quarta-feira, 18 de março de 2009

JULIETA


Julieta

Eu sempre soube, desde a primeira vez que meu coração bateu ao ver-te, que nosso amor seria contra tudo, e talvez a todos, mesmo você não se preocupando com opiniões alheias, sempre tentei te preservar.
É curioso como não tenho pensado em outra coisa a não ser nessa ânsia que me tem tomado no peito, em querer ver-te, mesmo através de um vidro blindado.
Queria te sentir, pegar em teu rosto e olhar de perto essa menina que quando está triste, se isola.
Ainda guardo aquelas cartas com as mais belas poesias e juras tímidas de amor.
Ainda guardo aquela promessa de nos encontrarmos ao por do sol, onde poderei cantar-te uma música, aquela na qual soprastes aos meus ouvidos numa tarde de domingo.
Oh! Julieta! Que conseguiu resgatar meu coração, que a tão pouco estava perdido!
Oh! Como te amo! Mesmo que por palavras vindas de uma imaginação!
Quero ter-te por perto...
Hoje tive mais um devaneio, um medo de entregar-te minh’alma e desfalecer até mesmo antes de tudo isso acontecer.
Não consigo gostar-te pouco e isso é tão intenso que me desola, pois sei que estás léguas de mim e conter-me faz com que eu exploda intimamente e perca o juízo.
Não posso evitar em me lembrar dos poucos momentos que senti que tu me pertenceste e és por este motivo que escrevo pedaços de você, pedaços de mim, na tentativa de juntar-nos em textos, pois a minha mente já faz cheia de um VOCÊ, de um NÓS.
E onde eu puder gravar este amor, estarei fazendo, pois me reprimir não far-me-ia nem um pouco romântico, nem um pouco Romeu.

Com amor,
R.

Por Gabriella Lima

quinta-feira, 12 de março de 2009

MALDITA LEI DE MURPHY

Crônica também postada no recanto das letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1483317




Maldita lei de Murphy


Na quinta à noite, Jucimara dormira pensando no dia seguinte, já que ela iria perder sua hora de almoço para resolver o pepino do cartão de crédito que não havia chegado.
Tranqüila em seu trabalho, ainda executando suas tarefas matinais, chega seu patrão todo apavorado falando que ele havia esquecido de juntar as contas do mês para efetuar os pagamentos.
- Ixi Jucimara, você vai ter que perder seu horário de almoço porque tem essas contas pra acertar e um depósito para fazer.
- Ah tudo bem!
- Se a Clara estivesse aqui você poderia ir depois do seu almoço, mas hoje não posso ficar aqui para te aguardar porque estou resolvendo umas coisas no escritório do Valter.
Tranqüila sobre aquele contratempo e já imaginando que iria ter que adiar suas coisas pessoais para próxima semana, ela sai tranqüila para revolver as coisas do chefe, afinal, não era todo dia que acontecia aquilo.
Precisava passar antes de tudo na contabilidade, para calcularem os acréscimos do FGTS, pois estava atrasado. Chegando lá, ela viu que estavam para o horário de almoço. Maravilha! Comecei bem. Pensou consigo.
Continuou a jornada para o banco onde iria sacar o cheque para assim pagar as contas.
Ai que beleza! A fila está pequena. Disse pra si mesma.
Bem, pequena em vista das 40 pessoas que ela estava acostumada em ver na sua frente.
Chegando a sua vez, ela simpática cumprimenta a atendente e passa o cheque.
- Mas há uma rasura aqui.
- Mas é só um borrisquinho bobo na data moça.
- Infelizmente não posso aceitar porque isso geraria complicações no futuro.
- Ma ma massss moçaaaaaa. Peraí que vou ligar pro meu chef.
Jucimara ligou e Sr Satto iria mandar o office boy trazer outro cheque.
- Eu posso furar a fila quando o rapaz trouxer o cheque corrigido?
- Olha, se a fila não estiver muito cheia posso ver isso pra senhora.
Murmurou um [Senhora o cacete] e desceu para aguardar o rapaz que por ventura demorou meia hora.
Subiu esbaforida e por sorte só havia uma pessoa a sua frente.
Resolveu seu problema numero um, depois iria a outro banco fazer o depósito.
Chegou cruzando os dedos para que não houvesse fila, mas nem adiantou.
- Prontinho, seu depósito foi feito. Disse o rapaz do caixa.
- Gente, devia existir um caixa só de depósito p*** que p****. Fiquei aqui esse tempão para algo tão besta.. Ahhh que coisa. OBRIGADA assim mesmo.
Saiu correndo para enfrentar outra filinha básica, o da lotérica.
Daria tudo por um pedaço desse picolé. Pensou olhando a criancinha no colo da senhora, que também aguardava na fila.
Sabe de uma coisa? Ela se perguntou. Quando eu sair daqui, por desaforo vou ir ao Bank para resolver MEU problema, que se dane o chefe esperando.
Saindo da lotérica, acaba torcendo o pé esquerdo por conta da pressa e do tamanco que usava, afinal, não sabia que faria essa maratona infernal de bancos.

