurose e o transporte por aplicativo

Imagem extraída do google


Por Gabriella Gilmore

Era sábado de manhã, o sol já emitia sinais de que o dia seria um inferno de quente, e Catarina havia acabado de sair do salão, onde tirou a parte da manhã para fazer o SPA dos pés.
Ela precisava visitar uma amiga, mas com os pés limpos e tratados, ela preferiu chamar um Voola ao invés de pegar o busão.
Catarina detestava coisas relacionada a redes sociais ou aplicativos. Ela dizia que: “Nunca se sabe quem realmente está do outro lado, e para o caso de transportes por aplicativos, não sabemos quem irá abrir-nos a porta”.
Ansiosa e temerosa, ela confirmou a corrida.
Seu Voola estava há 4 minutos do local da partida.
Ela tirou print da tela do celular, enviou para sua amiga e escreveu: “Jú, se eu não chegar em 30 minutos, pode começar a rezar por mim”.
Quando o carro chegou, ela confirmou a placa.
Ao abrir a porta saudou o motorista perguntando seu nome e como ele estava:
- Sou o Luiz, e estou bem. Como você está?
- Bem também.

Ela quis ser o menos comunicativa possível pois não gostava de conversar com estranhos.
Catarina fez uma análise rápida dentro do carro. Viu um copo plástico no assoalho do carona, o encosto da poltrona do motorista com um rasgado enorme, e ele escutava uma música gospel instrumental.
“Com essa cara, esse rapaz não deve ser crente”. Pensou Catarina.

- Você está saindo do trabalho? - Perguntou Luiz.

Catarina revirou os olhos e pensou: lá vem o cara investigar minha vida. Tem alguma coisa  errada.
E cruzou os dedos.
- Não. Respondeu o mínimo possível para não gerar um bate papo.

- Nossa que bom. Quando se tem o sábado de folga, o final de semana fica mais produtivo, né? Disse Luiz tentando puxar papo.

Catarina soltou um “Aham” anasalado e preocupado.
“Esse cara está querendo saber demais. Aposto que vai me levar para algum lugar”. Pensou neuroticamente.
Quando se deu por si, ela percebeu que o rapaz estava pegando um caminho contrário. Logo ela pegou o celular para ver o mapa.
- Luizzzzz, peraí! Estamos indo para o bairro errado. Eu quero ir para Pampulha. Será que digitei errado?
- Altere a localização. Vou parar aqui na esquina para você mudar a rota. Respondeu calmamente o motorista.
Nisso a mente de Catarina congelou por alguns segundos. Ela não sabia como fazer isso.
- Luiz, por obséquio, como eu corrijo a localização?

“Agora ele vai perceber que não sei mexer no aplicativo, e consequentemente serei uma presa ainda mais fácil”. Eram os pensamentos de Catarina borbulhando.
- Pronto. Deu certo. Disse Luiz devolvendo o celular. Parece que existe mais ruas com o nome “Lagoa do Bretas” na cidade.
- Pois é. Eu nem imaginava. Respondeu Catarina com a voz quase falhando.
- Agora vai dar certo. Retrucou Luiz.

Trim trim trim.

- Licença. Preciso atender a ligação. Disse Luiz educadamente.
- Bom dia irmã Joélia. A paz do senhor.
- Paz-do-senhor irmão Luiz. Onde você está? Perguntou apressada a mulher na linha.
- Estou rodando em Belo Horizonte. O que a irmã está precisando?

“Virgem Maria! Eu sabia que tinha algo de errado”. Pensou Catarina. “Aposto que ele está fingindo ser crente, e que o som de música gospel no seu carro e essa ligação é tudo parte de algum plano”.
Catarina começou a suar frio.
- Você está em qual carro? Perguntou Joélia.
- Uai, estou no Gol cinza. Por que?

“Viu? Eles estão falando em códigos! A mulher deve ser alguma líder de tráfico de pessoas, e agora ela precisa identificar tudo para seguir com algum plano maquiavélico”. Catarina não parava de pensar.

- Ah! Então não vai dar. É que eu precisava levar uma geladeira lá para Vespasiano, e ela não vai caber ai não.

“Tá vendo? Olha a conversa cheia de códigos! Será que ele vai me levar para Vespasiano?”
A neurose de Catarina só ia aumentando. Ela não via a hora de sair do carro.

- Eu posso tentar ver com meu irmão Zé. Eu acho que ele deve estar indo para Vespasiano neste final de semana.
- Você faria isso, irmão Luiz? Perguntou Joélia com uma voz que não transmitia nenhuma entonação ou emoção. Era estranha demais.
- Fique tranquila. Nos falamos mais tarde.

E Luiz desligou o telefone.

- Moça! Moça! É você quem pediu a corrida para Pampulha? Perguntou o motorista ao estacionar o carro e abrir a janela do carona.

