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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sonho lúcido


Oi oi oi oi Introspectors!
Vira e mexe meus momentos nostálgicos aparecem.
Estava aqui curtindo Kidneythieves de novo e resolvi republicar um texto que postei recentemente no Recanto das Letras.
Quem está assistindo Jessica Jones no netflix?
Eu ando acompanhando os episódios. Ainda não tenho uma opinião formada sobre a trama até porque se eu for falar agora eu detonaria a personagem e a história haahahaha Preciso esperar mais um pouco para ver se a história vira. Mas confesso que não foi uma estreia brilhante.
Veremos!

A música de hoje vai para a Fefê.
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No mundo dos vivos você não passa de uma boneca de pano.
Na fúria, é retalhada, pisoteada e jogada de lado.
Aqueles olhos fundos na verdade foram arrancados à unha.
O globo ocular ainda está naquele pote com líquido amniótico.
Insisto em deixá-lo encima do mogno perto da porta para lembrar de você toda vez que eu voltar àquela casa. E os meus fantasmas se divertem.
"Venha Annabelle! Venha para casa".
Sua cadeira de balanço te espera.
Está esperando o que? O tapete vermelho e os anúncios para sua chegada?
"Oh! Saudosa rainha dos olhos negros!"
Quem pensa que é?
O seu medo alimentou o meu monstro.
E ele está aguardando o momento certo para se libertar.
Seus fantasmas agora estão dançando. Se preparando para encontrar com os meus. Diferente de nós eles se dão muito bem no mundo dos mortos.
Acenderei uma vela e deixarei na janela do quarto.
Siga aquela chama.
Mas não se esqueça de manter o ritmo rápido. Pois ela pode apagar.

www.twitter.com/gabriellaclima

sábado, 31 de outubro de 2015

Anna-Belle


por Gabriella Gilmore


Ela é daquele tipo de boneca cheia de remendos
Cada dia mais parecida com voodoo
Os dias passam em câmera lenta
Enquanto o vento soa um “yahoo”

A costura arrebenta sempre no mesmo lugar
Arrebenta, remenda, arrebenta, remenda
Costura encima de costura
Não há pano que aguenta

Por fora ela tem uma aparência monstruosa
Por dentro existe uma maciez
Que só é sentida
Para quem reconhece sua própria pequenez

Os anos se passaram para a pobre Annabelle
Que passou de mão em mão
Sua alma não mais pertencia aquele corpo
Que hora sentia frio sim, mas em outras vezes não

sábado, 30 de novembro de 2013

Hide and seek


Escondida nesse mundinho Púrpura ela encontra seu refúgio.
As pessoas são boas, os diálogos são seus, e ela não gagueja.
Eles se fazem de palhaços para sobreviverem no escuro. No escuro de suas mentes.
Dormindo como se estivessem em coma, ela não faz o esforço para desperta-los.
Não quer desenterrar mais nada, a única coisa que ela precisa é continuar brincando.
Se esconda! Vá! Eu te acho.
Aqui você não precisa fingir que gosta do que se tornou.
Se te tocam, você arde em febre. Se te isolam, a temperatura abaixa.
Ela às vezes não sabe o que quer.
A população se tornou zumbi se alimentando das desgraças alheias.
Torcendo por sua queda para depois poderem subir.
Hide and seek.
Você fecha os olhos para não ver o que as pessoas estão fazendo.
Hide and seek.
Você desperta para seguir seus rastros.
Boo!
Ela te pegou.