Mas que &*$#@ mêo, já to começando a acreditar na tal lei de Murphy. Dessa vez seu murmúrio foi audível. Desculpou-se com quem passava e seguiu viagem para o Bank.
Teve que pegar uma senha ridícula para falar com o gerente de desbloqueio de cartões. Chegando sua vez, o rapaz falou que ela teria que ir ao caixa para buscar o cartão, pois estava lá. ( O correio havia passado em sua residência três vezes mas não havia ninguém).
Jucimara, coitada, já não agüentava mais esperar, ainda mais com o pé torcido.
“Olha! Uma vaga no banco de idoso! Vou sentar lá enquanto não chega ninguém.” Pensou enquanto já se caminhava para tomar posse do lugar, mas um velhinho chegou antes.
Palhaçada. Falou nervosa em seu íntimo.
Voltou pra fila e foi falar mal do atendimento do banco.
Viu um oficial da polícia furando fila.
- Mas genteeeee que absurdo!!! Viu só aquilo?
- Ele já estava na fila. Falou uma moça que estava perto.
- Eu sei, mas ainda faltavam umas sete pessoas. Mêo, vou descer para sentar lá embaixo porque não agüento mais de dor. Você segura meu lugar?
- Claro, vai lá! Respondeu a moça gentilmente.
Oh belezinha! Por que não existem bancos lá também? Que coisa!!!
Ansiosa com medo de perder a vaga lá em cima, ela acaba voltando.
Nisso o oficial veio falando com umas pessoas que estavam na fila:
- Gente, não furei a fila porque estou fardado não. Já havia 25 minutos que eu aguardava para ser atendido e fui lá atrás dos meus direitos... Vocês devem saber da lei e podem recorrer a ela sim viu? E DEVEM.
- AHAMMMMM. Cochichou um.
- Mas se todos resolverem RE-COR-RER dos direitos isso vira baderna. Retrucou um jovem.
Jucimara calada e só ouvindo, preferiu engolir o que estava pensando para não render assunto, afinal, só faltavam quatro pessoas em sua frente.
Quando chegou a sua vez, a coisa foi tão rápida que ela teve que brigar com o atendente.
- Olha, sei que você não irá fazer nada sobre isso que vou falar, mas francamente, seria muuuuito simples se tivesse uma fila, uma mísera fila, tipo esses caixas rápida, saca? Porque gastei nada mais nada menos do que duas terríveis horas para ficar apenas dois minutos olhando você pegando o cartão que devia ter sido entregue na minha casa.
- Mas senhora...
Interrompido, Jucimara continua seu sermão.
- Senhora está no céu. E eu sei que o correio esteve em minha residência, mas estou jogando pra fora as dores do pé e a fúria de outras pessoas que também concordam comigo sobre um caixa rápido. Alias, tem muita gente precisando de emprego, não acha? Enfim, muito obrigada.
E saiu aliviada do banco, porém pensativa.
Se um dia essa tal lei de Murphy me pegar, eu me mato! Imaginou-se pensando.
Afinal, eram apenas pensamentos de uma quinta à noite.

Lima_gabriella@hotmail.com

terça-feira, 10 de março de 2009

Frase


"...que me dê alguém não para trocar solidão e dividir tristezas, mas para me adir quando eu finalmente entender o seu sentido e puder repartir sem me subtrair..." T.Bernardo

Lendo uma crônica desse mocinho ai, extraí esta frase perfeita.

