Criando experiências. Conteúdos de Literatura, História, UX Writing e artes em geral.
domingo, 13 de maio de 2012
Crise de imortalidade
Se ela pudesse, ela com certeza desapareceria. Isso seria um dos maiores truques da humanidade. O desaparecer.
Mais uma vez Alice está em crise. Crise de imortalidade.
“Se eu ao menos soubesse como morrer, não estaria passando por isso tudo de novo.” Pensou um dia.
Aquele dia aconteceu diversas vezes, de uma vez só.(...)
Sentei para escrever uma crônica nova e a única coisa que para mim prestou até agora, foi esse começo.
Essa semana vou me afogar nas palavras de Jane Austen, talvez eu aprenda a lidar com tudo o que está acontecendo neste momento.
No filme The Jane Austen book club, todos membros do grupo acabam com um final feliz. Essa é a magia dos livros, não é mesmo? É por isso que escrevo... para não.. já nem sei mais como terminar...
sábado, 5 de maio de 2012
Beth Goulart e Eu
Boa tarde amigos e leitores!
Eu ainda estava escrevendo o livro “O diário idiota de Rafaela” quando brinquei dizendo que um dia enviaria um exemplar dele para a atriz Beth Goulart e Jô Soares, que como eu, são amantes dos textos de Clarice Lispector. Naquela época, ela estava estreando a sua gloriosa peça “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Fiquei aguada por não poder ir, afinal, morava numa cidade pequena e as chances de eu pegar um ônibus e ir até BH eram um pouco remotas, afinal, eu nunca tinha tempo e nem dinheiro sobrando. Fiquei arrasada.
Quase três anos depois, estou vivendo em uma cidade maravilhosa, já participei com meu livro numa grande Bienal, e folheando o jornal, que muito raramente o faço, vi estampado na página cultural o anúncio do espetáculo de Goulart. EU-GRITEI! Imediatamente falei para mim mesma que iria e que ainda deixaria em mãos um exemplar para a atriz.
EU CONSEGUI!
Então deixa eu te contar a aventura.
Na terça, fiquei sabendo sobre a peça. No mesmo dia fui procurar saber como eu chegaria ao local, já que pouco sei andar em BSB. Liguei para minha irmã intimando-a para ir comigo. Ela topou.
Chamei algumas amigas, mas elas desanimaram.
Na quinta, minha irmã falou que uma amiga dela iria conosco e que na sexta ela tentaria comprar os ingressos para as 21hrs, já que nunca encontra vaga em cima da hora.
Na tarde desse dia minha irmã me liga desesperada falando que não havia mais vagas, e na hora eu surtei, afinal, eu iria trabalhar no sábado e não poderia ir, ou seja, a única opção seria naquela sexta muito louca.
Minutos depois, Fabi falou que tinha cadeiras extras na sessão das 23hrs, era pegar ou largar.
MAS É CLARO QUE EU PEGUEI. E sai às pressas do trabalho para descansar um pouco para me aprontar.
Minha irmã capotou na cama, e chegando perto das 22 hrs, eu ansiosa e com receio dela fazer aloka e desistir, comecei me aprontar sozinha. Por sorte a guria levantou e a nossa carona fada madrinha estava nos aguardando na portaria. (Depois vocês vão entender porque do fada madrinha).
Fomos ricas e finas para o Teatro Oi Brasilia.
Chegando lá, nos acomodamos e a peça começou.
Chorei.
Muito dos trechos eu sabia de cor e ficava maquinando a sessão toda, em como abordar a Beth no final do espetáculo.
Quando terminou, minha irmã estava de muito mau humor e não queria procurar a entrada do camarim conosco, foi quando Fabi teve uma ideia de vermos se a tal porta branca estava aberta. Por sorte estava.
Entramos de fininho, e a Fabi, muuuito articulada, foi conversando com o pessoal que ali estavam, foi quando descobriram a gente e nos encaminharam para a tal sala VIP aonde a Beth iria cumprimentar algumas pessoas. (Puta cagada!)
Eu não parava de tremer e estava bem gelada. Meu cérebro estava embriagado de ansiedade.
E em todo momento eu ficava tentando decorar o que dizer para ela assim que a visse. Não funcionou.
Quando ela entrou pela porta do nada, fomos as primeiras a chegar junto. EU, vírgula, a Fabi chegou até ela, toda fofa e simpática... foi quando ela olhou para trás e me chamou.
Gente, que vergonha! Daí já fui chegando falando: Gostei tanto da peça! Você foi maravilhosa. Daí dei um abraço nela bem apertado, e ela foi muito gentil, muito mesmo. E depois a Fabi falou que eu era escritora etc.. e que gostaria de deixar um livro meu para ela (Fabi Empresária ahahahaha)foi quando continuei: Olha, costumo dizer que a Rafa é a Joana de Clarice. Espero que goste, mesmo. Foi quando a Beth pegou o livro, olhou para ele acariciando e agradeceu, falando que iria ler etc.
Bom, depois disso eu deixo para minha imaginação, para a sua, para a nossa. Se ela vai ler ou não, eu não sei, mas que realizei ontem um desejo meu em relação ao meu trabalho, eu realizei!! E isso não trem preço.