Catarina estava de pé com o celular nas mãos, basicamente em transe.
E isso foi apenas seus pensamentos ansiosos enquanto aguardava o seu transporte de aplicativo.

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Com histórias assim, lancei meu novo livro chamado "O Divertido Cotidiano vs. Murphy" já disponível para pré-venda no site da editora.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O via dolorosa do sucesso



por Gabriella Gilmore


Trilhar o caminho para o sucesso sozinho é doloroso, mas ainda bem que eu não ligo para companhias, senão eu estaria empacada na vida.



Estava hoje filosofando com a Naya sobre como é curioso a falta de incentivo quanto a jornada solitária que é, a busca pelo sucesso profissional. As pessoas normalmente só irão te reconhecer depois que você estiver lá no topo. Mas pouquíssimas pegam na suas mãos, te olham nos olhos dizendo palavras de encorajamento, quando você está passando pelo caminho doloroso dessa jornada.
Teve uma época na minha adolescência que eu carecia muito da aprovação e do amor das pessoas para saber que eu estava bem e que era amada.
Quando eu cresci, eu vi o quanto isso era errado e como as pessoas são más, e que às vezes é melhor andar só do que mal acompanhado. Então, comecei a olhar para dentro, para mim mesma, e descobri que sou uma boa companhia e que não preciso de aprovação externa para ser quem sou.
Sendo autocrítica, consigo me reescrever constantemente.  
Claro que nem todos tem essa capacidade de se reinventar. Eu acho que tive sorte. Por isso hoje eu gosto da solitude e preciso dela, e gosto também de ser independente financeiramente e emocionalmente. Sou quase uma rocha!


E você, tem alguma história de superação para compartilhar?



O dia do lançamento do meu novo livro, "O divertido cotidiano vs. Murphy" está quase chegando.
Guarde a data 21 de setembro de 2019.
Acompanhe as notícias no meu IG: @gabygilmoreofficial
A programação tá massa!
Te encontro lá.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O divertido cotidiano vs. Murphy (book)


Boaaaa noite meu povo introspectivo!!

É com muita satisfação que compartilho com vocês a pré venda do meu novo livro que está sendo feita no site da editora Clube de Autores.
A noite de autógrafo será em setembro no Giro Sabor.
Eu voltarei com a data certinha para todos vocês.
Acessem o link do >  Clube de Autores e garanta a sua cópia impressa.
Não esqueça de levá-la no dia do lançamento para eu autografá-la, tá bom?
Autor bom, é autor vivo. hahaaha.

Falei isso hoje com algumas amigas.
Pensa comigo! Por que bons autores só ficam famosos depois de mortos? O que seria isso? Azar? Ou oportunismo de editoras? Sei láaaa. Só sei que se eu tivesse oportunidades de voltar no tempo, seria super amiga de Clarice Lispector, porque hoje infelizmente nunca terei a oportunidade de sentar com ela e bater um papão.
Pense nisso.
Valorize artistas que estão vivos. Compartilhe os trabalhos dos seus amigos, não custa nada.
Não temos a intenção de viver numa batalha com "concorrentes", só acho que tem muita gente boa lá fora sem o devido reconhecimento pelo simples fato de não ter grana o suficiente para se lançar, e nem amigos para caminhar junto nas divulgações.
Enfim, conto com vocês para caminhar comigo nessa nova jornada.

Beijosss!!!
@gabygilmoreofficial

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Você confia nele?



- E você confia nele?
- Não. Mas eu não tenho motivos para desconfiar dele.
- Nossa! Isso chega a ser chocante. Por que ainda está com ele se você não confia em sua pessoa?
- Bom, a resposta que dei é muito honesta, não acha? Eu tenho dificuldades de confiar nas pessoas sim, e a confiança é uma arma muito poderosa para você entregar a alguém. Pense nisso.

@gabygilmoreofficial

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Mulher de fases



Como a lua, eu tenho as minhas fases.
Há dias que gosto de mergulhar no meu mau humor tentando interpretar meus pensamentos.
Noutros, quero me levantar e traçar planos no qual sei que não conseguirei cumpri-los todos.
Depois quero amar todas as pessoas de uma só vez, trazendo todos para perto, no aconchego do meu abraço.
Contudo, me fecho para recarregar minhas baterias emocionais para depois poder repetir tudo isso outra vez.
Sou introspecção, energia, explosão e frieza, tudo em seu devido momento.

#gabriellagilmore

@introspectors

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A gosto de Deus




Se você ainda não conquistou as coisas da sua lista de metas 2019, te acalme e prossiga no alvo.
Muito das vezes deixamos de concluir nossos planos simplesmente porque não tivemos paciência para deixar Deus agir em nosso favor. 
Pense nisso!

Que venha o natal!! hahaha
Beijossss!!

Instagram: @gabygilmoreofficial