Sem muito o que comentar, desejo uma boa noite a todos!
=***

sexta-feira, 6 de março de 2009

A CABANA - Resenha


“Se você deseja que alguém conheça o perdão, o presenteie com: A cabana – The shack”
- Gabriella Lima

“Será que liberdade significa que você tem permissão para fazer o que quer?
.... Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influencias sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados – ela suspirou – o que é de fato liberdade?”
- A cabana

Se William P. Young estava relatando uma história real, não podemos ter certeza, mas que ela nos comove aos poucos e nos passa uma lição, isso pode ter acreditar..
Nesta narração, William contará a vida de seu amigo Mack, que ao perder sua filhinha, sua vida dá uma parada durante quatro anos, até ele receber um bilhete de Deus, o convidando a voltar à cabana para uma conversa.
Se algum dia você se questionou com Deus sobre assuntos como: a morte de inocentes, falta de amor, compreensão, por que acontecem coisas ruins a pessoas boas, prepara-se para acertar as contas com Ele também.
Nesse relato, ele fala sobre uma passagem pela morte sem dor. Confortando assim os que ficam na terra, pois muitos ficam tristes não só pela perda, mas pelo possível assombramento e aflição quando aquele que esta partindo sofre.
Fala também do propósito que cada acontecimento tem em nossas vidas e que sua intenção é sempre o crescimento. Se soubermos usar isto, teremos uma tendência em sermos melhores.
A cabana te faz chorar de raiva algumas vezes, mas depois essas lágrimas voltam com outro gosto, o da alegria.
O mostra também que perder alguém nem sempre significa “perder” e sim ganhar algo.

Pagina 168

- ....é isso que significa ser cristão? Pergunta Mack.
- Quem disse alguma coisa sobre ser cristão? Eu não sou cristão... Responde Deus.

“Uma heresia comum entre nós humanos, porém saudável (?)” G. Lima

Mesmo pecando algumas vezes na objetividade das cenas, A cabana é uma excelente opção de leitura que você só tem a acrescentar em sua vida.
Faça parte desta experiência você também!
A história esta prestes a ganhar adaptação para o cinema e quanto maior numero de pessoas tomarem conhecimento sobre A cabana, mais rápido estará nas telinhas.


Resenha postada no recanto das letras
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/1472082

quarta-feira, 4 de março de 2009

Júlio Cézar - Arte core

Exatamente no horário marcado, chega Júlio, todo tímido, com sua pastinha de desenhos debaixo dos braços, para um bate papo descontraído no shopping. 
Um rapaz inteligente e agradável, que tem não só, o apoio da família, mas como uma grande e pequena fã, a sua fofíssima namorada Maffa. 

Nessa pequena entrevista, Júlio Cezar, que já tem definido o nome da sua futura marca, Arte core, nos conta como surgiu essa vontade de colorir seus pensamentos, de retratar emoções e dar vida ao preto e branco de seus esboços. (A foto acima relata o que presenciei em agradáveis poucas horas, com essas duas crianças que já tem comportamento de gente grande). 







1. Me conta como surgiu essa "coisa" com o desenho. 

Bom, como a maioria das crianças rsrs eu sempre assistia muito desenho animado, na época era cavaleiro dos zodíacos e os imortais como Pica-pau, Pernalonga, Tom & Jerry e por aí vai ... Ainda quando eu estava no jardim, comecei a fazer alguns rabiscos influenciado pelos desenhos animados ( confesso que ainda sou viciado em assistir desenhos rs)... Mas, além disso, eu gostava de escrever algumas historinhas e ilustra-las, a vida escolar também teve grande influencia... 

2. Tem alguém na família que desenha ou é artista plástico? 

Bom, eu me lembro que quando era criança, meu pai pintava alguns quadros pra se distrair, ele gostava de retratar lugares e coisas, que de certo modo, faziam parte da sua vida, além disso ele fazia alguns bicos como pintor de placas, cartazes e letreiros fora da profissão de professor... E minha mãe é uma ótima artesã, trabalha com coisas da natureza, arranjos, cestos, bordados, entre outros... Uma boa parte da minha família tem algum dom artístico. 

3. Você tem algum outro trabalho, algum fixo? 

Já trabalhei em inúmeras coisas, nada muito grandioso rs, mas comecei a trabalhar de verdade com 15 anos de idade como office-boy... Já passei por varias empresas mas nunca fazendo o que eu realmente gosto e sei fazer... Atualmente estou fazendo um cursinho de design & web e aguardando um estágio na área, estou desempregado e o pouco de grana que consigo é fazendo alguns bicos com ilustração e pintura comercial. 