Em questão de segundos eu já estava fora da sala, e me lembrei de que estava com a câmera nas mãos, e travei. Não tirei foto com ela.FRANCAMENTE!
Nem dormi nessa noite de raiva de mim mesma. Tola! Hahahaha Mas super valeu a experiência.
Mais uma semente foi plantada, e daqui a pouco a Rafa dominará. Que bom!!!
Segue algumas fotos do dia.
Agradeço muito pela minha irmã Suzzana ter ido comigo e por ter apresentado a Fabi, sem ela eu não teria tido coragem de invadir a “área restrita” hahahaha.
Au revoir.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
THE WRITER
You wait for a silence
I wait for a word
Lying next to your frame
Girl unobserved
You change your position
You're changing me
Casting these shadows
Where they shouldn't be
We're interrupted
By the heat of the sun
Trying to prevent
What's already begun
You're just a body
I can smell your skin
And when I feel it
You're wearing thin
But I've got a plan
Why don't you be the artist
And make me out of clay?
Why don't you be the writer
Decide the words I say?
Cause I'd rather pretend
I'll still be there at the end
Only it's too hard to ask
Won't you try to help me?
- Ellie Goulding.
domingo, 15 de abril de 2012
Abertura da Bienal Brasil do Livro – DF
O que era para ter sido perfeito acabou se tornando uma bagunça barulhenta.
Pela primeira vez, estava participando de algum evento que a cidade de Brasília promove, e esta em especial, seria a primeira Bienal Do Livro na capital do país.
Como meu livro “O diário idiota de Rafaela”, estava concorrendo a prêmios, resolvi chegar um tanto antes para me localizar. Cidade nova, evento grande, eu não poderia me arriscar em perder o início do evento.
Às 8:15 eu já estava na Esplanada dos Ministérios.
Muitos estandes ainda não estavam prontos, e dava para perceber que nada ia começar no horário programado.
Do lado de fora havia um grupo de professores em greve, manifestando aumento de salário dentre outras coisas, acredito, e eu previa que aquilo ali iria embaçar algo, e foi dito e feito.
A abertura programada para as 09:00 horas, começou as 10:00. Mas antes disso, os manifestantes tomaram posse do auditório Nelson Rodrigues. Com muita gritaria, criticavam o governador do DF. Eu mal entendo de política, e muito menos acompanho. Não critico manifestação alguma, mas o bom senso ali acabou indo por água abaixo. A palestrante tentava iniciar a entrega do concurso, e o barulho não deixava nada progredir. Acabei saindo do local, e fui visitar os estandes. Achando que alguma hora aquela baderna iria cessar, resolvi voltar para o auditório, e o evento já havia terminado. COMO CONSEGUIRAM progredir mediante a tamanha zorra? Fiquei super frustrada e sem saber o resultado do concurso. Tentei falar com algum coordenador, mas ninguém sabia me falar algo coerente. Apenas um, me falou um tanto rude, que duas categorias ficariam de serem anunciadas no decorrer da semana. Resumindo: não sei se ganhei ou perdi. Na segunda ligarei para OTIS e averiguarei o ocorrido para assim publicar para vocês.
Quero agradecer a minha amiga Érika e ao Henrique por terem ido me dá uma força. Minha irmã não pode comparecer. Teria chorado muito mais se os dois não tivessem ido. Desculpem-me pelo programa de índio, tá?
Tirando essa confusão, o evento promete ser bacana. A programação está maravilhosa. Visitem o site WWW.bienalbrasildolivro.com.br para saberem detalhes e horários dos shows e palestras. Tem muito livro barato sendo vendido. Não se esqueçam de levar grana porque dá vontade de comprar tudo.
Um abraço para todos!
sábado, 7 de abril de 2012
Um amigo para o natal.
Mais uma vez, andam passeando com meu coração, brincando com minhas emoções.
Foda-se. Estamos vivos e sujeitos a grandes acontecimentos, não? Acabei aprendendo na marra que tudo é válido, desde um grande amor, a enormes perdas.
Já desperdicei muitas coisas, evitando me machucar, porém hoje, acho que aprendi de algum modo, a me divertir com todo o ocorrido. Preciso sobreviver!!
A cada dia, mais forte. Me orgulho da pessoa que tenho me transformado. SIM!
Meus textos tem ganhado mais vida, mais nexo, mais leitores.
Tenho conhecido pessoas diferentes, lugares estranhos e inspiradores, e aprendido com muito esforço, a se manter no controle mediante aos artistas dissimulados que encontramos em nossos trabalhos.
Sinto falta constantemente de um ombro amigo, de poder tocar minha música para pessoas que realmente se importam e cantam comigo. Hoje, a única coisa que posso fazer é pedir esses amigos como presente de natal. Com sorte, receberei um telefonema.
Bom, queria mais uma vez relembrar aos amigos e brasilienses, que no dia 14 de abril começa a Bienal do Livro em Brasília. Logo na abertura, terá a entrega dos prêmios aos escritores que mandaram seus livros para análise. Me desejem sorte!!
Para mais textos, visitem a minha página no HTTP://recantodasletras.com.br/autores/gabriellalima
Bom final de semana para todos!
domingo, 1 de abril de 2012
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