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sábado, 25 de janeiro de 2014

Auto-Análise

"A sensibilidade dos gênios faz com que sofram mais e sejam mais ansiosos."

"...quanto menos vida pessoal, mais segura e melhor será a vida intelectual."

E a leitura continua.
Arthuzinho escreve abaixo sua auto-análise e dentre essas e outras informações a gente consegue entender um pouco o que levou o grande filósofo a ser pessimista e desesperado.

"Desde jovem, percebi que os outros lutavam por bens exteriores, o que não me interessava, pois eu tinha dentro de mim um tesouro muito mais valioso do que todas as posses materiais. O mais importante era aumentar esse tesouro, bastando desenvolver a mente e ser totalmente livre. (...) Contra a natureza e os direitos do homem, tive de renunciar ao meu próprio bem-estar para me dedicar a servir à humanidade. Meu intelecto não pertencia a mim, mas ao mundo.
Minha vida é heroica e não deve ser medida pelos padrões dos fariseus, dos comerciantes e dos homens comuns. (...) Não devo, portanto, ficar deprimido por não ter as coisas que fazem parte do curso normal da vida de um indivíduo. (...) assim, não devo me surpreender se minha vida parece incoerente e sem qualquer meta."

Bom final de semana, mortais!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O choro pode durar...

... uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã.

Ainda lendo O mundo como vontade e representação para o encontro com as garotas do clube de leitura e achei interessante a passagem sobre "Chorar" que Schopenhauer descreve.

"Chorar, pois, é ter piedade de si mesmo, é a piedade revolvida ao ponto de partida. Para poder chorar é preciso ser capaz de amor, de piedade e ser dotado de imaginação. Por isto o homem sem coração e sem fantasia dificilmente chora; sabe-se antes que as lágrimas são prova de certo grau de bondade, e desarma a cólera porque bem se sente que quem ainda é capaz de chorar, é também capaz de amor, ou seja, de piedade para com os outros..."

E você, o quanto tem chorado?