4. O que você acha do espaço da sua arte em Governador Valadares? 

Digamos que Valadares ainda tem muito para se desenvolver em certos pontos. Pelos anos que venho me aprimorando aqui, percebo claramente que o Valadarense tem a mente muito fechada em certos aspectos culturais. Obviamente não são todos, mas na sua maioria não se interessam, não valorizam ou simplesmente são preconceituosos... Ainda existe muito daquela velha historia de arte marginalizada, "julgar o livro pela capa", sem saber que o nosso conteúdo pode ser muito valioso ! 

5. Vi o trabalho lindo que você fez na Praça do Horto. Foi a Prefeitura quem te convidou? Como funciona a escolha do grafiteiro para pintarem certos muros da cidade? 

Bem, no caso do Graffiti no Horto, todos os grafiteiros foram convidados direto ou indiretamente pelo Alexandre (Sabão) que é um dos poucos que valoriza a arte underground em geral de G.V. com seus pequenos eventos. As tintas foram cedidas pela nova administração da prefeitura, no projeto de revitalização do Horto. Pra mim foi uma ótima parceria, povo e governo trabalhando em prol de melhorias para todos, não é todo dia que isso acontece!... Sobre a escolha e o uso dos muros pra Graffiti na cidade, acontece como já é considerado normal por nós. Se o grafiteiros conseguem um espaço autorizado para expor sua arte ele faz com a maior vontade e alegria, mas caso ele não consiga esse espaço "legalizado" ele não deixa de fazer a sua arte. Na maioria das vezes é arte "ilegal" mesmo. 

6. Sei que você tem uma banda de rock. Como você relaciona a música e o desenho? 

Bom, pra mim a música sempre precisa expressar sentimentos, tanto para quem a faz quanto pra quem escuta, seja ela qual for, ódio, amor, paz, indignação, tristeza, alegria, não importa... Musica é sentimento, é vida do mesmo modo que qualquer arte. Na minha banda atual (Shift-05) eu sou o compositor, e tanto nas musicas quanto em meus desenhos eu procuro retratar sempre o que eu estou sentindo, o que eu vivencio e como eu vejo as coisas. Muitas vezes a musica e o desenho são uma forma de desabafo ou de explosão de sentimentos, é a vida ou a falta dela, transformada em sons e imagens. 

7. Como você definiria a sua arte? 

Minha Arte é minha Vida. Minha Vida está em minha Arte!... A Vida é uma Arte e a Arte tem Vida própria! 

8. Como surgem suas inspirações? Você é aquele artista que está a todo vapor todo o tempo ou não funciona sobre pressão? 

Como eu disse, eu tenho minhas inspirações e não é sempre que estou de bem com os meus dons rsrs. Eu posso sim até funcionar sobre pressão, mais eu não gosto. Arte tem que ser livre e temos que ter certa liberdade para criá-la. Se preciso, eu faço sim um trabalho por encomenda, totalmente ao gosto do cliente, garanto em caprichar e dar o meu máximo, mas se não tem nem um pouco do meu sentimento, aí deixa de ser arte ou trabalho artístico, para ser simplesmente trabalho. 

9. Já pensou em fazer algum trabalho voluntário na sua cidade? Levando cores para crianças carentes ou com deficiência? Você sabe que a pintura, música, teatro, tudo isso traz de volta tanto uma infância quanto coordenação motora, dependendo da pessoa, claro. 

Sim, já pensei e até projetei isso, realmente falta colocar em pratica. Desenvolver um trabalho com as crianças de baixa renda, ensinando as minhas técnicas de ilustração e graffiti, tenho certeza que teria um grande resultado em um todo! Obviamente precisaria de apoio financeiro para o projeto. Ainda pretendo coloca-lo em pratica. 

10. Júlio em 10 anos... Como você se vê no futuro? 

Mais velho. rsrsrsrsrrs Mas falando sério, se tudo ocorrer como nos meus planos e sonhos, eu me vejo muito bem casado, vou continuar com meus projetos musicais, terei meu próprio negocio, um ateliê de ilustração em geral ou um estúdio de design gráfico, ambos abrangendo alguns projetos sociais, trabalhando pra mim mesmo e vivendo como eu quero. 

 CONTATOS: E-mail: raciocinio_hxcx@hotmail.com 
 Cel:(033) 30836427 (033)99588912 
 Perfil do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=10193696114754293105 Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=76716989 
 Deviantart: http://makelove-nowar.deviantart.com/ Onde contem uma galeria com seus desenhos e trabalhos de design. 
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Leiam um artigo que escrevi par ao site Recanto das Letras sobre o Graffitti

terça-feira, 3 de março de 2009

Crônica - Uma neurose chamada TPM


É segunda-feira, inicio de mês, dia de ir ao banco para enfrentar aqueles metros de fila, ouvindo fofocas por todos os lados, daquelas pessoas que também esperam a sua vez.
Marta P. saiu desanimada e lenta de casa, já prevendo a longa espera no banco.
Pegou o livro “A cabana” e foi encarar aquele sol de quase 40º que ardia lá fora.
Comprou um trident (ela costuma mascar gomas quando sabe que vai ter um ataque de ansiedade) e entrou no refrescante banco. Pelo menos algo para animar em ficar horas na fila.
Murmurou um “Oh clima abençoado!” e foi para o segundo piso, onde ficam os caixas.
Chegando lá, sorriu abertamente para o segurança e se alegrou em ver apenas sete pessoas a sua frente.
Pegou mais outra goma de chiclete para comemorar.
Como a fila andou rápido, saiu contente e saltitante pela rua a fora e decidiu parar numa loja onde viu umas roupas atrativas.
“Estou precisando mesmo de peças novas”.
Olhou umas blusas, viu um vestido lindo na manequim e pediu a vendedora para trazer um para ela.
- Qual tamanho senhora?
Ela engoliu seco o “senhora”, pois ela tinha apenas 22 anos e respondeu baixinho:
- O maiorzinho que tiver.
Ela odiava pronunciar o tamanho G, mesmo sabendo que estava fora de forma.
Viu mais outras blusas, uma saia preta de bolinhas e quando a moça veio com o vestido, foi ao vestuário experimenta-lo.
A saia com a blusa tinha ficado jóia, mas o vestido?! Que horror!
Ela era super autocrítica, pena que não usava aquilo para fazer uma bela dieta, mas nossa amiga parecia feliz podendo comer sem restrições.
Ela olhava para o espelho, virava de lado, “quanto culote! Aff. Olha as celulites? Estão tão berrantes que se vê por entre o vestido” Sussurrava.
Tirou a roupa correndo e se encarou mais uma vez ao espelho.
“MELL DÈLLLS! Estou inchando. Santo do acarajé frio me ajuda!!!”
Trocou-se às pressas, jogou o vestido longe e foi pagar pelo conjuntinho de saia e blusa.
No caminho para casa, encontrou uma amiga e aproveitaram para conversar numa lanchonete próxima. Pediu apenas um suco gelado de limão com laranja e foi comentar do episodio da loja.
- Mas Kátia! Estou me sentindo pesada amiga. Inchada sabe?
- Olha Marta, às vezes temos mania de exagerar nos comentários para nos sentirmos melhores. Também sou assim. Mas não vejo essa mobby dick que você tanto fala não.
Se a amiga estava falando aquilo só para acalmar o animo de Marta, não se sabe, mas aquilo funcionou.
Pagou pelo suco e foi para casa.
Chegando lá, foi tomar uma ducha para se refrescar daquele calorão e viu que sua regra tinha chegado.
Olhou novamente para o espelho e viu aquelas espinhas que tinha espremido no dia anterior e falou consigo.
- Mulher quando está naqueles dias fica um horror e para piorar, neurótica.

Crônica também postada em:
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1466777

BOM DIA A TODOS!!!

domingo, 1 de março de 2009

CONEXÃO VIVO EM VALADARES - MG


Matéria tirada do jornal RIO DOCE

“O conexão Vivo 2009 abre amanhã (2) a fase de shows e oficinas culturais pelo País.
Valadares é a primeira das cinco cidades a receber a programação especial do projeto, que depois segue para São João del Rey, Urbelância, Montes Claros e Campinas.”

Até quem fim chegou algo bacana para Valadares na área cultural.
Se quiser da uma olhada no portal da Vivo, visite o site:

www.conexaovivo.com.br


Se você tem já seu perfil, me adicionem:

www.roxy.conexaovivo.com.br

Te vejo por ai.

- P.S – Filha, em Campinas vai ter hein? Dei pulo de alegria aqui por você. Trata de ficar de olho pra tu se cadastrar.

Beijos a todos.